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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O futuro da humanidade

Corre o adágio que os jovens são o futuro da humanidade e o futuro da Igreja. Há nisto, sem dúvida, um grave equívoco, que a lógica classifica entre as falácias do senso composto e senso diviso. Na verdade os jovens serão o futuro da humanidade e da Igreja quando não forem mais jovens, ou seja, quando tiverem chegado à idade madura.
É preciso advertir que entre a idade juvenil e a idade adulta não medeia apenas um período cronológico de alguns anos. A mudança é de qualidade. Passa-se de uma idade para outra adotando atitudes novas, mais sábias e amadurecidas. O adulto não é apenas um jovem de mais idade. É também de mais juízo e mais responsabilidade, mais experiência e maior amadurecimento. Transpor simplesmente a idade da juventude, tal qual é, para a esfera da idade adulta, é anacronismo. Falseia a visão. Na passagem dá-se um salto de qualidade, que não pode ser desconsiderado.
É costume exigir certa idade cronológica para ocupar determinados cargos. Não se aceita que um jovem seja eleito para um posto de maior responsabilidade na sociedade. E esta idade continuamente sofre alterações para mais. Assim, só para dar um exemplo, para o sacerdócio o mínimo eram 24 anos de idade. O Código de Direito Canônico de 1983 o ampliou para 25. Para o episcopado o novo Código exige 35. Mas, na prática, o Papa não nomeia ninguém para este ministério abaixo dos 40 anos.
Estamos, com isso, diminuindo o valor da juventude? Muito pelo contrário! Não queremos e não podemos misturar as idades e, conseqüentemente, não reconhecer e acolher o que é específico de cada uma. O jovem seja jovem e não adulto antecipado, ao passo que o adulto seja verdadeiramente adulto e não um jovem retardado.
A juventude não é, pois o futuro da humanidade e da Igreja, mas é seu presente jovem. Se os jovens não viverem sua juventude - ou porque são infantilizados, ou porque são envelhecidos precocemente - a humanidade não ostentaria seu rosto jovem. Seria uma humanidade mutilada, faltar-lhe-ia uma dimensão essencial para lhe proporcionar ardor, inovação e beleza,
É certo que não só os adultos determinam o andamento da vida humana. Nem devem eles ditar normas definitivas, que devam ser seguidas por aqueles que virão depois. A liberdade propõe continuamente novos paradigmas. A História mostra as mudanças havidas ao longo dos tempos. Elas dependem das decisões dos adultos,bem como da formação que proporcionam aos jovens. Não se trata apenas de instrução. Cada ação humana tem conseqüências que, a longo andar e somar, são capazes de alterar o curso da História. Os jovens de hoje decidirão amanhã, quando forem adultos, sobre a condição de vida da humanidade.
Pergunta-se então sobre o que é ser adulto e, mais ainda, como se chega à idade adulta? Mas esta questão fica apenas no horizonte de nossa consideração sobre a juventude. O que queremos aqui é desvendar a situação da própria juventude. Queremos entendê-la e projetar alguma luz sobre esta idade, tão importante da vida humana. Queremos o jovem do presente, antes de vê-lo no futuro: um jovem, antes de ser adulto e depois de ter sido criança. Um jovem do nosso tempo!

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