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segunda-feira, 30 de março de 2009

A Igreja na era primitiva parte I

Introdução
"Bem mais do que o povo hoje tem conciência, a Igreja moldou o tipo de Civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não difam isso, a Igreja foi a indispensável construtora da Civilização Oriental. A Igreja não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates dos gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização."

(Dr Thomas Woods, PHD de Harvard- EUA/2005)

OS PRIMEIROS SÉCULOS (0-400)


A Igreja teve um crescimento rápido sob a ação do Espírito Santo desde o primeiro século. "Enfrentou durante quase três séculos a perseguição do Império Romano até a conversão de Constantino no ano 313. Neste ano, convertido ao cristianismo, ele assinou o Edito de Milão que proíbiu a perseguição aos cristãos.

'Deliberamos conceder aos cristãos a e quem quer que seja a liberdade de praticar a religião de sua preferência a fim que Divindade que nos céus reside venha a ser favorável e propícia para nós e para todos os súditos. Parece-nos ser medida boa, razoável, não recusar a nenhum de nossos súditos, seja ele cristão ou adepto de qualquer outro culto, o direito de seguri a religião que melhor lhe convenha. Assim sndo, a Divindade que um revenciar a seu modo, livremente, poderá também estender a nós sue benevolência a seus habituais favores (...)'." (Apud Souza. T.F., 2007)

Nesta época já havia no mundo cerca de 6 milhões de cristãos. Mais tade, o Imperador Teodósio, por volta de 390, pelo "Edito de Tessalônica", tornaria o cristianismo religião oficial do Império Romano. Como disse Daniel Rops, " a espada se curvou diante da cruz". E isto aconteceu sem luta por parte dos cristãos. A força do Evangelho moveu os corações dos reis, imperadores, e mulheres romanas.

Ao longo dos primeiros quatro séculos foi marcante a ação dos Apóstolos, principamente dessas colunas da Igreja que foram São Pedro e São Paulo, o sangue dos mártires, o perfil dos grandes santos e dos primeiros escritores e artistas cristãos, o desenrolar do culto e da piedade, dentro de uma sociedade romana que foi desmoronando, como acontece no mundo de hoje, mas que, também como hoje, se abre finalmente a Jesus Cristo.

Já no começo da vida da Igreja surgiram as terríveis heresias e sectarismos, que no entanto, conduziram à formação da teologia cristã e aos grandes Concílios da primeira era, de onde a Igreja saiu fortalecida na sua autoridade e unidade. A Igreja precisou realizar os Concílios de Nicéia I, em 325, para reprovar o arianismo, de Ário, que negava a divindade de Cristo; e em 381 o Concílio de Constantinopla I, para condenar o macedonismo, de Macedônio, patricar de Contantinopla, que ensinava que o Espírito Santo não era Des. Desses dois Concílios surgiu a formulação Credo niceno-contantinopolitano que rezamos ainda hoje.
Fonte: Uma História que não é Contada - Prof. Felipe Aquino.

domingo, 29 de março de 2009

Profecias e Profetas parte 1

A palavra de profecia(oráculo)






Em(Pro 30,1)"Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massa. Palavras desse homem: Eu me fatiguei por Deus, estou esgotado por Deus, eis-me entregue."

Algumas versões,representam a palavra hebraica em massa,que provavelmente significa "oráculo",e profeta em (Iza 30,10)"E dizem aos videntes: Não vejais, e aos profetas: Não nos anuncieis a verdade, dizei-nos coisas agradáveis, profetizai-nos fantasias.".

Isso se refere à palavra chozeh,que em sua essencia refere-se aos que tem visões(Iza 2,1-3.6,1-8)(Dan 10,4-11)"No vigésimo quarto dia do primeiro mês, encontrava-me à beira do grande rio, o Tigre. Levantando os olhos, vi um homem vestido de linho. Cingia-lhe os rins um cinto de ouro de Ufaz. Seu corpo era como o crisólito; seu rosto brilhava como o relâmpago, seus olhos, como tochas ardentes, seus braços e pés tinham o aspecto do bronze polido e sua voz ressoava como o rumor de uma multidão. Eu, Daniel, era o único a ver essa aparição; meus companheiros não a viram, mas se apoderou deles um tão grande pavor que fugiram para esconder-se. Fiquei portanto sozinho a contemplar essa grandiosa aparição. As forças me abandonaram: a tez do meu rosto tornou-se lívida e eu desfaleci. Ouvi então esse homem falar, e, ao som de suas palavras, caí desmaiado, com o rosto por terra. Eis porém que uma mão me tocou, e fez com que me erguesse sobre os joelhos e as palmas das mãos. Daniel, homem de predileção, disse-me ele, presta atenção às palavras que vou dirigir-te. Levanta-te, pois tenho uma mensagem a te confiar. Como me falasse assim, levantei-me tremendo.".

Como vemos,esta última passagem evidencia tbm o repouso no Espírito Santo,mas este será abordado em outa ocasião,atentemos ao aspecto profético da passagem,que é oque está em questão.

No A.T.,a"profecia" é a tradução de "nebu'a";e "profeta" a de "nabi".Não ha´um significado concreto na raiz(NB).A raiz(NB)significa ferver em caixão,então nabi é aquele que feve com inspiração ou mensagem divina.

É provavel que "nabi"venha do assírio ou érabe,que seria proferir ou anunciar uma mensagem.Neste caso pode-se entender "nabi"como orador a quem foi confiada uma missão,como está em(Exo 7,1)"O Senhor disse a Moisés: "Vê: vou fazer de ti um deus para o faraó, o teu irmão Aarão será teu profeta.".Fica claro que "profeta" na Bíblia significa aquele que proclama a mensagem de Deus.

Deve-se constatatar que não se trata deprever acontecinentos.Um profeta pode ou não prever o futuro segundo oque Deus lhe inspira,então fica claro que a palavra grega "prophetes" significa aquele que expõe ou fala sobre certo assunto.Os substantivos nbu'a e prophetes são correspondentes.
Luciano
"Arauto"
Bonilha

sábado, 28 de março de 2009

Profecias e Profetas parte 2

O estado dos profetas ao receberem sua mensagem



É muito importante sabermos ao certo das condições espirituais do profeta,para entemdermos os mistérios da comunicação do homem com Deus.A idéia pagã na
e professia era de uma condição absolotamente passiva do profeta,de modo que,quanto mais inconsciente,mais fávorável estava para a mensagem divina.
Algo neste gênero se vê na histeria israelita.Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal,em que batiam em si mesmos furiosamente cortando-se com canivetes a fim receber aprovacão divina eram manifestações típicas(I Reis 18,26-28)"Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e fizeram-no em pedaços. Em seguida, puseram-se a invocar o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, gritando: Baal, responde-nos! Mas não houve voz, nem resposta. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado. Sendo já meio-dia, Elias escarnecia-os, dizendo: Gritai com mais força, pois (seguramente!) ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo... e isso o acordará. Eles gritavam, com efeito, em alta voz, e retalhavam-se segundo o seu costume, com espadas e lanças, até se cobrirem de sangue.",e é provável que posteriormente os falsos profetas fisessem o mesmo,tendo a intenção de provocarem em so mesmo êxtase para suas invocações.
Mais o conceito pagão de profecia é claríssimo em Balaão,pois sua vontade e pensamentos sucumbiram ante a ação divina,pois profetizava indo contra suas vontades humanas,seus desejos pessoais.

No tempo de Samuel se vê o princípio de um melhor sistema.Ele reunia em comunidade aqueles que pareciam ter dons especiais da professia,disciplinando-os,ensinando-lhes a música,e tavez ministrando-lhes conhecimento de história e religião para que estivessem em melhores condições ao receber a palavra de Deus(I Sam 10,10-13 e 19,18-20).
A música visava a quietude na alma,e harmonizá-la para sintonia com Deus(I Sam 16,14-23) e(II Reis 3,15).Quanto a serem compostas pelo profeta dependia apenas da sua preferência.

Essas profecias são totalmente apostas às produzidas num estado de êxtase.
São escritas com ampla escolha de palavras e frases,revelando a vida anterior do profeta,seus interesses e ocupações,e apresentando em vários graus a cultura e circunstancia em que a professia foi proclamada.
As profecias de Amós,Miqéias,Isaías ,Jeremians,por exemplo,estão muito longe das de Balaão,tanto na visão espiritual como nos pensamentos conscientes e um estudo deliberado.
Os profetas aprenderam que Deus se servia de suas faculdades e aptidões para suas revelações.

Tentando-se tes o maior entrndimento do estado do profeta,na recepção das comunicações divinas,temos esse ideal em Jesus Cristo,que estava em comunhão com o seu Pai e anuncianva aos homens oque dele ouvia.
Em Jesus não havia um estado de êxtase,mas manifestava-se uma clara comunhão espiritual,tendo sua alma um grande poder receptivoe ativo.
Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia,eles podiam receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.

Luciano

"Arauto"

Bonilha

Edir Macêdo: aborto, homossexualismo e a cosmovisão da IURD

Agora está claro! Aquilo que era apenas uma inferência e suspeita ficou confirmado com o lançamento da biografia do Edir Macedo (um recorde no mercado editorial brasileiro: 700 mil cópias, na primeira edição) e com a entrevista que ele deu à Folha de São Paulo, em 13 de outubro de 2007. Na entrevista Macedo confirma sua defesa do aborto e apresenta sua visão sobre a questão da homossexualidade. Este exemplar da Folha dedica três páginas do primeiro caderno (A11 a A13) às notícias sobre a igreja de Edir Macedo, e de como ela está envolvida em uma campanha para mudar a sua imagem. Podemos deduzir, também pela entrevista, alguns pontos chaves que compõem a cosmovisão e teologia da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), contidas nessas palavras de seu pontífice máximo.
Cito três perguntas e respostas extraídas da entrevista:
FOLHA: Em sua biografia, o Sr. defende o aborto. Atualmente, a Record e a Record News exibem campanha pelo aborto, por que?
Macedo: Sou favorável à descriminalização do aborto por muitas razões. Porém aí vão algumas das mais importantes:
1. Muitas mulheres têm perdido a vida em fundo de quintal. Se o aborto fosse legalizado, elas não correriam risco de morte.
2. O que é menos doloroso? Aborto ou ter crianças vivendo como camundongos nos lixões de nossas cidades, sem infância, sem saúde, sem escola, sem alimentação e sem qualquer perspectiva de um futuro melhor? E o que dizer das comissionadas pelos traficantes de drogas?
3. A quem interessa uma multidão de crianças sem pais, sem amor e sem ninguém?
4. O que, os que são contra o aborto, têm feito pelas crianças abandonadas?
5. Por que a resistência ao planejamento familiar?Acredito, sim, que o aborto diminuiria em muito a violência no Brasil, haja vista não haver uma política séria voltada para a criançada.
FOLHA: “Deus deu a vida e só Ele pode tirá-la”, segundo a Bíblia (sic). Não é contraditório um líder cristão defender o aborto?
Macedo: A criança não vem pela vontade de Deus. A criança gerada de um estupro seria de Deus? Não do meu Deus! Ela simplesmente é gerada pela relação sexual e nada mais além disso. Deus deu a vida ao primeiro homem e à primeira mulher. Os demais foram gerados por estes. O que a Bíblia ensina é que se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz (Eclesiastes 6.3). Não acredito que algo informe, seja uma vida.
FOLHA: Qual seria sua reação se descobrisse que tem um filho homossexual?
Macedo: Decepcionado. Mas não o rejeitaria de forma alguma. Tentaria ajudá-lo da melhor forma possível. Porque, se Deus respeita a livre opção de vida da criatura humana, por que não o faria eu?
Este post não tem o objetivo de ser uma exposição completa da posição cristã sobre (e contra) o aborto, mas comento, com base nas declarações de Macedo, esses três temas – aborto, homossexualismo e a cosmovisão da IURD:
1. Aborto: Não há base bíblica para as convicções éticas. Elas são formadas a partir de slogans e bandeiras sociológicas do liberalismo. Macedo cita a Bíblia apenas uma vez, fora de contexto, para provar um ponto que o texto não procura substanciar. A lógica de Macedo é falsa e traça conexões e ilações que não se sustentam:
a. Macedo afirma que mulheres morrem ao tentar o aborto (essa premissa, é constantemente repetida, mesmo sem comprovação), portanto é legítimo assassinar crianças com tecnologia (conclusão moralmente errada), para que as mães não morram.
b. Ele apresenta as crianças abandonadas como sendo fruto da ausência de aborto, em vez de uma conseqüência da irresponsabilidade dos pais (a sociedade que quer se preservar agirá nesse último ponto, educando todos os cidadãos a serem bons pais; criando oportunidades de sustento e emprego; etc.).
c. Macedo infere que o repúdio ao abandono das crianças, leva necessariamente à aceitação do aborto (conclusão falsa, de que o aborto é a única opção a este mal social, e de que ele é moralmente neutro, e não condenável).
d. Ele acusa que quem é contra o aborto não faz nada pelas crianças abandonadas (afirmação totalmente falsa: historicamente, os grandes orfanatos; os projetos de adoção; a assistência às mães jovens e solteiras foram implantados por segmentos da sociedade que são contra o aborto e não pelos que são a favor). Para Macedo, eliminar as crianças abandonadas, matando-as antes que nasçam seria a solução. Entretanto, essa é a forma mais cruel e imoral de resolver essa situação de abandono.
e. Macedo diz que aborto é igual a planejamento familiar (essa é uma forma asséptica e indolor, de se referir ao aborto, favorita dos seus proponentes, porque anestesia a consciência e torna a questão acadêmica e palatável, em vez de ética. Os dois termos não são equivalentes).
2. Homossexualismo: Edir Macedo, procurando dar a resposta que agrada à mídia, demonstra, na realidade, a própria rejeição que é enraizada em preconceito, porque não tem nem oferece base metafísica maior (bíblica) para sua posição. Quer ser politicamente correto e diz que aceita o homossexualismo, no entanto, ficaria “decepcionado”, se fosse um filho seu; e procuraria “ajudá-lo” (ajudar em que sentido? A ser aceito pelos demais? A se recuperar? Por que, se ele seria “aceitável”?). O cristão que firma suas convicções a partir das Escrituras, da Palavra de Deus, rejeita a prática porque a identifica como pecado, como disfunção de comportamento – e é claro nisso. Não a chama de “livre opção de vida” aceita por Deus, como faz Macedo; mas reconhece como uma “opção de vida” condenada por Deus – como várias outras o são.
3. Cosmovisão da IURD:
a. Visão deista/semi-intervencionista – Ao dizer que as crianças “não vêm pela vontade de Deus” e que “a criança gerada de um estupro” estaria fora do controle de Deus (“Não do meu Deus”, diz ele); e ao segregar a ação de Deus na doação da vida apenas “ao primeiro homem e à primeira mulher” sendo as demais crianças meramente “geradas por estes”; Macedo está na realidade adotando uma cosmovisão deista, ou seja: Deus iniciou a criação e deixou as situações e fenômenos naturais se desenrolando. Isso coloca Deus distante e não envolvido (supostamente resolvendo o dilema da responsabilidade) com as questões humanas. Mas como explicar a ênfase nos milagres e nas intervenções divinas, da IURD? É que esse “deismo seletivo”, não construído a partir dos dados da Bíblia, é limitado às situações convenientes. Ocasionalmente, Deus intervém, aqui e ali, consertando as coisas que o homem faz de errado, curando, restaurando relacionamentos. Para motivar Deus a fazer isso, é necessário, entretanto, intenso clamor e bastante fé, senão as coisas continuam como estão.
b. Dualismo espiritual: Macedo diz, na mesma entrevista: “não tenho ódio de ninguém, senão do Diabo e de seus espíritos”. Entretanto, o reconhecimento de um Reino das Trevas, pela IURD, não se prende ao que as Escrituras revelam sobre o assunto. Há a absorção da visão popular de duas esferas que se degladiam, uma vez vencendo uma, outra vez a outra. Para se contrapor às hostes do mal, a IURD utiliza-se do procedimento de exorcismo e de outras atividades que emulam as encontradas exatamente pelos que são classificados como dominados pelos demônios.
c. Práticas religiosas místicas: Na IURD, outros meios de conhecimento religioso são tão importantes quanto as Escrituras, daí as práticas estranhas à Palavra de Deus se misturarem com tanta intensidade na forma cúltica dos seus templos (peças de roupa, lugares santos, essencialidade da cura física, prosperidade como sinal inequívoco de aceitação divina, etc.). O resultado não é a religião verdadeira, mas um misticismo pagão com roupagem cristã.
d. Pragmatismo: Como demonstrado nas palavras do Macedo, na entrevista, as convicções éticas, na IURD, são essencialmente pragmáticas. Avança-se aquilo que é considerado a tarefa messiânica do segmento com quaisquer parâmetros, afirmações, conexões ou práticas, desde que funcionem. Princípios não regem a prática, mas os objetivos, sim. Não há âncora metafísica maior (revelação) para estabelecimento da verdade. Daí a conformação com o que é politicamente correto, com o que agrada às massas.
Estamos testemunhando, portanto, não uma convergência da IURD com o evangelicalismo, mas um afastamento gradativo ainda maior, exatamente porque o que está ditando a agenda daquela Igreja, não é o estudo e exposição da Bíblia (que seria o possível ponto de convergência), mas a sede e busca do poder; o envolvimento fisiológico (e não transformador) com a política e políticos; e uma ação de relações públicas, que a leva a abraçar, sem qualquer pejo, posições claramente contraditadas pela Palavra de Deus.
AUTOR: Solano Portela
FONTE: O Tempora

Profecias e Profetas parte 3

A função dos profetas

Examinando suas palavras num sentido amplo e tomando de uma maneira geral as obras proféticas,vemos que em suas funções era essencial interpretar o passado e presente.
Estudando eles os ocorridos na presença de Deus,viam-no na luz divina e compreendian seu simbolismo.Por essa razão os profetas não eram realmente historiadores(como o autor do Livro dos Reis),mas ,algumas vezes,foram como que políticos ativos,diretoters religiosos(como um diretor espiritual público).
Entre eles podemos admitir não somente Isaías e Jermias,Elias que tutelou Eliseu que,após o arrebatamento de Elias se tornou profeta e mandou,Amã se banhar sete vezes no rio jordão para que fosse curado,um dos filhos dos profetas ungir Jeú,para a queda da dinastia de Jesabel,culpada de prestar culto à Baal.
O fato de eles saberem dos ocorrido passados e presentes os punha a par da vida pessoal e nacional,e ploclamarem primcípios que iam além doque imaginavam.
Assim,quando as mesmas forças agiam em tempos e lugares que iam além do imaginado pelos mesmos profetas,suas palavras de aviso e conforto faziam-se valer,não só uma vez,mas em várias situações.
Diate disso,uma previsão verdadeiramente inspirada,a qual são Pedro se refere(II Pe 1,20)"nenhuma profecia da escritura é de interpretação pessoal.";deixando claro que seu significado e referência não se limita a qualquer ocorrência no tempo.
Luciano
"Arauto"
Bonilha

Profecias e Profetas parte 4

O valor das Profecias

a)Os sacerdotes tratavam de coisas rituais,ou melhor,das orações litúrgicas e cânticos sagrados.
Nos profetas havia vistas mais largas e uma realização da vontade de Deus na vida diária,tanto particular como nacional.
Se disser-mos,em poucas palavras,qual o efeito do ensinamento dos profetas em seu contemporâneos,quer se trate de pessoas ou nações,afirmaremos que a esperança era a fortaleza e consolação dos israelitas,mesmo com um passado pecaminoso e de um presente ameaçado pelo castigo.
Apesar de tudo Deus realizava seu plano de bênçãos e misericórdia.Nenhuma religião que não fosse a judaica podia mostrar princípios de uma consoladora expectativa.
Eis o segredo que explica o grande êxito da religião de Israel.

b)Se as pessoas daquele tempo muito ganharam,ou estiveram na posição de muito ganhar com as obras dos profetas,mais proveito disso devemos tirar.
Estamos preparados para ver bem o efeito de suas doutrinas e predições,e considerar as verdades eternas em que punham sua confiança.
Particular e ceteiramente observamos até certo ponto suas exposições sobre um Personagem,o qual havia de trazer a redenção a Israel.
Mesmo se um profeta não compreendesse totalmente o sentido de suas próprias palavras,esperavam contudo,alguém perfeito,na qualidade de Rei para governar,de Profeta para ensinar e de sacerdote para reconciliar,que havia de ser homem,e mais do que homem,pois seria ele mesmo Deus,e que havia de sofrer até a morte,para contudo,reinar para sempre na glória.

Luciano "Arauto" Bonilha

Profetas e Profecias-parte 5

5-Professias e Profetas do Novo Textamento

Houve uma Pausa:por um espaço de 30 anos não tinha Deus falado aos homens.
No fim desse tempo,João,filho de Zacarias,cognominado o Batista,que foi"profeta",e mais que "profeta"(Mt 11,9)",apareceu revelando à multidão a vontade de Deus a respeito dela,dizendo que estava chegando o tempo em que as profecias do Senhor a respeito da vinda do Libertador deviam ser cumpridas.
Chegou o tempo do Profeta ideal,em que tiveram suarealizaão no maior grau,as palavras de Moisés(Dt 18,18)(Atos 3,22)revelando nos atos e palavras o Espírito do Pai Celestial.
Compreende-se que as profecias não se limitavam apenas a Jesus Cristo,Mas era contínua e renovada ,depois do derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes.
Se cumpria a profecia de Joel(Jo 3,1)"Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões."(Atos 2,16-17)"Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.",e mais uma vez os crentes passaram a ouvir os profetas que vinham em nome do Senhor.
Entre estes estvam Àgabo e mais alguns profetas que vinham de Jerusalém(At 11,27-28.)"Por aqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém a Antioquia. Um deles, chamado Ágabo, levantou-se e deu a entender pelo Espírito que haveria uma grande fome em toda a terra. Esta, com efeito, veio no reinado de Cláudio."."(Atos 21,10)" Já estávamos aí fazia alguns dias, quando chegou da Judéia um profeta, chamado Ágabo",profetas em Antioquia(At 13,1)"Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.",Judas e Silas(Atos 15,32)"Judas e Silas, que eram também profetas, dirigiam aos irmãos muitas palavras de exortação e de animação.",as quatro filha de Filipe,o evangelista(At 21,9)"Tinha quatro filhas virgens que profetizavam.".
São Paulo também se refere aos profetas cristãos em várias passagens a participação em reuniões e celebrações cristãs dessesobreiros de Deus.

Luciano "Arauto" Bonilha

A MINISTRA DILMA MOSTRA QUEM ELA REALMENTE É


Em entrevista a revista Marie Claire a Ministra da Casa Civil Dilma Rouseff disse que era a favor do Aborto, vejamos um trecho da entrevista:

Aborto
A ministra não se esquivou de temas polêmicos. "Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização", argumentou.
"O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias."
Dilma também afirmou que acredita em Deus, outra questão sensível entre os eleitores brasileiros. "Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha", disse, sorrindo.
meus amigos volto mais uma vez ao ponto em que ela diz:
"Fui batizada na Igreja Católica, mas não pratico. Mas, olha, balançou o avião, a gente faz uma rezinha"
disso nós já sabíamos, afinal ela sempre se mostrou comunista( na minha opinião o fato dela dizer que acredita em Deus é apenas para ganhar votos se morasse em Israel poderia muito bem se dizer fiel a Alah, ou El Shaday), mais sim voltemos ao tópico, engraçado, a algumas semanas atrás a ministra esteve a uma missa do Revmo.Pe.Marcelo Rossi e o pior, ainda proclamou uma das leituras da Santa Missa, vejamos o que diz o portal terra a respeito da "visita" da ministra a um temploo católico
"Local obrigatório para candidatos nas eleições, a missa do padre Marcelo Rossi recebeu nessa quinta-feira a presença da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), cotada para concorrer à sucessão presidencial em 2010, e que vem procurando se tornar conhecida do grande público
A ministra foi apresentada ao público pelo bispo dom Fernando Figueiredo, que também reza a missa. "Está aqui uma pessoa ilustre, seja bem-vinda ministra", disse ele, seguido de alguns aplausos.A ex-guerrilheira de esquerda tinha um rosário entre as mãos e acompanhou as primeiras músicas batendo palmas. Ela rezou partes da missa, não comungou nem ajoelhou e foi convidada a ler uma passagem da Bíblia, que parece mandar recado aos partidos de oposição.
"Põe em meus lábios um discurso atraente quando eu estiver diante do leão e muda seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices, e livra-nos da mão de nossos inimigos", dizia trecho do "Livro de Ester" lido por Dilma, que está no capítulo 4, versículo 17 da Bíblia.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3616688-EI7896,00-Em+missa+de+padre+Marcelo+Dilma+cumpre+roteiro+de+candidata.html

Meses antes a mesma Minsitra esteve também na Chácara da Canção Nova em Cachoeira Paulista SP e advinha ? fez propaganada do partido politico dela em plena Santa Missa, me perdoem os admiradores da Canção Nova e do Pe.Marcelo mais antes de ficar com eles eu fico com a Igreja e vejamos o que diz a Igreja em relação a dignidade das pessoas a estarem aptas a proclamar as leituras



"Convém que o fiel leigo chamado a prestar a sua ajuda nas celebrações litúrgicas seja devidamente preparado e se distinga pela vida cristã, pela fé, pela conduta e pela fidelidade ao Magistério da Igreja. É bom que ele receba uma formação litúrgica adequada, de acordo com a sua idade, condição, género de vida e cultura religiosa. Não se escolha ninguém cuja designação possa causar surpresa entre os fiéis."
Será que a ministra se encaixa nas rubricas acima ? NÃO

Como que uma pessoa que admite que NÃO pratica nossa fé tenha a honra de proclamar uma Leitura na Santa Missa?como alguns sacerdotes permite que uma comunista suba ao presbitério e lá dê seu "show"? e o decoro liturgico? e a dignidade da Santa Missa?onde fica?onde esta?

A Mim fica meu voto de repúdio a ministra,pois está mais do que provado que o que ela realmente queria e quer é voto, no mais que se dane a religião, a santa Missa, para mim pior do que isso ( que já é esperado de uma seguidora de Marx) é um padre,um Monsenhor e o pior um bispo ser conivente com tal prática e uso, que ela queira assistir a Santa Missa tudo bem, pois na casa do Senhor há muitas moradas, mas subir ao presbitério é demais.Ela esquece que o aborto é um homicidio e que a Constituição Federal garante o direito a Vida, se nao quer engravidar NAO TRANSE !, tão simples. Está mais que provado que as autoridades não tem respeito a Igreja, na minha opinião uma vez não respeitando a Igreja não se respeita os fiéis, mas e quando os próprios integrantes dessa Igreja não a respeitam ? ai é´pior bem pior.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O MONSENHOR

Monsenhor é um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes da Igreja Católica Apostólica Romana pelo Papa. A palavra tem origem francesa e, em português, pode ser abreviada como Mons.

Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispo diocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de uma diocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Os padres que serão sagrados bispos recebem automaticamente o título de monsenhor.

Em alguns países os bispos também são referidos como monsenhor(Monsignore), em contrates a forma tradicional de tratamento (Excelência, Vossa Excelência Reverendíssima, Vossa Graça, etc). Muitos padres que desempenham funções na Cúria Romana recebem o título, devido ao alto cargo que ocupam na administração da Igreja Católica.
Existem algumas categorias do título:

1. Protonotário Apostólico: em dois tipos:

A) Numerários (são os mais altos e menos comuns)
B) Supranumerário (os mais comuns encontrados fora de Roma)

2. Prelado de Honra de Sua Santidade;
3. Capelão de Sua Santidade. (atualmente é o mais concedido aos sacerdotes)


Vestimentas dos monsenhores:

Os Protonátarios Apostolicos e os Prelados de Honra:

Vestem-se de batina preta com filamentos e botões vermelhos escuros , e a faixa violácea (igual ao bispo). Podendo usar a veste coral(batina toda roxa) em algumas cerimonias. O barrete é preto com um tufo (borla) vermelha. E para os protonatários que trabalham na Rota Romana é consedida a autorização de usar a Manteleta. (ver foto abaixo)




Monsenhores Protonotários Apostólicos da Rota Romana




Prelado de Honra de Sua Santidade: vestem-se de batina preta com botões e filetes vermelhos e faixa violácea igual ao bispo. O barrete é preto com tufo vermelho. Podendo usar Veste Coral e um Bastão Preláticio. (ver foto abaixo);



Monsenhor Prelado de Honra, de Veste Coral , Capa Clerical negra e barrete e bastão preláticio.




Os Capelões Papais: vestem-se de batina preta com botões, filetes e faixa violácea. O barrete é preto com tufo violáceo. (ver foto abaixo)


Monsenhor Capelão de Sua Santidade



Tratamento aos Monsenhores

Uma instrução da Secretaria de Estado(do vaticano) simplificou as formas de se vestir e se dirigir aos monsenhores. Os Camerlengos costumavam ser chamados de “Mui Reverendíssimo Monsenhor” e os que ocupavam o cume da categoria de “Reverendíssimo Monsenhor”. Na reforma houve uma simplificação para todas as formas que passaram a atender ao “Reverendo Monsenhor”, não raro reduzido a apenas “Monsenhor”. Apenas os Protonotários Apostólicos Numerários são chamados de “Reverendíssimo Monsenhor” igual ao usado aos Bispos, em algumas ocasiões.



-------------------MODELOS DE BRASÕES PARA OS MONSENHORES ------------------




..............Brasão para um Protonotário Apostólico.....................





.....................Brasão de um Prelado de Honra ....................



................Brasão para Capelão Pontificio....................

Outras funções:


Os protonotários numerários continuam o trabalho do Colégio dos Protonotários e ainda possuem alguns deveres no trato dos documentos papais. Outros superiores da cúria Romana que não são bispos são tratados como protonotários numerários. A estes se incluem os auditores da Rota Romana, quatro clérigos da Câmara Apostólica e alguns outros.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Concurso de dança para abertura do Show do Rosa de Saron em Guarulhos

A Banda Rosa de Saron estará se apresentando na cidade de Guarulhos que fica a 15 minutos de São Paulo no dia 30 de Maio as 18:00

Esta sendo realizado um concurso para a abertura do show.

Para poder competir basta apenas:

Comparecer na Paróquia Sta. Terezinha, Jd. Cumbica.

Endereço completo em: www.diocesedeguarulhos.com.br

O Evento ocorrerá no Centro culturaral Adamastor no dia 16 de Maio apartir das 18:00.

Para entrar em contato favor deixar comentário.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Santo Irineu, Bispo – Séc. II

Santo Irineu (+ 202) nasceu na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo(discípulo de João), foi Bispo de Lião, na Gália, atual França. Combateu eficazmente o gnoticismo em sua obra “Adversus Haereses” (Refutação da Falsa Gnose) e a Demonstração da Preparação Apostólica. Segundo São Gregório de Torus(+504), Santo Irineu morreu Mártir. É considerado o “Príncipe dos Teólogos Cristãos”. Salienta, nos seus escritos, a importância da Tradição da Igreja, o primado da Igreja de Roma (Fundada por Pedro e Paulo).

Eucaristia, penhor da ressurreição.

Se não há salvação para a carne, também o Senhor não nos redimiu pelo seu Sangue. Sendo assim, nem o cálice da Eucaristia é o seu sangue, nem o pão que partilhamos é comunhão do seu corpo. O sangue, efetivamente, procede das veias, da carne e do que pertence a substancia humana. Essa substância, o Verbo de Deus assumiu-a em toda a sua realidade e por ela nos resgatou com seu sangue, como afirma o apóstolo: “Nele, e por seu sangue, obtemos a redenção e recebemos o perdão de nossas faltas, segundo a riqueza da graça”(Ef 1,7)

Nós somos seus membros e nos alimentamos das coisas criadas que Ele próprio nos dá, fazendo nascer o sol e cair a chuva segundo a sua vontade. Por isso, o Senhor declara que o Cálice, fruto da criação, é o seu sangue, que fortalece nosso sangue; e o pão, fruto também da criação, é o seu corpo, que fortalece o nosso corpo.

Portanto,quando o cálice de vinho misturado com água e o pão natural recebem a palavra de Deus, transformam-se na eucaristia do sangue e do corpo de Cristo. São eles que alimentam e revigoram a substancia de nossa carne. Como é possível negar que a carne é capaz de receber o Dom de Deus, que é a vida eterna; essa carne que se alimenta com o sangue e o corpo do Cristo e se torna membro do seu corpo?

O santo Apóstolo diz na Carta aos Efésios: “Nós somos membros do seu corpo”(Ef 5,30) da sua carne e de seus ossos.(Gn 2,23); não é de um homem espiritual e invisível qe ele fala – o espírito não tem carne nem ossos(cf Lucas 24,39) – mas sim do organismo verdadeiramente humano, que consta de carne. Nervos e ossos, que se nutre com o cálice do seu sangue e se robustece com o pão. Que é seu corpo.

O ramo da videira plantado na terra frutifica no devido tempo, e o grão de trigo, caído na terra e dissolvido, multiplica-se pelo Espírito de Deus que sustenta todas as coisas. Em seguida, pela arte da fabricação, são transformados para uso do homem. recebendo a palavra de Deus, tornan-se Eucaristia, isto é, o corpo e o sangue de Cristo. Assim também os nossos corpos, alimentados pela Eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu tempo, quando o verbo de Deus lhes conceder a ressurreição para a Glória do Pai. É ele que reveste com sua imortalidade o corpo mortal e da gratuitamente a incorruptibilidade à carne corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus.

Santo Irineu Rogai por nós.

domingo, 22 de março de 2009

O USO DO TRAJE CLERICAL parte II

Bem meus amigos conforme prometido estamos publicando a segunda parte do nosso estudo sobre os trajes eclesiásticos. Boa Leitura

A BATINA



A batina é um traje justo, que desce até os pés, é um “habito” do clero secular e de algumas congregações religiosas como os jesuítas.

A batina deve ter 33 botões em vertical (lembrando a idade de Cristo) tendo em cada manga 5 botões (lembrando as cinco chagas de Cristo na cruz).

Com ela se usa uma faixa com duas pontas caídas do lado e tendo nas pontas fios de seda em forma de macramê. Feita do mesmo tecido da batina ou de chamalote. Cada FAIXA corresponde a posição hierárquica, a saber:

Cor preta (seminaristas, diáconos e padres),
Cor violácea (monsenhores, cônegos e bispos),
Cor vermelha (cardeais e patriarcas orientais),
Cor branca (para o Papa o Bispo de Roma).

Para os monsenhores os botões e os filetes da costura devem ser roxos e a faixa violácea
Para o bispo os botões e filetes vermelhos com a faixa violácea.


“Os clérigos usem hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais”. (Código de Direito Canônico, 284)

A Santa Sé no pontificado de João Paulo II determinou que os clérigos no Brasil usassem um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o “clergyman” ou “batina”.

Cân. 669 – § 1. Os religiosos usem o hábito do instituto confeccionado de acordo com o direito próprio, como sinal de sua consagração e testemunho de pobreza.
§ 2. Os religiosos clérigos de instituto que não tem hábito próprio usem a veste clerical de acordo com o cân. 284


Origem do colarinho clerical: Sempre foi costume na Europa se usar um colarinho branco de renda tanto pelos sacerdotes como pelos nobres e príncipes. Com o passar dos séculos esse colarinho ficou reservado ao clero. Tendo na França uma forma diferente (hoje adotada por grupos tradicionalistas protestantes)

Enquanto que na Inglaterra se desenvolveu outro tipo de colarinho clerical. Tendo em 1865 sua forma definitiva em dois estilos pelo Reverendo Dr. Donald McLeod de Glasgow pastor anglicano. Sendo um de colarinho branco embutido na costura da gola e outro meio que aparente.

Colarinho Francês (abolido pela Igreja católica e preservado por alguns grupos protestantes)


“O colarinho clerical simboliza compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho”. [Fonte: LIMA, Luciano José. Vestes litúrgicas. In: RAMOS, Luiz Carlos. Anuário Litúrgico 2006. São Bernardo do Campo: Editeo, 2006, pág. 51-56.]

















BATINAS EPISCOPAIS




A CASULA





A casula é sobreveste que o sacerdote usa para celebrar a missa. É a veste litúrgica exclusiva do sacerdote, varia a cor e o modelo.

Seu nome significa "casinha". Era um grande manto que cobria todo o corpo do Sacerdote, permitindo passar somente a cabeça. Sua função era simbolizar o isolamento do Sacerdote com relação o mundo. Com o tempo, esse manto foi diminuindo, por razões práticas (era muito difícil fazer qualquer movimento com ele).

Hoje a casula romana é aberta nos flancos para facilitar os movimentos do sacerdote. A casula é feita de seda da cor correspondente à Missa celebrada, possui uma grande cruz nas costas, simbolizando o jugo suave da lei de Cristo que o Sacerdote deve levar e ensinar aos demais a levar.

O Sacerdote coloca-a, rezando: “Senhor, que dissestes: O meu jugo é suave e o meu peso é leve, fazei que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça”. Amén

Cores das casulas:

Festividades e ordenações (dourada ou branca),
Festa em honra a Nossa Senhora ( azul ou branca),
Tempo comum (verde)
Advento e quaresma (roxa ou violeta)
3º domingo do Advento (Gaudete) e
4º domingo da Quaresma (Laetare) (cor rósea)






A casula deriva da paenula, uma sobreveste usada no mundo greco romano até os séculos IV – V d. C para se resguardas da chuva ou do rito e para se resguardar da chuva ou do frio e para viajar. Era em forma de manto circular, que se enfiava pela cabeça através de uma abertura donde, com freqüência, pendia um capuz (cucullus). Desaparecido também este do usos civil, permaneceu em uso pelo clero, seja na vida cotidiana, seja no oficio litúrgico. Aparece a principio no uso litúrgico com o nome de amphibalus.


337. A veste própria do sacerdote celebrante, para a Missa e outras ações sagradas diretamente ligadas com a Missa, salvo indicação em contrário, é a casula ou planeta, que se veste sobre a alva e a estola. (IGMR)







A TÚNICA



Diferencia da alva por ser fechada ate a altura do pescoço. Mas ambas tem o mesmo significado e utilização.

A alva e a túnica recordam-nos de que seremos chamados de loucos pelo mundo se formos fiéis a Nosso Senhor, seguindo-Lhe os passos e renunciando às ilusões deste mundo para alcançarmos nossa recompensa no Céu. O fato de a alva descer até os pés significa que devemos perseverar nas boas obras.

E o símbolo da pureza que o padre deve ter ao rezar a Santa Missa e que os fiéis dever também ter ao assisti-la.
Representa também a túnica branca com que Cristo foi vestido, por ordem de Herodes, para designá-lo como louco.

Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Revesti-me, Senhor, com a túnica de pureza, e limpai o meu coração, para que, banhado no Sangue do Cordeiro, mereça gozar das alegrias eternas".



O CÍNGULO




O cíngulo é uma corda com a qual o sacerdote aperta a alva na altura da cintura. Remete-nos aos açoites da flagelação de Nosso Senhor, bem como a corda com a qual amarraram Nosso Senhor para puxá-lo.

Lembra-nos as virtudes da fortaleza e da castidade

Ao vesti-la é rezada a seguinte oração: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu coração a virtude da caridade".





AMITO



Amito é um véu branco quadrado feito de linho que o sacerdote passa sobre a cabeça e com que cobre os ombros. O amito recorda-nos que devemos sempre ter pensamentos puros, combatendo, sobretudo aqueles que nos vêm contra a castidade. Lembra-nos também a modéstia das palavras e o cuidado.



Ao vesti-la é rezada a seguinte oração: “Colocai, Senhor, sobre a minha cabeça, o capacete da salvação, para que eu possa resistir às ciladas do demônio".


O amito era usado nas frias e vastas igrejas da Idade Media, como precaução, nos ofícios divinos, para conservação da voz.

336. A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos, seja qual for o seu grau, é a alva, que será cingida à cintura por um cíngulo, a não ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Se a alva não cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pescoço, por-se-á o amito antes de a vestir. A alva não pode ser substituída pela sobrepeliz, nem sequer quando esta se envergar sobre a veste talar, quando se deve vestir a casula ou a dalmática, nem quando, segundo as normas, se usa apenas a estola sem casula ou dalmática. (IGMR)



PLUVIAL ou CAPA D’ ASPERGES:

Pa­ra­mento litúrgico usado pelo clero em ações litúrgicas solenes e fora da missa: sacramentos, exéquias, pro­cissões, bênçãos etc.

É um paramento comprido chegando ao chão aberto na frente preso por uma presilha.



Era antigamente uma capa que servia para procissões, tendo um capuz para abrigar da chuva (donde lhe deram o nome de pluvial). Sendo antes igual a casula, foi perdendo a sua forma, até que, aberta por diante e coberta de bordados começou a ser considerada, na Idade Média, como veste monorífico.

O capuz foi perdendo a sua forma e uso, até se transformar no estofo fino, ornado duma franja, que atualmente se encontra ao meio das costas, na capa. A capa é uma veste litúrgica reservada ao clero. O pluvial dos padres, não deve ser preso no pescoço com feicho ou broche de metal lavrado, o que é reservado aos bispos, mas sim com colchetes ou coisa semelhante.

Não é permitido haver um presbítero assistente revestido de copa, numa missa que não seja de pontifical, exceto na primeira missa dum novo sacerdote.

A DALMÁTICA:


É uma veste litúrgica, comprida, estreita, com ou sem mangas, aberta dos lados, que cai dos ombros, e cobre o corpo por diante e por traz. É usada pelo diácono nas missas ou em outros atos litúrgicos.

A dalmática é uma espécie de túnica talar, de mangas curtas e desproporcionalmente largas. Antigamente usada como veste superior por senadores e pessoas importantes, veio depois a fazer parte dos paramentos próprio do Pontífice e, em seguida, foi uma veste distintiva e honorifica concedida por este as seus diáconos, talvez já a partir do século IV.
A principio objeto de privilégio para os diáconos das várias igrejas, aos poucos começou, por volta do século IX, à dalmática foi considerada veste litúrgica superior do diácono, enquanto aos bispos e presbíteros continuaram a trazê-la sob a casula, conformando-se depois as varias cores desta.

. “Por necessidade ou em celebrações menos solenes a dalmática pode ser dispensada”.(IGMR 338)

CAPA MAGNA:

Veste exterior que o Papa, um cardeal ou um bispo usa em circunstâncias solenes, fora das a­ções litúrgicas (e, quanto ao bispo, só den­tro da diocese).

É um paramento que quase não se usa. A capa magna não foi abolida e ainda aparece no Cerimonial dos Bispos.

Este paramento é na verdade uma capa aberta na frente como a capa de asperges, com um diferencial, ela tem de ser feita na cor hierárquica. Portanto se for um bispo ela será violácea, um cardeal será vermelha. Devera ter também uma calda de no mínimo dois metros a quatro contando do calcanhar. E terá de ter um acolito para segurar a ponta.

Esta proibida pelo atual Cerimonial dos bispos que se use a Muzeta de Arminho um tipo de pele cortada em forma de murça de cor branca. O arminho é usado por monarcas como a rainha inglesa Elizabeth II só que com pontos pretos.



SOBREPELIZ:

A sobrepeliz é uma veste litúrgica que entrando pela cabeça, desce dos ombros até os joelhos, com mangas cumpridas e largas.



A sobrepeliz, de mangas largas e longas, derivava do SUPERPELLICEUM, uma alva ampla e cômoda, usada nas funções litúrgicas por cima das cotidianas roupas forradas, sobretudo dos países frios setentrionais. Surgia como veste coral (substituía o uso da alva nos clérigos inferiores), foi aos poucos encurtada até os joelhos (substituída o uso da alva nos clérigos inferiores), foi aos poucos encurtada até os joelhos.




ROQUETE:

Roquete é uma veste semelhante à sobrepeliz, mas distindo-se dela por ter as mangas compridas e estreitas, quase que justa as mangas da batina.

















A ESTOLA:




Estola é uma insígnia clerical. Em forma de faixa sendo se apresentado de forma diferente para cada categoria clerical e também a sua cor de acordo ao tempo litúrgico e a cerimônia que esteja participando.

Obs.: A estola deve ser da mesma cor da Dalmática ou casula.

A estola usada pelo Presbítero simboliza sua autoridade sacerdotal ministerial.
“A estola é colocada pelo sacerdote em torno do pescoço, pendendo diante do peito; o diácono usa a estola a tiracolo sobre o ombro esquerdo, prendendo-a do lado direito”. (IGMR, 340)
Com relação à cor das vestes sagradas, seja observado o uso tradicional, a saber:

a) O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo pascal e do Natal do Senhor; além disso, nas celebrações do Senhor, exceto as de sua Paixão, da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro)etc., b) O vermelho é usado no domingo da Paixão e na Sexta-feira da Semana Santa, no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.c) O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo comum. d) O roxo é usado no tempo do Advento e da Quaresma. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas dos Fiéis defuntos.
e) O preto pode ser usado, onde for costume, nas Missas dos Fiéis defuntos.
f) O rosa pode ser usado, onde for costume, nos domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV na Quaresma).
g) Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia.
No que se refere às cores litúrgicas, as Conferências dos Bispos podem determinar e propor à Sé Apostólica adaptações que correspondam à necessidades e ao caráter de cada povo. (IGMR, 346)


O VÉU DE OMBROS OU VÉU UMERAL:


É um pequeno manto que o clérigo usa sobre os ombros aberto na frente prezo por uma fivela e comprido em duas pontas. Onde o mesmo se utiliza para segurar a custódia com a hóstia consagrada (para dar a benção e sair em procissão).







PODE-SE CELEBRAR A MISSA SÓ COM A ESTOLA?

Vejamos o que diz os documentos oficiais da Igreja Católica Romana:


O Cânon 929 do Código de Direito Canônico prescreve que se utilizem, obrigatoriamente, os paramentos descritos nas regras litúrgicas. Na Missa, os paramentos utilizados pelo padre, são a alva, o amito, a estola, o cíngulo, a casula .O Bispo, além desses, utiliza a cruz peitoral e a mitra, além de ter nas mãos o báculo; o Diácono usa alva, amito, estola, cíngulo e dalmática; o Acólito, se estiver de batina, usa a sobrepeliz por cima, e, sem ela, apenas alva e cíngulo.

Os ministros ordenados coloquem a alva, que consiste em uma veste branca que reveste o corpo inteiro, e, se necessário, o amito, pano quadrado utilizado para cobrir as partes da roupa não-litúrgica que estiver por baixo da alva. Depois, devem vestir a estola (ao longo do corpo para os sacerdotes; transversa para os diáconos), com a cor respectiva do tempo ou da festa. Segurando a estola para mantê-la junto ao corpo, deve estar o cíngulo, a não ser que a forma da alva dite o contrário – quando, por exemplo, já houver uma espécie de cíngulo costurado àquela. Por cima de tudo, deve estar a casula, com a cor correspondente, e que pode ser de duas formas, gótica e romana. O diácono, ao invés da casula, usa a dalmática, que deve ter a cor do tempo ou da festa também.

Ao contrário do que pensam alguns, a casula é obrigatória!

Não basta só a alva e estola! A casula é a veste própria do sacerdote, e simboliza a Cruz, a dignidade própria do padre! Quem a aboliu de seus cultos foram os protestantes mais exaltados, para negarem o caráter sacrifical da Missa. Se a Santa Missa é a Cruz tornada presente, mesmo invisível, a casula a torna visível, por seu simbolismo. A casula remete ao sacrifício!




OBSERVAÇÃO:

Quando a Missa for celebrada fora do recinto sagrado, em local que não seja uma igreja ou oratório, há um indulto em alguns países – no Brasil, inclusive, por determinação da CNBB, decidida em sua 11a Assembléia Geral, e aprovada pela Santa Sé em 31 de maio de 1971 –, para que se possa utilizar uma veste que seja um misto de alva e casula: a túnica. Ao invés de alva, amito, estola, cíngulo e casula, podem ser usados, nesses casos, túnica e estola.

Mesmo assim, é uma opção que deve ser evitada na maioria dos casos, servindo apenas para quando houver dificuldade de conseguir as vestes apropriadas, quer pela distância do local, quer por outros fatores pastorais.

Quanto à Missa concelebrada por mais de um sacerdote, a obrigação de usar a casula é só do celebrante principal, ou presidente. Os demais celebrantes não necessitam utilizar a casula, embora seja vivamente recomendável que o façam se possível até com um feitio de casula diferente para o presidente da Santa Missa (uma sugestão é que o sacerdote principal utilize paramentos romanos e os demais góticos, ou o contrário).

O calor, contudo, não justifica o abandono da casula:
Usem casulas de tecido mais leve!

Em outros ritos litúrgicos, a norma é que, se estiver o ministro (Bispo, padre ou diácono) vestindo batina, coloque a sobrepeliz por cima, com a estola e o pluvial, e não estando com aquela, utilize alva, cíngulo, estola e, se achar conveniente, pluvial – capa; os acólitos vistam-se como de costume.


Na Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento:

A regra é diferente: durante a exposição, por cima do conjunto de alva, cíngulo e estola, sem batina, ou de batina, sobrepeliz e estola, o sacerdote ou diácono que expuser o Santíssimo pode usar pluvial; durante a bênção, se ela for solene, i.e., com a Hóstia consagrada no ostensório, deve usar o pluvial, e se for simples, com a Hóstia consagrada no cibório, seu uso é optativo; em qualquer das bênçãos, solene ou simples, deve ser usado o véu umeral por cima das outras vestes. Em algumas igrejas, os sacerdotes utilizam apenas o umeral, esquecendo o pluvial – capa magna –, ou o contrário. Isso está errado!

Pode a estola ser colocada por cima da casula?

Não! A estola deve ser corretamente colocada sobre a alva e sob a casula, pois esta, como símbolo da caridade de Cristo – além de o ser da Cruz –, deve cobrir o sacerdote, como seu amor nos reveste totalmente. Além disso, as rubricas do Missal dispõem que seja assim.

É possível que o celebrante ofereça a Santa Missa trajando a estola somente por cima da batina ou do hábito religioso, sem usar alva?

Outro costume que está tristemente generalizado. A batina é a veste cotidiana do sacerdote diocesano e de certas ordens e congregações religiosas – jesuítas, legionários de Cristo etc. O hábito, por sua vez, é o equivalente da batina para os religiosos – sacerdotes ou não – da maioria das ordens e congregações. Assim, há o hábito dos beneditinos, o dos dominicanos, o dos cistercienses, o dos redentoristas, o dos franciscanos, o dos capuchinhos, o dos carmelitas, o dos carmelitas descalços, o dos servitas, o dos agostinianos, o dos trapistas, e assim por diante. A função do hábito ou da batina é servir de vestimenta diária, e não de paramento propriamente litúrgico: não é para o uso nas cerimônias da Igreja, e sim para o trajar do dia-a-dia, podendo, aliás, ser substituído por camisa clerical com colarinho romano, estilo clergymen/CLESMAN..

Em vista disso, se um sacerdote celebrar a Missa com a batina ou hábito como se fossem substitutos da alva, estará equivocado. Já vi um sacerdote carmelita celebrar a Santa Missa sem alva, usando a estola e a casula diretamente sobre o hábito de sua ordem. Outra vez, vi um padre capuchinho celebrar da mesma forma, com a agravante de estar, inclusive, sem a casula: e ainda justificou o uso do hábito pelo fato de ser frade!

Ora, nada mais errôneo! Seu hábito é para o uso cotidiano; na Missa, deve, por cima do hábito – ou, no calor, no lugar dele –, vestir a alva, e só depois a estola e a casula.

Nem mesmo os sacerdotes de ordens e congregações que tenham hábito branco, ou diocesanos que tenham sua batina nessa cor, podem presumir que sua veste – em vista de ser a mesma cor da alva – substitua a alva. Não há privilégio algum vigente, nem poderia haver!

“Está reprovado o uso de celebrar, ou até concelebrar, só com a estola em cima da cógula monástica (nota do autor., hábito religioso), em cima da batina ou do traje civil.”
(Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Liturgicae Instaurationes, 8 c)

Como devem estar trajados os clérigos que, assistindo a Santa Missa, não a estejam celebrando?

Se estiverem assistindo a Missa sem serem oficialmente convidados, da mesma maneira que simples fiéis basta que estejam com seu traje comum: batina, hábito do instituto religioso, camisa com colarinho romano – clergyman. Do contrário, se lhes for concedido um lugar de destaque, por alguma razão especial qualquer, por cima da batina devem usar sobrepeliz e, se quiserem, também barrete. Sendo Bispos, devem estar com o traje talar apropriado por cima da sobrepeliz. Os cardeais têm a batina e o traje talar vermelhos, como os Bispos e Monsenhores os têm de tom violáceo – ou batina preta com traje talar violáceo .

Os clérigos que, estando presentes, desempenharem alguma função litúrgica, sem celebrarem, como no caso de ordenações ou de auxílio na distribuição da Sagrada Comunhão, devem, por cima da sobrepeliz, trajar a estola com a cor respectiva.

terça-feira, 17 de março de 2009

O USO DO TRAJE CLERICAL parte I

(fundamentação histórica, tradicional e canônica).

INTRODUÇÃO
Os hábitos usados no Império Romano, adotados rapidamente por conveniência à fé, à dignidade e à modéstia do estado clerical, constituem as primeiras formas de hábito eclesiástico: túnica branca ou clara, com mangas, longa até o calcanhar (túnica talaris),acompanhada de uma veste de lã. Este hábito era similar ao usado pelos monges. As perseguições não favoreceram o desenvolvimento de um hábito que desse distinção: os padres precisavam freqüentemente se esconder. Em 422, o Papa Celestino I lança um primeiro documento sobre este assunto em uma carta endereçada aos bispos da Gália. Os padres não deveriam se vestir do mesmo modo que os monges, pois esta vestimenta grosseira era freqüentemente motivo de zombaria nas cidades. A cor clara usada até então é substituída, pouco a pouco, pela cor escura, inicialmente em Constantinopla para que se distinguissem dos Novacianos, que usavam o branco. Depois sob a influência dos Beneditinos, cujo hábito era
Negro (e ainda é). O vermelho foi proibido, pois era mais adequado aos magistrados leigos do que aos religiosos No fim do século VI há uma mudança, devido ao fim das perseguições e ao fim do hábito longo nos países europeus Com efeito, as invasões bárbaras, francas e lombardas trazem o hábito curto, mais prático. São Gregório Magno (590-604) fala pela primeira vez em “hábito do clero”. No século XI São Bernardo (1090-1153) lembra que a vestimenta dos padres deve ser o sinal exterior de suas virtudes interiores, pois na época os padres estavam transformando o hábito em objeto de luxo e vaidade. O decreto de Gratien (1140) insiste em que o hábito deve ser usado em toda parte, na rua, em viagem ... Gratien comenta esta posição citando Santo Agostinho, que afirmava que freqüentemente as desordens do corpo manifestam as desordens do espírito. O primeiro Concílio de Milão (1565) impôs a cor negra e o quarto (1576) lembra a obrigação de usar a batina na Igreja mesmo quando não se use a capa.
Sixto V (1585-1590) trará, por assim dizer, a pedra final ao edifício com a Constituição “Cum Sacrosancta”, obrigando os padres a usar a batina. Impôs punições severas a quem desobedecesse. Quatro anos mais tarde esta lei será abrandada, voltando à interpretação mais genérica que prevalecera no Concílio de Trento; os padres devem usar um hábito conveniente a seu estado e de acordo com as disposições de seu bispo.
O Código de 1917 (can. 136) pede aos padres que usem um hábito eclesiástico conveniente (decentem) segundo os legítimos costumes do lugar e do Bispo. Sem outras definições, mas com penalidades que podem ir até à perda do cargo ou estado clerical. Pouco antes do Concílio Vaticano II, o Sínodo de Roma de 1960 lembra que os padres residentes em Roma devem usar a batina. Nos documentos posteriores ao Concílio encontramos sobretudo argumentação para convencer os padres a usar a batina nesta época de tantas contestações.
Em 1966, a Conferência Episcopal Italiana aconselha que para “vantagem pessoal do padre” e “edificação da comunidade, a batina deve ser a vestimenta normal dos padres”; o clergyman sendo reservado para as viagens ou quando for necessário por comodidade...
Neste mesmo ano, a Cúria alerta que os padres que trabalham no Vaticano devem usar a batina.

E o Papa Paulo VI se lamentou em 17 de Setembro de 1969: “fomos longe demais na intenção, em si louvável, de inserir o padre no contexto social, até o ponto de secularizar sua forma de viver, de pensar, e mesmo seu hábito, com o grave risco de enfraquecer sua vocação e de ridicularizar seus compromissos sagrados assumidos diante de Deus e da Igreja”
João Paulo II, em uma carta endereçada ao Cardeal Vigário exprime seu pensamento sublinhando mais uma vez a importância do uso do hábito, “testemunho da identidade do padre e de que pertence a Deus”... “em um mundo tão sensível à linguagem das imagens.
O Código de 1983 não traz modificações substanciais, de acordo com o autor do livro. Entretanto duas medidas foram tomadas que não favorecem o uso da batina: não cabe mais ao Bispo definir o hábito a ser usado em sua diocese (batina, clergyman, etc...), mas à conferência episcopal.
O Código não menciona mais penalidades para os contraventores: não usar o hábito, de acordo com o novo código, não é mais considerado um delito contra as obrigações particulares do estado religioso. Não se mudou a lei, mas é como se ela não tivesse mais que ser considerada.
Em 1999, o Papa ainda tenta convencer: “é um dever de se mostrar sempre tais como sois a todos, com uma humilde confiança, com este sinal externo: é o sinal de um serviço sem descanso, sem idade, porque ele está gravado em sua própria alma”.

O USO DO TRAJE CLERICAL

Motivo exterior: a obediência è lei canônica
Antes de tudo, tenhamos bem claro que há uma norma canônica que obriga ao uso do traje. A obediência a ela, por si só, já é um poderoso motivo para o uso do traje, pois a lei eclesiástica emana da suprema autoridade da Igreja, o Papa. Ainda que não houvesse outras razões para usar uma veste eclesiástica que diferencie clérigos e religiosos dos demais fiéis, a própria força da autoridade do Papa deve levar todos a obedecer as leis que ele sanciona ou decreta. E já vimos, no item anterior, que o Código é explícito ao ordenar o uso do hábito religioso e do traje clerical.
Além desse motivo, que poderíamos denominar exterior, pois invocado após a lei positiva – que deve ser obedecida por si –, já motivos interiores. São as razões que levaram a Igreja a promulgar a lei. Recordemos: só o motivo exterior é bastante para o uso do traje, em vista da autoridade suprema do Romano Pontífice, que deu uma lei nesse sentido; contudo, tal lei existe por causa de motivos interiores, dos quais alguns passaremos a enumerar. Sirvam eles de apoio argumentativo para silenciar os rebeldes – que não se contentam em obedecer ao Papa, mas querem as razões das normas que ele dá (e ainda assim, muitos seguem sem obedecer, mesmo que as conheçam).
O traje eclesiástico, sinal de consagração:Um primeiro motivo interior para o uso do traje eclesiástico, que levou a Igreja a elaborar uma lei, é de caráter psicológico e antropológico. A fenomenologia religiosa aponta para uma nítida separação entre o sagrado e o secular. No cristianismo, é certo, o sagrado deve iluminar o secular, deve evangelizá-lo. Contudo, não se deve eliminar as diferenças, que, se nas outras religiões se opõem umas às outras, na Igreja se complementam. Nisso, apesar de boa parte do apostolado constituir-se em aproximar o mundo secular do sagrado – não para confundi-los, mas para iluminar aquele –, os dois campos devem permanecer distintos. Sem cair em um platonismo nada cristão de oposição, não podemos, influenciados por certo liberalismo, remover as barreiras naturais entre secular e sagrado, tornando-os arbitrariamente iguais. Tampouco, ainda por influência liberal, temos de separá-los para que se oponham, à moda das gnoses e maniqueísmos.
O uso do traje é, pois, sinal de consagração, como bem explicita o cân. 669, § 1, CIC, e a Exortação Apostólica Evangelica Testificatio, 22, do Papa Paulo VI.

Sinal de pobreza e humildade, e remédio contra as vaidades:
Segundo motivo interior, ainda numa concepção psicoantropológica, é o entendimento do traje eclesiástico como sinal de pobreza e humildade. Em verdade, quando um sacerdote veste uma batina ou uma camisa com colarinho clerical, e um religioso usa o hábito de seu instituto, estão renunciando à variedade de roupas que compõem o vestuário de um leigo. Dessa maneira, o traje clerical e o hábito religioso mostram-se sinais de pobreza e de humildade de quem os usa.
A veste eclesiástica adquire significado parecido ao dos uniformes escolares. É símbolo de humildade também na medida em que todos os membros de um instituto determinado vestem o mesmo hábito: evidencia-se o espírito de corpo, a unidade interior que é refletida no exterior, a identificação visível dos religiosos daquela obra, a renúncia a si próprio em prol do instituto ao qual se vincula pelos votos professados. “Assim como é difícil viver e testemunhar a pobreza evangélica em uma sociedade de consumo e de abundância, resulta também difícil em uma época de secularismo ser sinal do religioso, do Absoluto de Deus. A tendência à nivelação, quando não à inversão de valores, parece favorecer o anonimato da pessoa: ser como os demais, passar inadvertido. E, sem embargo, a característica de ser sal e luz no mundo (cf. Mt 5,13ss) segue sendo exigência de Cristo, especialmente para quem é consagrado a Ele.”
Desse motivo origina-se o terceiro: o traje eclesiástico é um poderoso remédio contra as vaidades e tendências desordenadas.
Qualquer estudioso da alma humana sabe que, no combate espiritual diário que trava o homem contra o diabo, a carne e o mundo, uma das armas principais para fortalecer a vontade e submetê-la à inteligência, livrando-a da escravidão das paixões, é a disciplina. E disciplina importa em regras precisas a serem cumpridas e na adoção de sinais exteriores que ajudem a formar a vontade. Um programa de oração rigorosamente cumprido, práticas diárias, detecção dos vícios dominantes contra os quais batalharem identificação das virtudes a alcançar, análise de cada área da vida, tudo isso é um conjunto de táticas de guerra espiritual, traçada a estratégia com vistas a alcançar objetivos concretos por meios adequados.
Um sacerdote, que precisa dedicar-se ao culto litúrgico, a oferecer o Santo Sacrifício da Missa, a ouvir confissões dos fiéis e absolvê-los de seus pecados, e a pregar a Palavra de Deus, deve ser o primeiro a disciplinar-se. Pela dignidade excelsa de seu ministério – “depois de Deus, o padre é tudo” –, por sua incorporação mais excelente a Cristo através do sacramento da Ordem – como vimos no segundo tópico –, o sacerdote católico precisa de ainda mais rigor na sua luta contra as vaidades e contra as tendências desordenadas. O mesmo se diga do religioso, que tudo abandona para imitar a Cristo Senhor professando os votos em um instituto aprovado pela Igreja. Se esse religioso, além disso, é sacerdote, as razões aludidas no início somam-se às que decorrem de sua consagração pelos vínculos jurídico-canônicos com o instituto ao qual foi vocacionado por Deus.
Vestindo um traje eclesiástico, o sacerdote não se envaidecerá com o uso de roupas leigas que o tornem “bonito”, “charmoso”, “atraente”. A batina, o clergyman, o hábito colocam quem os usa em seu verdadeiro lugar de destaque, e ao mesmo tempo, removem honrarias humanas com as quais devem romper ainda mais radicalmente (elegância de um traje profano qualquer, preocupação vã com certos detalhes da aparência – devem todos preocupar-se com o exterior, claro, até porque isso é caridade com os outros, e também os padres e frades devem ser exteriormente agradáveis, mas não do mesmo modo que os leigos). O traje eclesiástico, por uniformizar os que o usam, impede o florescimento de algumas vaidades e seu uso é uma terapêutica disciplina contra outras tendências fora de ordem.
Santo Tomás de Aquino, glória da Igreja, cognominado Doutor Angélico, pela perfeição de sua doutrina, afirma a conveniência do uso do traje eclesiástico, citando o trecho bíblico (cf. Ecle 19,30) que afirma que até o modo de vestir manifesta o modo de ser das pessoas. Sendo os clérigos e religiosos pessoas especialmente chamadas a estar mais perto de Deus, com funções especificamente sagradas, devem traduzir em sua vestimenta o seu modo de ser (daí o hábito franciscano ser adequado a um franciscano, não a um dominicano, nem o deste a um redentorista, trapista ou cartuxo – cada um tem sua simbologia e sua tradição veneráveis). Nisso, o traje mostra ao mundo a ordem da Criação.
A sacralização visível do mundo, o reconhecimento público e a Nova Evangelização.
E assim temos um novo motivo, que é a sacralização visível do mundo. Um sacerdote vestido como tal, no meio do povo, mostra a presença da Igreja. Em tempos nos quais se fala que os cristãos devem “sair das sacristias”, o uso público de um traje tipicamente identificador do clérigo e do religioso, é uma maneira eficaz e concretamente visível de evangelização. Até pela beleza e harmonia dos hábitos e batinas (e das camisas clericais mais sóbrias), pode o mundo admirar a presença ostensiva da Igreja. E a identificação do sacerdote pode, igualmente, prevenir abusos como os quais que a imprensa, não sem certo sensacionalismo vem noticiando.
“Que não vos desagrade, pois, manifestar de modo visível vossa consagração vestindo o hábito religioso, pobre e singelo: é um testemunho silencioso, mas eloqüente; é um sinal que o mundo secularizado necessita encontrar em seu caminho.”
Derivado dessa razão, um outro fator que motiva o uso do traje eclesiástico é a facilidade de reconhecimento. Se no anterior víamos a conveniência do traje para testemunhar a presença da Igreja (e fazer apostolado também pela beleza ostensiva), neste os vemos para o exercício das funções próprias. É quase unânime o depoimento dos leigos que ficam felizes ao reconhecer um padre ou uma freira na cidade, pelo traje prescrito. Assim com a roupa branca facilita o reconhecimento do médico e a relação deste com o seu paciente, a batina, o clergyman e o hábito são, de modo semelhante, importantes para o ministério e a consagração de clérigos e religiosos.
Em discurso às religiosas, o Servo de Deus João Paulo II, de saudosa e venerável memória, dizia a esse respeito: “A vós e aos sacerdotes, diocesanos e religiosos, eu digo: alegrai-vos de ser testemunhas de Cristo no mundo moderno. Não duvideis em fazer-vos reconhecíveis e identificáveis na rua, como homens e mulheres que consagraram sua vida a Deus. (...) As pessoas têm necessidade de sinais e de convites que levem a Deus nesta moderna cidade secular, na qual restaram poucos sinais que nos lembram do Senhor. Não colaboreis com este excluir a Deus dos caminhos do mundo, adotando modas seculares de vestir ou de vos comportar!”Muitos fiéis nem sabem que um sacerdote está ao seu lado quando ele “se disfarça” de leigo. Assim, quantas oportunidades perdidas para fazer apostolado, para ouvir confissões, para testemunhar a Cristo...
O culto às mais caras tradições católicas também é um motivo para o uso do traje eclesiástico. Não obstante o dever de abertura aos novos métodos de apostolado, a Igreja nunca desprezou os símbolos tradicionais em sua ação evangelizadora e catequética, pois eles são fruto de sérias, graves e demoradas reflexões de Papas e santos. Ao longo da história eclesiástica, a sabedoria da Mater et Magistra, no dizer do Papa Beato João XXIII, verificou a importância de uma veste adotada pelos padres e monges, e positivou-a em uma norma clara, preservada pelo Vaticano II e pelo Código de 1983.
Tradições ancestrais não devem ser jogadas fora pelos filhos da Igreja, pois esta não o faz. Adaptadas elas podem ser – como de fato foram, pela adoção do clergyman ou a reforma de alguns modelos de hábito –, mas nunca sumariamente descartadas, vestindo os clérigos roupas leigas.
Sugerimos aos que desejam aprofundar-se no tema, a leitura do Decreto Presbyterorum Ordinis e do Decreto Perfectae Caritatis, ambos do Concílio Ecumênico Vaticano II; da Exortação Apostólica Evangelica Testificatio, do Papa Paulo VI; da Exortação Apostólica Vita Consecrata e da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Pastores Dabo Vobis, as duas do Servo de Deus, o Papa João Paulo II.
Lembremos, enfim, que mesmo na ausência de todos esses – e de outros – motivos interiores para o uso do traje eclesiástico, restaria um forte motivo exterior: a obediência à lei que manda que ele seja usado.


REFUTAÇÃO DOS SEGUIDORES DA “TEOLOGIA DA LIBERTAÇAO” E AFINS ÀS ALEGAÇÕES CONTRÁRIAS À DISCIPLINA DO TRAJE ECLESIÁSTICO



Vamos agora levantar as principais objeções à conveniência do traje e mesmo de sua legalidade canônica, refutando-as uma a uma.
1ª objeção: o traje é antiquado:
Uma das mais freqüentes acusações feitas é a de que o uso da veste eclesiástica está preso ao passado, é um costume antiquado, que nada diz ao homem contemporâneo.
Levantando a tese de que a sociedade atual não compreende a linguagem simbólica transmitida pelo hábito, pela batina e pelo clergyman, alguns dos adversários de seu uso advogam que tais restariam sem importância alguma. Concedem que noutros tempos uma veste própria para sacerdotes e religiosos foi significativa, mas para o homem de hoje não representa coisa alguma. Temos de falar a linguagem de nosso tempo, com os nossos sinais – é o que dizem.
Ora, é evidente que em nossos tempos perdeu-se certa ciência dos sinais. Contudo, a “ignorância da linguagem simbólica”, diz o Pe. Iraburu, conhecido sacerdote espanhol, “não é superada eliminando os símbolos.” O analfabetismo simbólico não é apenas uma característica do modernismo, mas um mal. E como tal deve ser tratado: não nos conformemos que muitos não captem o sentido dos símbolos, porém trabalhemos para que aprendam. Certamente, ao eliminarmos o uso do traje eclesiástico, aí sim contribuiremos para aumentar o número dos que não entendem seu significado. Porque muitos não sabem ler – é a analogia que aqui cabe –, devemos abolir o alfabeto? Ou ensiná-los a ler, escrever e entender esses sinais que chamamos letras? O mesmo se dá com os símbolos religiosos. Acabar com eles não resolve o problema de quem não os entende.
Longe, igualmente, de ser antiquado, o traje eclesiástico demonstra a presença ostensiva da Igreja de Cristo, contribuindo para a Nova Evangelização, tão pedida por João Paulo II e retomada por Bento XVI. O que há de passado no traje é o mesmo que existe em tantas outras áreas da vida da Igreja: não somos uma sociedade religiosa preocupada em ser moderna, mas em ser fiel; a Igreja é, em certo sentido, conservadora, porque conserva o que recebeu, em doutrina, dos Apóstolos, e, em disciplina – caso do traje –, da tradição milenar e da sua autoridade suprema, o Papa. Não é por algo remeter ao passado que deva ser tido por ruim. O pretérito, ao invés de antiquado, pode muitas vezes ser venerável!
2ª objeção: o Concílio Vaticano II aboliu o uso de um traje eclesiástico ou, ao menos, sua obrigatoriedade:
Ocorre que percorrendo cada linha dos documentos do Concílio não encontramos uma sequer prevendo nem a abolição do traje nem do caráter obrigatório de seu uso. Tampouco os documentos da Santa Sé que se seguiram ao Vaticano II, e que explicaram, com a autoridade que lhes é própria, os pontos eventualmente ambíguos do Sacrossanto Sínodo, pretenderam isso.
Ao contrário, o que se vê são os textos conciliares reafirmando não só o costume de usar um traje especial que diferencie os clérigos e os religiosos dos demais fiéis, como obrigando a isso; e também documentos, discursos e instruções do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana, ao interpretar o Vaticano II ou sobre ele esclarecer algum ponto, retomam esse sentido. Por sua vez, o Código de Direito Canônico, promulgado em 1983 – portanto, depois do Concílio –, mantém essa obrigatoriedade, como igualmente as Exortações Apostólicas – todas dadas após o Concílio –, unânimes em louvar e renovar a lei do uso do traje.
Assim, o argumento de que o Vaticano II teria abolido ou proibido o traje não se sustenta, pois: a) não há essa abolição ou proibição nos documentos do Concílio; b) pelo contrário, em seus textos há um claro mandamento que obriga ao uso do traje; c) em todos os documentos da Santa Sé posteriores ao Concílio, portanto intérpretes legítimos do mesmo, renova-se não só a recomendação ao uso do traje e suas vantagens, razões e conveniências, como igualmente sua obrigatoriedade.

3ª objeção: todos os cristãos são iguais e não devem, portanto, diferenciar-se em seus trajes:Outra alegação bastante comum para não usar o traje é a tese de que os clérigos e religiosos não devem vestir-se diferentemente dos outros fiéis.
Essa teoria é fruto da falta de um correto entendimento do que sejam o sacerdócio católico e a vida religiosa na Igreja. Para um melhor entendimento, remetemos o leitor aos tópicos anteriores, onde deixamos patente a diferença essencial entre o sacerdócio e o laicato, e a diferença não-essencial mas acidentalmente grave entre a profissão religiosa e o estado secular. A renúncia radical que fazem os clérigos – ministros de Cristo – e os religiosos – consagrados a Cristo por votos explícitos e públicos – já demonstra que não são iguais aos demais fiéis. E não o sendo, nada obsta a que se vistam de modo diferente.
Quando igualamos os sacerdotes e os religiosos aos outros cristãos, geralmente essa operação é fruto da má compreensão dos elementos mais rudimentares da doutrina católica, infelizmente tão atacados intra muros Ecclesiae depois do Concílio – não por causa dele, mas pelas distorções que os modernistas e progressistas fazem de seus documentos, contrariando as disposições do Papa e o saudável apego à Tradição. Por isso, o uso do traje é também um sinal de resistência ao progressismo, uma bandeira de fidelidade ao Romano Pontífice e ao Magistério (e não só à disciplina, uma vez que a crítica à disciplina do traja está ligada, como vimos, à crítica ao próprio ensino eclesiástico).
O traje realmente distingue o fiel dos clérigos e religiosos. Porém, antes de um mal, tal diferenciação é sumamente benéfica. Igualitarismos de sabor marxista, com todos os seus ódios às harmônicas desigualdades, não têm vez na filosofia perene da Igreja, sendo estranhos ao pensamento e à doutrina católicos.

4ª objeção: o traje eclesiástico afasta o povo da Igreja:É complemento da acusação anterior outra que todos conhecem: a de que o traje afastaria o povo da Igreja e das vocações, pela distância e diferença que estabelece entre os eclesiásticos e os simples leigos.
Se assim fosse, nenhum civil sentir-se-ia atraído pela vida militar, nem a profissão médica seria alvo de volumosa procura nas matrículas universitárias, dado que em ambas as carreiras há uma vestimenta adequada e usada como distintivo.
Observa-se, sem embargo, justamente o contrário da objeção. Nas circunscrições eclesiásticas, institutos de vida consagrada, sociedades de vida apostólica, prelazias pessoas e associações de fiéis em que mais o uso do traja eclesiástico é valorizado, há um crescimento no número de vocações realmente incrível. Assim, nas dioceses onde a batina e o clergyman são incentivados, os vocacionados ao sacerdócio crescem a cada ano. Igualmente muitas pessoas se sentem chamadas ao sacerdócio e querem dedicar-se a Deus na Administração Apostólica São João Maria Vianney, nos mosteiros mais tradicionais, no clero da Opus Dei, nos Legionários de Cristo, na Fraternidade Sacerdotal São Pedro, cativados, entre outros motivos, pela consagração de seus membros expressa no uso do traje eclesiástico.
Leigos não faltam que buscam alguma forma de inscrição nessas Igrejas Particulares e instituições, argumentando o mesmo motivo, traduzido, às vezes, na linguagem singela e precisa do nosso povo: lá os padres “se vestem de padres!”
Não há dado concreto a mostrar que o povo católico deseje seus sacerdotes “disfarçados” de leigos. O abandono do hábito, do clergyman, da batina, não parte do leigo que assim expressa uma vontade à Igreja, porém do próprio sacerdote e do religioso, ávidos por novidades, contaminados pelo espírito secularizado e laicista, quiçá “interpretando” o Concílio bastante livremente e dele tirando conclusões insustentáveis pelas premissas contidas em suas letras e seu verdadeiro espírito.
Nossas paróquias não trouxeram de volta os católicos que debandaram em massa para as seitas – pois lá encontraram símbolos religiosos dos quais tinham sede. Deixar o traje eclesiástico não aproximou os fiéis dos sacerdotes. Pelo contrário, até os afastou! A pretensa igualdade foi nefasta! O leigo não quer um “coordenador paroquial” que se vista como ele, mas um sacerdote, diferente até em suas roupas; não uma “assistente social” que seja “solteira”, e sim uma religiosa, com um hábito de sua instituição e que a caracterize como tal.
Advirta-se que mesmo que o traje, porventura, afastasse o povo, por si só isso não seria razão suficiente para desobedecer a uma norma clara da Igreja. Tampouco se os leigos é que pedisse um padre igual a eles...
O processo de secularização de alguns ambientes católicos, sobretudo a partir dos anos 70 e 80, com seu horror às lindas cerimônias da liturgia, sua aversão à solenidade das vestes e dos paramentos, seu combate nada discreto à circunspeção e à sacralidade dos templos, seu total desconhecimento da psicologia e da antropologia religiosas, é que afugentou muitos fiéis. Nas milhares de seitas, viram, ainda que sem o esplendor de nossos ritos, alguns pontos práticos que lhes remetiam ao sagrado. Quando alguns confessionários transformaram-se ao arremedo de consultório psicológico, quando muitos sacerdotes passaram a ser meros coordenadores, animadores, pregadores, as ovelhas, sem pastores reconhecíveis (como saber quem é o padre, “fantasiado” de leigo?), ficaram á mercê dos lobos (alguns até com pele/batina de pastor/padre, não só de cordeiro: vide os cismáticos anti-Vaticano II, liderados por Lefevbre e companhia, os quais são impecáveis no exterior, embora, infelizmente, ataquem o Papa).
“paramentos litúrgicos adequados, e os vestirá para administrar os sacramentos.
Se há real perigo para o sacerdote ou para uma igreja, ou mesmo para os fiéis, também isto é causa para não usar o traje, como, por exemplo, nos tempos da perseguição comunista no Leste Europeu ou da Cristiada no México.
A epiquéia, por fim, também não é causa geral de descumprimento da lei, mas exceção. Faltando um de seus requisitos, ela está desconfigurada. Em uma diocese qualquer onde os clérigos não usam traje eclesiástico, não se dá a epiquéia, e sim se trata de caso de desobediência, pura e simples, pois o afastamento da letra da lei não seria eventual. Também quando se a afasta por considerar o traje antiquado, sem sentido, ou a norma como opressora, não se está diante de epiquéia, uma vez que não há o último requisito: ser a finalidade do afastamento o melhor cumprimento de seu espírito.
É ocasião de epiquéia no traje eclesiástico o caso de um sacerdote, desconhecido na região, que vá um dia isolado jantar com algumas moças de algum grupo por ele espiritualmente dirigido, e que, para não despertar comentários maldosos, veste-se sem batina nem clergyman. Não se trata de mera ocultação de seu sacerdócio, mas razões pastorais levam-no a agir assim, presentes as condições já elencadas – prudência, oportunidade, eventualidade, finalidade de melhor cumprimento do espírito da lei.
Recordemos que, além dos três casos de inobservância da letra lei – perigo para as pessoas e coisas, caridade pastoral, e epiquéia –, existe a faculdade de dispensa dada pelo Bispo, da qual também já falamos. Nem esta, entretanto, pode ser invocada, pelas razões igualmente expostas.
5ª objeção: o que importa é o interior
As formalidades externas, para os que levantam essa tese, não importam, são resultado da frieza da lei, farisaísmo, legalismo. Obrigar os clérigos e os religiosos ao uso de um traje especial e distintivo de sua condição seria dar mais valor ao exterior, quando, para eles, o que importa é só o interior.
Com tais “espiritualistas” a Igreja sempre teve de lidar. Desde os cátaros, os albigenses, os joaquimitas, a seita dos espirituais, houve quem, a pretexto de pureza, contrapusesse interior e exterior, alma e corpo, num resquício evidente do mais grosseiro platonismo e da mais perniciosa gnose.
É bem verdade que a alma é a forma e o corpo a matéria do ser humano, e que aquela lhe é superior. Mas os dois constituem-se em uma única substância, de modo que, mesmo separando-se na morte, tendem alma e corpo a se reunir no Juízo Final: cremos na ressurreição da carne. Assim, alma e corpo não são uma coisa só nem são iguais, porém tampouco são inimigos. A alma não deve libertar-se do corpo, mas dominá-lo, subjugá-lo, para que este, livre das paixões, sirva àquela.
Desmerecer o exterior – e, portanto, atacar a batina, o hábito e o clergyman, ou relativizá-los – é confessar a mais absoluta ignorância em matéria de antropologia religiosa, e filiar-se à gnose, ao puritanismo, ao espiritualismo, em tudo contrário ao autêntico pensamento católico!
O interior é o mais importante, claro, e o hábito não faz o monge. Sem embargo, o exterior deve refletir o interior. E as vestes têm a função de demonstrar o interior. O médico tem uma veste própria, o juiz traja uma toga, os escolares têm seus uniformes, e os militares as suas fardas. Nem o médico, nem o juiz, nem o escolar, nem o militar são o que são por suas vestimentas. Mas usam suas vestimentas porque são o que são. O padre não é padre por usar traje clerical, entretanto usa traje clerical porque é padre. A freira não é freira por usar hábito, todavia usa hábito porque é freira.
Embora batinas, hábitos e camisas clericais não se prestem ao serviço litúrgico nem se confundam com os paramentos, desmerecer o exterior para favorecer o não uso do traje eclesiástico é também diminuir a liturgia, pois o culto que prestamos a Deus, apesar de ser fundamentalmente interior, deve ser expresso em sinais e ritos visíveis, como ensinava o saudoso Pontífice Pio XII, em sua Encíclica Mediator Dei. Se acatarmos a tese de que só o interior basta, não teremos apenas de abandonar o traje eclesiástico, mas as próprias regras litúrgicas, os paramentos, o incenso, as velas, os livros, os ritos... Não estranha que os principais inimigos da norma eclesiástica que manda o uso do traje estejam entre os que mais abusos cometem em liturgia.
A imposição do uso do traje, por outro lado, também não é autoritária, pois parte da autoridade legítima da Igreja. Respeita, igualmente, as culturas locais, ao contrário do que postulam seus adversários secularizantes, como vêem na permissão, em territórios de temperatura muito alta, para o uso de batina branca (quando a regra consuetudinária especifica a cor preta), ou, em alguns países, para usar clergyman em vez de batina, ou ainda, em determinados institutos religiosos, para vestir clergyman no apostolado externo, no lugar do hábito próprio ou da batina. Em terras missionárias, inclusive, os sacerdotes são geralmente muito fiéis no uso do traje eclesiástico, gerando incontáveis benefícios espirituais. É o exterior servindo e simbolizando o interior!
6ª objeção: a CNBB aboliu a obrigatoriedade do uso do traje eclesiástico, ou, desde a Santa Sé, sua lei não é preceptiva, senão meramente orientadora:Muitos concordam que exista uma obrigatoriedade de uso do traje eclesiástico, sustentando, sem embargo, que, de outra sorte, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil a teria abolido.
Isso não é possível, uma vez que a dispensa de uma lei deve ser feita por um Bispo somente para o seu território canônico, e não por uma conferência episcopal – mera reunião de Bispos, sem poder algum de ensino e com poder restrito de governo, a saber, quando decretam ou legislam por unanimidade e sem contrariedade com Roma e quando o fazem por delegação da Santa Sé –, não por uma conferência episcopal, dizíamos, que, decidindo por maioria, revogue uma norma até para as circunscrições que desejam mantê-la. Além disso, mesmo que cada Bispo tivesse dispensado de tal norma para sua Igreja Particular, pelo que vimos na resposta a uma das objeções anteriores a aludida dispensa seria ilícita, eis que faltariam os requisitos do cân. 90, §1, CIC.
Some-se a isso o fato de que, na esteira do Codex Iuri Canonici, haja lei específica da CNBB prescrevendo o uso do traje:
“Quando cân. 284:Usem os clérigos um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o ‘clergyman’ ou ‘batina.’”
Mesmo que não houvesse, problema algum se apresentaria, visto que o Código de Direito Canônico é lei geral, lei para toda a Igreja de rito latino (as orientais em comunhão com Roma têm seu próprio Código de Cânones). Cai por terra o argumento dos que opinam ter a entidade abolido a obrigatoriedade do traje, quer porque lhe falta competência para dispensar dessa lei, quer porque, ainda que tivesse, faltam os pressupostos para uma dispensa lícita, quer, ademais, pela existência de uma norma complementar da própria conferência que reafirma o uso da batina ou do clergyman.
NO PRÓXIMO POST, POSTAREMOS AS VESTES CLERICAIS PONTIFÍCIAS,CARDINALÍCIAS, EPISCOPAIS, PRESBITERAIS E DIACONAIS.

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