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quarta-feira, 11 de março de 2009

PARECER MÉDICO SOBRE ABORTO EM RECIFE


Parecer de médica obstetra sobre aborto em Recife Meus amigos, - Todo o fato é terrível - não é isso que se está discutindo - porém acho importante fazermos algumas reflexões pois o aborto não era a única nem a melhor solução: a) Devem ter usado Cytotec (?) - que tem protocolo muito claro para tratamento de úlceras gástricas - não há experiência suficiente de seu uso em meninas de 9 anos grávidas (mesmo que tenham usado outra droga - sempre se está atirando meio no escuro pois é de se convir que é raro uma gravidez gemelar aos 9 anos) - portanto houve risco na indução do aborto; b) A menina não corria risco de vida agora - não havia esta pressa nem indicação de intervenção no momento para salvar a sua vida; c) De onde vem a estatística que ela corria o risco de 90% de morte ou de qualquer outra %? Estatística deve ser registrada em trabalho médico de pesquisa e com amostragem significativa para ter valor; d) Haveria possibilidade que tivesse parto prematuro ou até aborto (espontâneo) - mas, quando espontâneo, o processo é mais simples e de menor risco; e) Se levasse a gravidez pelo menos até 22 semanas, teríamos 15 a 20% de chance de sobrevivência para os gêmeos (mesmo que fosse 10% de chance - estaríamos tentando salvar as crianças sem aumento de risco para a mãezinha); f) psicologicamente, esta menina foi usada como um trapo pelo homem, destruída como pessoa, percebendo-se marcada inconscientemente como algo sem valor - e por 3 longos anos. Ao experimentar a destruição dos filhos como lixo, o inconsciente registra - ?viu, sou lixo e de mim só pode sair lixo?. Sabe-se lá como se fará para recuperar todo esse novelo em sua cabecinha. Por outro lado, imagine-se: ela sentindo-se rodeada por atenção, amor, cuidado e experimentado a valorização das crianças que trazia dentro de si - mesmo que a análise racional não fosse predominante - poderia estar começando aí o seu resgate como pessoa integral; g) sei de meninas que deram a luz com 10 anos e continuam muito bem após anos e anos; h) Não sei de ninguém que morreu por causa da idade precoce com que engravidou, se recebeu acompanhamento adequado. Vou pesquisar mais e comunico a vocês se houver algum trabalho nesse sentido?.
Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira
Médica Ginecologista integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo, Diretora do Centro Interdisciplinar de Bioética da Associação ?Casa Fonte da Vida? ; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação.

2 comentários:

  1. ótima matéria Anderson.
    A mídia e os interessados no aborto da menina Fora bem rápidos em darem um parecer nada técnico sobre a situação, e tentaram desqualificar o bispo, dizendo que ele não tinha respaldo para falar da situação. Mas eles não sabiam que antes o Bispo consultou inúmeros profissionais para avaliar a situação.

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  2. Independe do estupro (que sem dúvida é uma prática abominável) tal ato gerou uma vida inocente que nada tem a ver com o horripilante acontecimento. Portanto tornado-se assim inaceitavel que um erro justifique o outro, o estupro como já dito é inceitável, mas nenhuma forma de vida existe sem que seja por vontade divina. O aborto realizado vem a ser um péssima configuração para a medicina que hoje dispõe de tantos recursos. O dever do médico e salvar vidas e não acabar com elas e é isso que torna a sua profissão tão nobre, uma vez que a vida quem nos concede é Deus e apenas ele pode toma-la. Fernando Antônio G. de H. Junior

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