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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Juventude brasileira

A juventude encontra-se no tempo. Tem seu passado na infância e seu futuro da idade adulta. Mas, mais ainda, ela se situa na História. Tem algo de permanente, que a caracteriza com etapa na vida e algo de território, enquanto acompanha as vicissitudes dos tempos. Em menos de cinco anos muda de paradigma. Portanto o que marcava 20 anos atrás já ficou, há tempo, no passado. Pergunta-se pois como vive e o que pensa e quer a juventude de hoje?
Mantemos firmes suas características permanentes, mas também estamos aberto às novidades dos tempos. Neste sentido é certo que a juventude de hoje, no plano mais profundo a mesma de cinqüenta ou cem anos atrás, mas não é menos certo de sua visão e seus critérios hoje são bem distintos daqueles que a moldavam no passado. Pergunta-se pois como vive, sente e pensa a juventude de hoje?
Mas especificamente contamos com muitas culturas e muitos povos diferentes. A juventude da África certamente não tem o mesmo sentido nem o mesmo pensamento da juventude européia ou asiática. A juventude católica adota critérios diferentes de uma juventude islâmica ou budista... Nós nos perguntamos especificamente sobre a juventude do Brasil. Conhecer os jovens, no dizer dos Bispos, em seu documento sobre a Evangelização da Juventude, é condição prévia para evangelizá-los. Conhecê-los nas suas características permanentes e acolhê-los nas suas contingências históricas atuais.
O Documento dos Bispos sobre a Evangelização da Juventude de hoje num contexto de pós-modernidade. Destaca três características:

1) A subjetividade, que concentra suas preocupações sobre a necessidade pessoa, seus sentimentos, seu corpo, sua auto-estima. O descrédito das ideologias a levou a viver intensamente no presente. Concentrando-se no momento atual, busca sensações fortes e emoções passageiras. O hoje parece bastar-lhe.

2) Aparecem novas expressões do sagrado, numa redescoberta da dimensão religiosa. Muitos se voltam para diversas manifestações místicas, que vão desde o ocultismo ao esoterismo, desde o fundamentalismo à supertição. Trata-se, contudo, de uma espiritualidade centrada na pessoa e não na instituição.

3) Cede-se a primazia às emoções. O elemento afetivo prevalece sobre o racional. A religião não se concentra mais tanto na relação com Deus mas se transforma prevalentemente em veículo de ascensão social ou em promessa de felicidade.

2 comentários:

  1. é estranho alguém que julga a CNBB e a PJ como marxistas pegar logo um documento como esse e postar aqui no site...

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