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domingo, 22 de março de 2009

O USO DO TRAJE CLERICAL parte II

Bem meus amigos conforme prometido estamos publicando a segunda parte do nosso estudo sobre os trajes eclesiásticos. Boa Leitura

A BATINA



A batina é um traje justo, que desce até os pés, é um “habito” do clero secular e de algumas congregações religiosas como os jesuítas.

A batina deve ter 33 botões em vertical (lembrando a idade de Cristo) tendo em cada manga 5 botões (lembrando as cinco chagas de Cristo na cruz).

Com ela se usa uma faixa com duas pontas caídas do lado e tendo nas pontas fios de seda em forma de macramê. Feita do mesmo tecido da batina ou de chamalote. Cada FAIXA corresponde a posição hierárquica, a saber:

Cor preta (seminaristas, diáconos e padres),
Cor violácea (monsenhores, cônegos e bispos),
Cor vermelha (cardeais e patriarcas orientais),
Cor branca (para o Papa o Bispo de Roma).

Para os monsenhores os botões e os filetes da costura devem ser roxos e a faixa violácea
Para o bispo os botões e filetes vermelhos com a faixa violácea.


“Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais”. (Código de Direito Canônico, 284)

A Santa Sé no pontificado de João Paulo II determinou que os clérigos no Brasil usassem um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” ou “batina”.

Cân. 669 – § 1. Os religiosos usem o hábito do instituto confeccionado de acordo com o direito próprio, como sinal de sua consagração e testemunho de pobreza.
§ 2. Os religiosos clérigos de instituto que não tem hábito próprio usem a veste clerical de acordo com o cân. 284


Origem do colarinho clerical: Sempre foi costume na Europa se usar um colarinho branco de renda tanto pelos sacerdotes como pelos nobres e príncipes. Com o passar dos séculos esse colarinho ficou reservado ao clero. Tendo na França uma forma diferente (hoje adotada por grupos tradicionalistas protestantes)

Enquanto que na Inglaterra se desenvolveu outro tipo de colarinho clerical. Tendo em 1865 sua forma definitiva em dois estilos pelo Reverendo Dr. Donald McLeod de Glasgow pastor anglicano. Sendo um de colarinho branco embutido na costura da gola e outro meio que aparente.

Colarinho Francês (abolido pela Igreja católica e preservado por alguns grupos protestantes)


“O colarinho clerical simboliza compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho”. [Fonte: LIMA, Luciano José. Vestes litúrgicas. In: RAMOS, Luiz Carlos. Anuário Litúrgico 2006. São Bernardo do Campo: Editeo, 2006, pág. 51-56.]

















BATINAS EPISCOPAIS




A CASULA





A casula é sobreveste que o sacerdote usa para celebrar a missa. É a veste litúrgica exclusiva do sacerdote, varia a cor e o modelo.

Seu nome significa "casinha". Era um grande manto que cobria todo o corpo do Sacerdote, permitindo passar somente a cabeça. Sua função era simbolizar o isolamento do Sacerdote com relação o mundo. Com o tempo, esse manto foi diminuindo, por razões práticas (era muito difícil fazer qualquer movimento com ele).

Hoje a casula romana é aberta nos flancos para facilitar os movimentos do sacerdote. A casula é feita de seda da cor correspondente à Missa celebrada, possui uma grande cruz nas costas, simbolizando o jugo suave da lei de Cristo que o Sacerdote deve levar e ensinar aos demais a levar.

O Sacerdote coloca-a, rezando: “Senhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça”. Amén

Cores das casulas:

Festividades e ordenações (dourada ou branca),
Festa em honra a Nossa Senhora ( azul ou branca),
Tempo comum (verde)
Advento e quaresma (roxa ou violeta)
3º domingo do Advento (Gaudete) e
4º domingo da Quaresma (Laetare) (cor rósea)






A casula deriva da paenula, uma sobreveste usada no mundo greco romano até os séculos IV – V d. C para se resguardas da chuva ou do rito e para se resguardar da chuva ou do frio e para viajar. Era em forma de manto circular, que se enfiava pela cabeça através de uma abertura donde, com freqüência, pendia um capuz (cucullus). Desaparecido também este do usos civil, permaneceu em uso pelo clero, seja na vida cotidiana, seja no oficio litúrgico. Aparece a principio no uso litúrgico com o nome de amphibalus.


337. A veste própria do sacerdote celebrante, para a Missa e outras ações sagradas diretamente ligadas com a Missa, salvo indicação em contrário, é a casula ou planeta, que se veste sobre a alva e a estola. (IGMR)







A TÚNICA



Diferencia da alva por ser fechada ate a altura do pescoço. Mas ambas tem o mesmo significado e utilização.

A alva e a túnica recordam-nos de que seremos chamados de loucos pelo mundo se formos fiéis a Nosso Senhor, seguindo-Lhe os passos e renunciando às ilusões deste mundo para alcançarmos nossa recompensa no Céu. O fato de a alva descer até os pés significa que devemos perseverar nas boas obras.

E o símbolo da pureza que o padre deve ter ao rezar a Santa Missa e que os fiéis dever também ter ao assisti-la.
Representa também a túnica branca com que Cristo foi vestido, por ordem de Herodes, para designá-lo como louco.

Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Revesti-me, Senhor, com a túnica de pureza, e limpai o meu coração, para que, banhado no Sangue do Cordeiro, mereça gozar das alegrias eternas".



O CÍNGULO




O cíngulo é uma corda com a qual o sacerdote aperta a alva na altura da cintura. Remete-nos aos açoites da flagelação de Nosso Senhor, bem como a corda com a qual amarraram Nosso Senhor para puxá-lo.

Lembra-nos as virtudes da fortaleza e da castidade

Ao vesti-la é rezada a seguinte oração: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu coração a virtude da caridade".





AMITO



Amito é um véu branco quadrado feito de linho que o sacerdote passa sobre a cabeça e com que cobre os ombros. O amito recorda-nos que devemos sempre ter pensamentos puros, combatendo, sobretudo aqueles que nos vêm contra a castidade. Lembra-nos também a modéstia das palavras e o cuidado.



Ao vesti-la é rezada a seguinte oração: “Colocai, Senhor, sobre a minha cabeça, o capacete da salvação, para que eu possa resistir às ciladas do demônio".


O amito era usado nas frias e vastas igrejas da Idade Media, como precaução, nos ofícios divinos, para conservação da voz.

336. A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos, seja qual for o seu grau, é a alva, que será cingida à cintura por um cíngulo, a não ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Se a alva não cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pescoço, por-se-á o amito antes de a vestir. A alva não pode ser substituída pela sobrepeliz, nem sequer quando esta se envergar sobre a veste talar, quando se deve vestir a casula ou a dalmática, nem quando, segundo as normas, se usa apenas a estola sem casula ou dalmática. (IGMR)



PLUVIAL ou CAPA D’ ASPERGES:

Pa­ra­mento litúrgico usado pelo clero em ações litúrgicas solenes e fora da missa: sacramentos, exéquias, pro­cissões, bênçãos etc.

É um paramento comprido chegando ao chão aberto na frente preso por uma presilha.



Era antigamente uma capa que servia para procissões, tendo um capuz para abrigar da chuva (donde lhe deram o nome de pluvial). Sendo antes igual a casula, foi perdendo a sua forma, até que, aberta por diante e coberta de bordados começou a ser considerada, na Idade Média, como veste monorífico.

O capuz foi perdendo a sua forma e uso, até se transformar no estofo fino, ornado duma franja, que atualmente se encontra ao meio das costas, na capa. A capa é uma veste litúrgica reservada ao clero. O pluvial dos padres, não deve ser preso no pescoço com feicho ou broche de metal lavrado, o que é reservado aos bispos, mas sim com colchetes ou coisa semelhante.

Não é permitido haver um presbítero assistente revestido de copa, numa missa que não seja de pontifical, exceto na primeira missa dum novo sacerdote.

A DALMÁTICA:


É uma veste litúrgica, comprida, estreita, com ou sem mangas, aberta dos lados, que cai dos ombros, e cobre o corpo por diante e por traz. É usada pelo diácono nas missas ou em outros atos litúrgicos.

A dalmática é uma espécie de túnica talar, de mangas curtas e desproporcionalmente largas. Antigamente usada como veste superior por senadores e pessoas importantes, veio depois a fazer parte dos paramentos próprio do Pontífice e, em seguida, foi uma veste distintiva e honorifica concedida por este as seus diáconos, talvez já a partir do século IV.
A principio objeto de privilégio para os diáconos das várias igrejas, aos poucos começou, por volta do século IX, à dalmática foi considerada veste litúrgica superior do diácono, enquanto aos bispos e presbíteros continuaram a trazê-la sob a casula, conformando-se depois as varias cores desta.

. “Por necessidade ou em celebrações menos solenes a dalmática pode ser dispensada”.(IGMR 338)

CAPA MAGNA:

Veste exterior que o Papa, um cardeal ou um bispo usa em circunstâncias solenes, fora das a­ções litúrgicas (e, quanto ao bispo, só den­tro da diocese).

É um paramento que quase não se usa. A capa magna não foi abolida e ainda aparece no Cerimonial dos Bispos.

Este paramento é na verdade uma capa aberta na frente como a capa de asperges, com um diferencial, ela tem de ser feita na cor hierárquica. Portanto se for um bispo ela será violácea, um cardeal será vermelha. Devera ter também uma calda de no mínimo dois metros a quatro contando do calcanhar. E terá de ter um acolito para segurar a ponta.

Esta proibida pelo atual Cerimonial dos bispos que se use a Muzeta de Arminho um tipo de pele cortada em forma de murça de cor branca. O arminho é usado por monarcas como a rainha inglesa Elizabeth II só que com pontos pretos.



SOBREPELIZ:

A sobrepeliz é uma veste litúrgica que entrando pela cabeça, desce dos ombros até os joelhos, com mangas cumpridas e largas.



A sobrepeliz, de mangas largas e longas, derivava do SUPERPELLICEUM, uma alva ampla e cômoda, usada nas funções litúrgicas por cima das cotidianas roupas forradas, sobretudo dos países frios setentrionais. Surgia como veste coral (substituía o uso da alva nos clérigos inferiores), foi aos poucos encurtada até os joelhos (substituída o uso da alva nos clérigos inferiores), foi aos poucos encurtada até os joelhos.




ROQUETE:

Roquete é uma veste semelhante à sobrepeliz, mas distindo-se dela por ter as mangas compridas e estreitas, quase que justa as mangas da batina.

















A ESTOLA:




Estola é uma insígnia clerical. Em forma de faixa sendo se apresentado de forma diferente para cada categoria clerical e também a sua cor de acordo ao tempo litúrgico e a cerimônia que esteja participando.

Obs.: A estola deve ser da mesma cor da Dalmática ou casula.

A estola usada pelo Presbítero simboliza sua autoridade sacerdotal ministerial.
“A estola é colocada pelo sacerdote em torno do pescoço, pendendo diante do peito; o diácono usa a estola a tiracolo sobre o ombro esquerdo, prendendo-a do lado direito”. (IGMR, 340)
Com relação à cor das vestes sagradas, seja observado o uso tradicional, a saber:

a) O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo pascal e do Natal do Senhor; além disso, nas celebrações do Senhor, exceto as de sua Paixão, da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro)etc., b) O vermelho é usado no domingo da Paixão e na Sexta-feira da Semana Santa, no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.c) O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo comum. d) O roxo é usado no tempo do Advento e da Quaresma. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas dos Fiéis defuntos.
e) O preto pode ser usado, onde for costume, nas Missas dos Fiéis defuntos.
f) O rosa pode ser usado, onde for costume, nos domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV na Quaresma).
g) Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia.
No que se refere às cores litúrgicas, as Conferências dos Bispos podem determinar e propor à Sé Apostólica adaptações que correspondam à necessidades e ao caráter de cada povo. (IGMR, 346)


O VÉU DE OMBROS OU VÉU UMERAL:


É um pequeno manto que o clérigo usa sobre os ombros aberto na frente prezo por uma fivela e comprido em duas pontas. Onde o mesmo se utiliza para segurar a custódia com a hóstia consagrada (para dar a benção e sair em procissão).







PODE-SE CELEBRAR A MISSA SÓ COM A ESTOLA?

Vejamos o que diz os documentos oficiais da Igreja Católica Romana:


O Cânon 929 do Código de Direito Canônico prescreve que se utilizem, obrigatoriamente, os paramentos descritos nas regras litúrgicas. Na Missa, os paramentos utilizados pelo padre, são a alva, o amito, a estola, o cíngulo, a casula .O Bispo, além desses, utiliza a cruz peitoral e a mitra, além de ter nas mãos o báculo; o Diácono usa alva, amito, estola, cíngulo e dalmática; o Acólito, se estiver de batina, usa a sobrepeliz por cima, e, sem ela, apenas alva e cíngulo.

Os ministros ordenados coloquem a alva, que consiste em uma veste branca que reveste o corpo inteiro, e, se necessário, o amito, pano quadrado utilizado para cobrir as partes da roupa não-litúrgica que estiver por baixo da alva. Depois, devem vestir a estola (ao longo do corpo para os sacerdotes; transversa para os diáconos), com a cor respectiva do tempo ou da festa. Segurando a estola para mantê-la junto ao corpo, deve estar o cíngulo, a não ser que a forma da alva dite o contrário – quando, por exemplo, já houver uma espécie de cíngulo costurado àquela. Por cima de tudo, deve estar a casula, com a cor correspondente, e que pode ser de duas formas, gótica e romana. O diácono, ao invés da casula, usa a dalmática, que deve ter a cor do tempo ou da festa também.

Ao contrário do que pensam alguns, a casula é obrigatória!

Não basta só a alva e estola! A casula é a veste própria do sacerdote, e simboliza a Cruz, a dignidade própria do padre! Quem a aboliu de seus cultos foram os protestantes mais exaltados, para negarem o caráter sacrifical da Missa. Se a Santa Missa é a Cruz tornada presente, mesmo invisível, a casula a torna visível, por seu simbolismo. A casula remete ao sacrifício!




OBSERVAÇÃO:

Quando a Missa for celebrada fora do recinto sagrado, em local que não seja uma igreja ou oratório, há um indulto em alguns países – no Brasil, inclusive, por determinação da CNBB, decidida em sua 11a Assembléia Geral, e aprovada pela Santa Sé em 31 de maio de 1971 –, para que se possa utilizar uma veste que seja um misto de alva e casula: a túnica. Ao invés de alva, amito, estola, cíngulo e casula, podem ser usados, nesses casos, túnica e estola.

Mesmo assim, é uma opção que deve ser evitada na maioria dos casos, servindo apenas para quando houver dificuldade de conseguir as vestes apropriadas, quer pela distância do local, quer por outros fatores pastorais.

Quanto à Missa concelebrada por mais de um sacerdote, a obrigação de usar a casula é só do celebrante principal, ou presidente. Os demais celebrantes não necessitam utilizar a casula, embora seja vivamente recomendável que o façam se possível até com um feitio de casula diferente para o presidente da Santa Missa (uma sugestão é que o sacerdote principal utilize paramentos romanos e os demais góticos, ou o contrário).

O calor, contudo, não justifica o abandono da casula:
Usem casulas de tecido mais leve!

Em outros ritos litúrgicos, a norma é que, se estiver o ministro (Bispo, padre ou diácono) vestindo batina, coloque a sobrepeliz por cima, com a estola e o pluvial, e não estando com aquela, utilize alva, cíngulo, estola e, se achar conveniente, pluvial – capa; os acólitos vistam-se como de costume.


Na Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento:

A regra é diferente: durante a exposição, por cima do conjunto de alva, cíngulo e estola, sem batina, ou de batina, sobrepeliz e estola, o sacerdote ou diácono que expuser o Santíssimo pode usar pluvial; durante a bênção, se ela for solene, i.e., com a Hóstia consagrada no ostensório, deve usar o pluvial, e se for simples, com a Hóstia consagrada no cibório, seu uso é optativo; em qualquer das bênçãos, solene ou simples, deve ser usado o véu umeral por cima das outras vestes. Em algumas igrejas, os sacerdotes utilizam apenas o umeral, esquecendo o pluvial – capa magna –, ou o contrário. Isso está errado!

Pode a estola ser colocada por cima da casula?

Não! A estola deve ser corretamente colocada sobre a alva e sob a casula, pois esta, como símbolo da caridade de Cristo – além de o ser da Cruz –, deve cobrir o sacerdote, como seu amor nos reveste totalmente. Além disso, as rubricas do Missal dispõem que seja assim.

É possível que o celebrante ofereça a Santa Missa trajando a estola somente por cima da batina ou do hábito religioso, sem usar alva?

Outro costume que está tristemente generalizado. A batina é a veste cotidiana do sacerdote diocesano e de certas ordens e congregações religiosas – jesuítas, legionários de Cristo etc. O hábito, por sua vez, é o equivalente da batina para os religiosos – sacerdotes ou não – da maioria das ordens e congregações. Assim, há o hábito dos beneditinos, o dos dominicanos, o dos cistercienses, o dos redentoristas, o dos franciscanos, o dos capuchinhos, o dos carmelitas, o dos carmelitas descalços, o dos servitas, o dos agostinianos, o dos trapistas, e assim por diante. A função do hábito ou da batina é servir de vestimenta diária, e não de paramento propriamente litúrgico: não é para o uso nas cerimônias da Igreja, e sim para o trajar do dia-a-dia, podendo, aliás, ser substituído por camisa clerical com colarinho romano, estilo clergymen/CLESMAN..

Em vista disso, se um sacerdote celebrar a Missa com a batina ou hábito como se fossem substitutos da alva, estará equivocado. Já vi um sacerdote carmelita celebrar a Santa Missa sem alva, usando a estola e a casula diretamente sobre o hábito de sua ordem. Outra vez, vi um padre capuchinho celebrar da mesma forma, com a agravante de estar, inclusive, sem a casula: e ainda justificou o uso do hábito pelo fato de ser frade!

Ora, nada mais errôneo! Seu hábito é para o uso cotidiano; na Missa, deve, por cima do hábito – ou, no calor, no lugar dele –, vestir a alva, e só depois a estola e a casula.

Nem mesmo os sacerdotes de ordens e congregações que tenham hábito branco, ou diocesanos que tenham sua batina nessa cor, podem presumir que sua veste – em vista de ser a mesma cor da alva – substitua a alva. Não há privilégio algum vigente, nem poderia haver!

“Está reprovado o uso de celebrar, ou até concelebrar, só com a estola em cima da cógula monástica (nota do autor., hábito religioso), em cima da batina ou do traje civil.”
(Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Liturgicae Instaurationes, 8 c)

Como devem estar trajados os clérigos que, assistindo a Santa Missa, não a estejam celebrando?

Se estiverem assistindo a Missa sem serem oficialmente convidados, da mesma maneira que simples fiéis basta que estejam com seu traje comum: batina, hábito do instituto religioso, camisa com colarinho romano – clergyman. Do contrário, se lhes for concedido um lugar de destaque, por alguma razão especial qualquer, por cima da batina devem usar sobrepeliz e, se quiserem, também barrete. Sendo Bispos, devem estar com o traje talar apropriado por cima da sobrepeliz. Os cardeais têm a batina e o traje talar vermelhos, como os Bispos e Monsenhores os têm de tom violáceo – ou batina preta com traje talar violáceo .

Os clérigos que, estando presentes, desempenharem alguma função litúrgica, sem celebrarem, como no caso de ordenações ou de auxílio na distribuição da Sagrada Comunhão, devem, por cima da sobrepeliz, trajar a estola com a cor respectiva.

5 comentários:

  1. legal vcs nao sabem como me ajudou essa materia

    estou dando um curso de coroinha e esclareci

    muitas duvidas aqui ( parabens) e obrigado

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  2. gostaria de saber a origem do VÉU DE OMBROS OU VÉU UMERAL, pois tenho coroinhas muito inteligentes que a todo momento nos indaga a respeito da origem de certas coisas

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  3. Existe um artigo sobre o o Uso do Véu, acesse:

    http://www.apostoladoshema.com/2009/02/o-piedoso-uso-do-veu.html
    .
    Obrigado por visitar nosso blog.

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  4. Desculpe, eu disponibilizei um artigo que fala sobre a Origem do véu usado pelas mulheres. Vou providenciar suas informações. Paz e Bem!

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  5. A imagem do roquete, na verdade, é uma túnica. O roquete é bem mais curto, pouco mais longo que uma sobrepeliz.

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