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quarta-feira, 15 de abril de 2009

A Igreja e o Sagrado Magistério

Introdução

CIC 716: Como sacramento, a Igreja é instrumento de Cristo. «É assumida por Ele como instrumento da redenção universal»(202), «o sacramento universal da salvação»(203), pelo qual o mesmo Cristo «manifesta e simultaneamente atualiza o mistério do amor de Deus pelos homens»(204). É o «projeto visível do amor de Deus para com a humanidade»(205), segundo o qual Deus quer «que todo o gênero humano forme um só povo de Deus, se una num só Corpo de Cristo e se edifique num só templo do Espírito Santo»(206).

“A única Igreja de Cristo é aquela que nosso Salvador depois de sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar e confiou aos demais apóstolos o dever de regê-la. Esta Igreja é a Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro.” (LG,4)”

A Igreja e o Cristo.

“Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da Verdade!” (1Tm 2,4)

Para o Apóstolo Paulo chegar à salvação é o mesmo que “chegar ao conhecimento da verdade”. É essa verdade (a sã Doutrina) que Jesus confiou aos apóstolos, e lhes incumbiu de ensinar a todas as nações, que leva a salvação.

Antes de voltar ao Céu, na Ascensão, Jesus disse aos Apóstolos (à Igreja): “Toda autoridade me dada no céu e na terra. Ide pois, e ensinai a todas as nações... Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”(Mt 28,20).

Jesus envia a Igreja, a “ensinar a todas as nações” a Sua doutrina. Deus ainda nos Deu a graça para que esta missão seja cumprida: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo”(Mt 28,20).

Jesus está no seio de sua Igreja! Dizer que a Igreja desvirtuou o caminho da salvação é dizer acima de tudo que Jesus abandonou a sua Igreja, que Ele não cumpriu a sua promessa. Mas isto jamais, Jesus é fiel a sua Igreja, pois a ama: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5,25).

Voltando ao Apóstolo Paulo, ele diz ao seu discípulo fiel: ”A Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade”.(2Tm 2,4).

Dizer isto é o mesmo de dizer que sem a Igreja a verdade se esfacela, e junto com a verdade se esfacela os ensinamentos de Cristo. É o mesmo que dizer que a Igreja é infalível, através de seu Magistério.

“Quando,pelo Magistério supremo, a Igreja propõe alguma coisa a crer como sendo revelada por Deus, e como ensinamento de Cristo, é preciso aderir na obediência da Fé a tais definições. Esta tem a mesma extensão da revelação Divina”.(Lg 25)

Por isso é possível afirmar : Não existe portanto ninguém, e nenhuma outra instituição, fora da Igreja Católica, que detenha a verdade Infalível, em matéria de Fé e Moral.

Todas estas passagens mostram a importância da verdade, a qual vivida, liberta de todo mal e salva. É essa verdade que Jesus garantiu a Igreja ensinar até o fim do mundo sem erro. E o nosso Catecismo afirma com todas as letras:

851. O motivo da missão. É ao amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: «Porque o amor de Cristo nos impele...» (2 Cor 5, 14) (348). Com efeito, «Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos, mediante o conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram para lha levar. É por acreditar no desígnio universal da salvação que a Igreja deve ser missionária.

Na noite memorável em que Jesus proferia suas mais importantes promessas, para em seguida sofrer, por amor a ela, a sua dolorosa Paixão, Jesus disse aos seus Apóstolos: “Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Advogado, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos À TODAS AS COISAS, e vos recordará TUDO o que vos tenho dito.” (Jo 14, 25-26)

Que garantia maior de inviabilidade Jesus poderia ter dado a Igreja do essa Promessa de que o Espírito Santo “ensinar-vos à todas as coisas, e vos recordará tudo o que vos prescrevi” ?

A Igreja é infalível por ser uma intituição divina e mesmo os pecados dos teus filhos não lhe tiram da condição de Sacramento Universal da humanidade: "A Igreja é santa, mesmo tendo pecadores em seu seio, pois não possui outra vida senão a da graça: é vivendo de sua vida que seus membros se santificam; é subtraindo-se à vida dela que caem nos pecados e nas desordens que impedem a irradiação da santidade dela. É por isso que ela sofre e faz penitência por essas faltas, das quais tem o poder de curar seus filhos, pelo sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo." (SPF 19 / CIC §827).

O apóstolo Paulo já previa os tempos atuais: “Porque virá tempos em que os homens já não suportarão a sã doutrina da Salvação. E apartarão para si falsas doutrinas de falsos profetas.(2Tm 4,3)”

“Mesmo dentre vós surgirão de surgir homens que professarão doutrinas perversas.(At 20,30)”

“Não há dois evangelhos: Há pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem derrubar o Evangelho de Cristo. Se alguem – um ser humano ou um anjo baixado do Céu- lhes apresentarem um Evangelho diferente do que vós conheceis que seja ele ignorado, e se vos apresentarem uma doutrina diferente da que vós conheceis que seja tida como maldita!” (Gl 1 7-10)

Assim como há um só Deus há uma só fé e um só batismo.( Ef 4,5)


Não se pode receber de si mesmo a autoridade de anunciar a Cristo:

CIC 875:
“Ninguem pode dar a si mesmo o mandato de anunciar o Evangelho. O enviado do Senhor fala e age não por
autoridade própria, mas em virtude da autoridade de Cristo!”

Como Então a Igreja poderia se enganar? Para aceitar o Protestantismo, que negou “Quinze Séculos” de caminhada da Igreja, guiada dia a dia pelo Espírito Santo, a Igreja teria de reconhecer em Cristo a mentira!

O bom Católico, o Católico fiel e convicto, não pode duvidar de nada que a Santa Igreja Católica ensina. São maus filhos da Igreja aqueles que discordam dos seus ensinamentos oficiais. Discordar da Igreja nesses pontos é o mesmo que Discordar do próprio Cristo.

O Magistério Ordinário e o Extraordinário:

O Magistério da Igreja dividi-se em duas vertentes: Ordinário e Extraordinário: O Magistério Extraordinário da Igreja são as proclamações Dogmáticas exercidas nos Concílios Ecumênicos ou nos pronunciamentos “EX CATHEDRA”.

Três Coisas são necessárias para que uma definição Papal tenha o caráter dogmático, sentença infalível:

1 É necessário que ele fale “ex cathedra”, isto é, de maneira decisiva como Pastor e Mestre dos Cristãos, ele não é obrigado a consultar algum Concílio e ninguém, embora quase sempre o faça.

2 A Matéria deve ser restrita ao campo da fé e da moral.

3 Que o Sumo Pontífice queira definir uma sentença definitiva, imutável, irrevogável, sobre o assunto em questão.

O Magistério Ordinário: O Magistério Ordinário são os ensinamentos dos Bispos em comunhão com o Papa, o Papa é o sucessor de Pedro, assim como os Bispos são os Sucessores dos Apóstolos.

Assim diz o Compêndio do CIC:

183: Qual a tarefa do colégio dos Bipos?

O colégio dos Bispos, em comunhão com o Papa e jamais sem ele, exerce também o supremo e pleno poder.

184: Como os Bipos realizam a sua missão de ensinar?

Os Bispos, em comunhão com o Papa, têm o dever de anunciar a todos, fielmente e com autoridade, o Evangelho, como testemunhas autênticas da fé apostólica, revestidos da autoridade de Cristo. Mediante o sentido sobrenatural da fé, o Povo de Deus adere indefectivelmente à fé, sob guia do magistério vivo da Igreja.

185: Quando se exerce a inviabilidade do Magistério?

A Infiabilidade do Magistério se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo pastor da Igreja, ou o Colégio dos Bispos reunidos com o Papa, sobretudo em um Concílio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente a fé e a moral, e também quando o Papa e os Bispos, em seu Magistério Ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé.


Assim deste modo, nós recebemos a mesma verdade revelada aos Apóstolos, que permaneceu inviolável nestes 2 mil anos de peregrinação terrestre da Igreja, e permanecerá assim até o fim dos tempos.


4 comentários:

  1. Que bonito trabalho d evcs, pelo que percebi, fiéis seguidores de Cristo. Eu não gosto de dizer que tenho uma religião, pois não sigo nemhuma hj em dia, mas ja tive e foi um tempo maravilhoso na minha vida. Mas mesmo assim creio em Deus, isto é mt importante. Parabéns pelo trabalho. bjs

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  2. Uma boa publicação de teor catequética.

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  3. Não comento religião, mas boa sorte com o blog

    abç
    Pobre Esponja

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  4. Adorei o Trabalho pelo que eu posso ver que voces são seguidores dos ensinamenntos de Cristo.

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