ÚLTIMAS POSTAGENS

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O efeito Ratzinger

Retirado da Revista Época do ano de 2007.

O efeito Ratzinger

Em alta com os fiéis, o papa libera a missa à antiga e reafirma a Igreja Católica como a única “verdadeira” .
Há décadas os críticos da igreja Católica anunciam que, diante de uma crescente alienação em relação ao mundo e à conseqüente perda de fiéis, ela acabará por aceitar a ordenação de mulheres, o uso de preservativos, o fim do celibato sacerdotal e o resto da agenda progressista. Não no que depender do papa.
Bento XVI tem insistido na necessidade de preservar a identidade católica, tanto para o bem da Igreja quanto para o papel dela no mundo. “Só se dialoga”, diz Bento XVI, “a partir de uma identidade claramente assumida.” Fiel a essa linha, na semana passada a Igreja liberou o uso da missa tal como era rezada antes do Concílio Vaticano II e reafirmou ser ela a única verdadeira Igreja de Cristo.
As duas decisões desagradam a protestantes, ortodoxos e à ala modernista do catolicismo. Até agora os números têm dado razão a Bento XVI. Tornou-se um lugar-comum dizer que ele estaria até disposto a ver o número de fiéis cair se for esse o preço da fidelidade à tradição. Mas, desde que Joseph Ratzinger foi eleito papa, em 2005, o número de peregrinos que vão a Roma vê-lo não pára de crescer. São 7 milhões por ano, um crescimento de 20% desde 2005, contrariando as previsões.

O balanço apresentado no fim da semana passada mostra que o Vaticano fechou o ano de 2006 com um superávit de 2,4 milhões de euros. Só o Óbulo de São Pedro, coleta feita no dia 29 de junho no mundo todo que reverte diretamente para Roma, pulou de US$ 60 milhões em 2005 para US$ 102 milhões no ano passado. Vaticanistas do mundo inteiro já falam de um “efeito Ratzinger” no catolicismo.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78050-6013-478,00.html

0 comentários:

Postar um comentário

Apostolado Shemá
Seja nosso parceiro. Cole o código em seu blog.

VISITE TAMBÉM