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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Concílios da Igreja - Concílio de Nicéia I

Serão Apresentados agora uma série de Artigos que apresentarão passo a passo os 21 Concílios da Igreja.

OS 21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA Os Concílios ecumênicos (universais) realizados pela Igreja, em número de 21, foram marcos importantíssimos na sua História, tendo em vista principalmente as definições da doutrina católica ao longo do tempo, vencendo os erros e heresias que comprometiam o "depositum fidei"; a sã doutrina da fé.

Esses Concílios, bem como a história dos papas, formam como que a coluna vertebral da História da Igreja e o trabalho do Magistério.

Eis porque, de maneira resumida, queremos apresentá-los aqui, a fim de que os fiéis comecem a se familiarizar com esses dados importantes da nossa Igreja.

Quanto mais conhecermos a história sagrada da Igreja, mais a amaremos e a serviremos. Disse certa vez o Papa Paulo VI que "quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo"; uma vez que a Igreja é o Seu próprio Corpo místico.

Falando a respeito dos Concílios da Igreja, disse o Papa João Paulo II, em 7/7/96:
"Como se sabe, um papel particularmente significativo foi desempenhado pelos primeiros quatro Concílios, celebrados entre os anos 325 e 451 em Nicéia, Constantinopla, Éfeso e Calcedônia.

Para além dos acontecimentos históricos, em que cada um deles se coloca e apesar de algumas dificuldades terminológicas, eles foram momentos de graça, através dos quais o Espírito de Deus concedeu luz abundante sobre os mistérios fundamentais da fé cristã.E como se poderia minimizar a sua importância?

Neles estava em questão o fundamento, diria o centro mesmo do Cristianismo. Em Nicéia e Constantinopla, determinou-se com clareza a fé da Igreja no mistério da Trindade, com a afirmação da divindade do Verbo e do Espírito Santo.Em Éfeso e Calcedônia discutiu-se a respeito da identidade divino-humana de Cristo.

Diante de quem era tentado a exaltar uma dimensão em desvantagem da outra ou de as dividir em prejuízo da unidade pessoal, foi claramente afirmado que a natureza divina e a natureza humana de Cristo permanecem íntegras e inconfundíveis, indivisas e inseparáveis, na unidade da pessoa divina do Verbo. Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem...

Não faltaram certamente, tensões na celebração daquelas assembléias conciliares. Mas o sentido vivo da fé, corroborado pela graça divina, no final prevaleceu também nos momentos mais críticos.

Emergiu, então, com toda a evidência a fecundidade daquela autêntica "sinergia" eclesial, que o ministério do Sucessor de Pedro é chamado a assegurar, não certamente a mortificar...

Caríssimos Irmãos e Irmãs, naquele tempo, como sempre, o caminho da Igreja foi acompanhado pela intercessão materna da Virgem Santa, à qual o Concílio de Éfeso em 431, reconheceu o título de "Theotòkos", "Mãe de Deus", ressaltando assim que a natureza humana, por ela transmitida a Cristo, pertence Àquele que desde sempre é Filho de Deus"(L?Osservatore Romano n.28 de 13/7/96).

01. Concílio de NICEIA I
Data: 20/05 a 25/07 de 325

Papa: Silvestre I (314-335)

Decisões principais: - A confissão de fé contra Ario: igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é "Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai".-

Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (hemisfério norte).- Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia, Jerusalém.

Fonte:http://www.prestservi.com.br/diaconoalfredo/concilios/inicial_concilio.htm

O efeito Ratzinger

Retirado da Revista Época do ano de 2007.

O efeito Ratzinger

Em alta com os fiéis, o papa libera a missa à antiga e reafirma a Igreja Católica como a única “verdadeira” .
Há décadas os críticos da igreja Católica anunciam que, diante de uma crescente alienação em relação ao mundo e à conseqüente perda de fiéis, ela acabará por aceitar a ordenação de mulheres, o uso de preservativos, o fim do celibato sacerdotal e o resto da agenda progressista. Não no que depender do papa.
Bento XVI tem insistido na necessidade de preservar a identidade católica, tanto para o bem da Igreja quanto para o papel dela no mundo. “Só se dialoga”, diz Bento XVI, “a partir de uma identidade claramente assumida.” Fiel a essa linha, na semana passada a Igreja liberou o uso da missa tal como era rezada antes do Concílio Vaticano II e reafirmou ser ela a única verdadeira Igreja de Cristo.
As duas decisões desagradam a protestantes, ortodoxos e à ala modernista do catolicismo. Até agora os números têm dado razão a Bento XVI. Tornou-se um lugar-comum dizer que ele estaria até disposto a ver o número de fiéis cair se for esse o preço da fidelidade à tradição. Mas, desde que Joseph Ratzinger foi eleito papa, em 2005, o número de peregrinos que vão a Roma vê-lo não pára de crescer. São 7 milhões por ano, um crescimento de 20% desde 2005, contrariando as previsões.

O balanço apresentado no fim da semana passada mostra que o Vaticano fechou o ano de 2006 com um superávit de 2,4 milhões de euros. Só o Óbulo de São Pedro, coleta feita no dia 29 de junho no mundo todo que reverte diretamente para Roma, pulou de US$ 60 milhões em 2005 para US$ 102 milhões no ano passado. Vaticanistas do mundo inteiro já falam de um “efeito Ratzinger” no catolicismo.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78050-6013-478,00.html

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Opus Dei e a Mortificação Corporal

O Código Da Vinci despertou a atenção do público para a prática católica da mortificação corporal.



Michael Barrett, sacerdote do Opus Dei, responde a algumas perguntas sobre o tema.É exata a imagem que o Código Da Vinci apresenta da mortificação corporal?



As descrições sangrentas que O Código Da Vinci faz da mortificação corporal são exageros grotescos que nada têm a ver com a realidade. Evidentemente, o que o filme quer é impressionar, e o uso real que normalmente se faz do cilício e das disciplinas acabaria por ser demasiado banal.



O incômodo que esses instrumentos causam é pouco: pode ser comparado, por exemplo, ao que é causado pelo jejum. Não provocam sangramentos, nem feridas, nem nada que prejudique a saúde pessoal ou seja traumático. Se causassem qualquer dano, não seriam permitidos pela Igreja.Os membros do Opus Dei usam o cilício?



Alguns membros celibatários do Opus Dei usam o cilício. Trata-se de uma pequena corrente de metal leve, com pontas, que se coloca ao redor da coxa. O cilício é incômodo – sim, porque do contrário não teria razão de ser –, mas de modo nenhum atrapalha as atividades normais de uma pessoa, e muito menos causa sangramentos.E o que o senhor nos diz das disciplinas?

É o mesmo caso do cilício.
Alguns membros celibatários as usam, geralmente uma vez por semana durante um ou dois minutos. Não causam sangramento nem prejudicam a saúde, mas apenas um breve incômodo.

Bem longe daquilo que pode dar a entender a flagelação a duas mãos do monge desequilibrado de O código Da Vinci, as disciplinas reais são de algodão trançado e pesam menos de cinqüenta gramas. Quando os membros ou antigos membros do Opus Dei assistem ao filme, não podem deixar de rir ao verem os ritos do monge: é coisa de loucos.

Fonte: www.opusdeibrasil.com.br

A mortificação

Segundo, TANQUEREY, Adolph: A Vida Espiritual Explicada e Comentada. Anápolis: Aliança Missionária Eucarística Mariana, 2007. pgs. 403-434). ................

A Mortificação contribui, com a penitência, para purificar das faltas passadas; mas o seu fim principal é premunir-nos contra as do presente e do futuro, diminuindo o amor do prazer, fonte dos nossos pecados.

Sua natureza, a Sua Necessidade e a Sua Prática.

Natureza -> Seus diversos Nomes e sua Definição.

Necessidade -> Para a Salvação e para a Perfeição.

Prática -> Princípios gerais - Mortificação dos sentidos exteriores - Mortificação dos sentidos interiores - Mortificação das paixões e Mortificação das faculdades superiores.

I. Natureza da Mortificação A - Expressões bíblicas, para designar a mortificação. Encontramos sete expressões principais nos Livros Santos, para designar a mortificação sob os seus diversos aspectos:

1 - A palavra renúncia: «qui non renuntiat omnibus quae possidet non potest meus esse discipulus» apresenta-nos a mortificação como um ato de desprendimento dos bens exteriores, para seguirmos a Cristo. Assim fizeram os Apóstolos: «relictis omnibus, secuti sunt eum»

2 - É também uma abnegação ou renúncia a si mesmo: «Si quis vuli post me venire, abneget semetipsum» E na verdade, o mais terrível dos nossos inimigos é o amor próprio desordenado; eis o motivo por que é forçoso desapegar-nos de nós mesmos.

3 - Mas a mortificação tem um lado positivo: é um ato que fere e atrofia as más tendências da natureza: «Mortifica te ergo membra vestra .. Si autem Spiritu facta carnis mortíficaveritis, vivetis »

4 - Mais ainda é uma crucificação da carne e das suas concupiscências, pela qual cravamos, por assim dizer, as nossas faculdades à lei evangélica aplicando-as à oração, ao trabalho: «Qui sunt Christ, carnem suam crucifixerunt cum vitiis et concupiscentiis»

5 - Esta crucifixão, quando persevera, produz uma espécie de morte e de enterramento, pelo qual parecemos morrer completamente a nós mesmos e sepultar-nos com Jesus Cristo, para vivermos com Ele uma vida nova «Mortui enim estis vos et vita vestra est abscondita cum Cristo in Deo … Consepulti enim sumus cum illo per baptismum in mortem» .

B- Expressões modernas.

Hoje vai-se preferindo o uso de expressões mitigadas, que indicam o fim que se pretende atingir, antes do esforço que para isso se tem de empregar.
Diz-se que é mister reformar-se a si mesmo, governar-se a si mesmo, fazer a educação da vontade, orientar a sua alma para Deus.
Estas expressões são exatas, contanto que se saiba mostrar que ninguém pode reformar-se e governar-se a si mesmo, sem combater e mortificar as más tendências que em nós existem; que não se faz a educação da vontade, senão mortificando, disciplinando as faculdades inferiores, e que não há possibilidade de alguém se orientar para Deus se não desapegando-se das criaturas e despojando-se dos próprios vícios.

C - Definição.

Pode-se, pois, definir a mortificação: a luta contra as más inclinações, para as submeter à vontade, e esta a Deus.É menos virtude que um complexo de virtudes, o primeiro grau de todas as virtudes, que consiste em vencer os obstáculos, no intuito de restabelecer o equilíbrio das faculdades, a sua ordem hierárquica.
Assim se vê mehor que a mortificação não é um fim, senão um meio; o homem não se mortifica senão para viver uma vida superior, não se despoja dos bens exteriores senão para melhor conseguir os bens espirituais, não se renuncia a si mesmo senão para possuir a Deus, não luta senão para gozar da paz, não morre a si mesmo senão para viver da vida de Cristo, da vida de Deus. A união com Deus, é, pois, o fim da mortificação. Assim, melhor se compreende a sua necessidade.
Por outros termos, é necessário saber, como faz a Sagrada Escritura, reunir os dois aspectos da mortificação, mostrar o fim, para consolar, mas não dissimular o esforço necessário para o atingir.

II -Necessidade da Mortificação

Esta necessidade pode-se estudar sob duplo aspecto: a Salvação e a Perfeição.

A -Necessidade da mortificação para a Salvação

Há mortificações necessárias para a salvação, neste sentido que, se não se fazem, há perigo de cair no pecado mortal.

1 - Nosso Senhor Jesus Cristo fala disto clarissimamente, a propósito das faltas contra a castidade: «Todo aquele que olhar para uma mulher com concupiscência, ad concupiscendam eam, já cometeu adulério com ela em seu coração» .

Há, pois, olhares gravemente pecaminosos, os que são inspirados por maus desejos; e a mortificação de tais olhares impõe-se sob pena de pecado mortal. É afinal, o que Nosso Senhor acrescenta com estas enérgicas palavras:

«Se o teu olho direito te escandaliza, arranca-o, e lança-o para longe de ti; porque melhor te é que pereça um só dos teus membros do que ser todo o teu corpo lançado na geena». Não se trata aqui de vazar os próprios olhos, senão de arrancar a vista desses objetos que são cauda de escândalo. _ São Paulo dá-nos a razão destas graves prescrições:

«Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se, pelo Espírito, fizerdes morrer as obras da carne, vivereis: si enim secundum carnem vixeritis, moriemini, si autem Spiritu facta carnis mortificaveritis, vive tis»

Como sabemos a tríplice concupiscência que permanece em nós, excitada pelo mundo e pelo demônio, leva-nos muitas vezes ao mal e põe-nos a salvação em perigo, se não temos cuidado de a mortificar. Donde resulta a necessidade absoluta de combater incessantemente as tendências perversas que em nós existem, de evitar as ocasiões próximas de pecado, isto é, esses objetos ou pessoas que, dada a nossa experiência passada, constituem para nós um perigo sério e provável de pecado, e de renunciar por isso mesmo a muitos prazeres a que a natureza nos arrasta.

Há, pois, mortificações necessárias, sem as quais viríamos a cair no pecado mortal.

B - Necessidade da mortificação para a Perfeição

Esta necessidade promana da natureza da perfeição, que, consiste no amor de Deus até o sacrifício e imolação de nós mesmos, de tal sorte que, segundo a Imitação, a medida que nosso progresso espiritual depende da violência que a nós mesmos nos fazemos: tantum proficies quantum tibi ipsi vim intuleris . Bastará, recordar sumariamente alguns motivos que poderão influir sobre a nossa vontade, para a ajudar a cumprir este dever. Esses motivos tiram-se da parte de Deus, de Jesus Cristo, e da nossa santificação pessoal .

1. Da parte de Deus
- O fim da mortificação, como dissemos, é unir-nos com Deus.Ora, é impossível conseguir essa união, sem nos desprendermos do amor desordenado das criaturas.
Como diz com razão São João da Cruz, «a alma apegada à criatura torna-se semelhante a ela; quanto mais cresce a afeição, tanto mais se afirma entre a identidade, já que o amor estabelece uma relação de igualdade entre o que ama e o que é amado ...
Portanto, quem ama uma criatura, abate-se ao seu nível, e até mais abaixo, porque o amor não se contenta de nivelar, senão que estabelece uma certa escravidão.
É por este motivo que uma alma, escrava dum objeto fora de Deus, se torna incapaz de pura união e transformação em Deus, porque a baixeza da criatura é mais distante da soberania do Criador que as trevas da luz».
Ora a alma, que se não mortifica, não tarda em apegar-se desordenadamente às criaturas. Após a queda original, sente-se atraída para elas, cativada pelos seus encantos, e, em lugar de se servir delas como de degraus para subir ao Criador, compraz-se nelas, considerando-as como um fim.
Para quebrar este encanto, é absolutamente necessário desapegar-se de tudo o que não é Deus, ou ao menos, de tudo que não é encarado como meio de subir para Deus.

Vídeo Do Apostolado Shemá no You Tube!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Don Estevão Explica a Diferença das Bíblias

Por que a diferença entre a Bíblia católica
E a dos protestantes ?

“Na Bíblia dos protestantes não estão todos os livros contidos na dos católicos.Por que e de onde vem esta diferença”
Temístocles de Azevedo Arruda-Lins,SP.

A resposta só poderá ser dada com segurança se considerarmos a historia da formação do catálogo sagrado.É o que vamos fazer.Antes, porém,deveremos explicar alguns vocábulos importantes para este estudo.

De fato, a Bíblia publica pelos protestantes não contem sete livros do antigo Testamento,que se acham na Bíblia dos católicos, a saber:Tobias,Judite,Sabedoria,Baruque,Eclesiástico ou Sirácida, 1ª e 2ª dos Macabeus,alem de fragmentos,como Éster 10,4-16,24 e Daniel 3.24-90;13s.
Nomenclatura

Eis alguns vocabulários-chave:

1)Cânon,do grego Kanón = regra, medida e catalogo:

2)Canônico =livro catalogado – o que significa que também é inspirado por Deus;

3)Protocanônico =livro catalogado próton, isto é,em primeiro lugar ou sempre catalogado;

4)Deuterocanônico = livro catalogado, deuteron ou em segunda instância,posteriormente (após ter sido controvertido);

5)Apócrifo, do grego apókryphon = livro oculto,isto é,não lido nas assembléias públicas de culto,reservado à leitura particular.Em conseqüência,livros não canônico, não catalogado,embora tenha aparência de livro canônico (Evangelho segundo Tomé,Evangelho da Infância,Assunção de Moisés...).

Os apócrifos,embora tenham sido,durante séculos,tidos como desprezíveis portadores de lendas,são ultimamente reconhecidos como valiosos para a historia do Cristianismo,por três motivos, a saber:
1)através de suas afirmações, referem o modo de pensar dos judeus e cristãos dos séculos pouco anteriores e posteriores a Cristo (Século II ªc até século v d.c );

2)podem conter proposições verdadeiras que não foram consignadas pelos autores sagrados (os nomes dos genitores de Maria Santíssima, sua apresentação no templo aos três anos de idade,sua Assunção corporal...;

3)contem sentenças de hereges,que contribuem para a compreensão da historia do Credo.

O cânon católico compreendeu 47 livros do Antigo testamento,caso-se conte como unidade distinta a carta de Jeremias (=Baruque 6);se, ao contrario,a mesma for considerada como o capítulo 6 de Baruque,o total é de 46 livros.No Novo Testamento há 27 livros – o que perfaz 74 (73) livros sagrado ao todo.

Examinemos agora a maneira como se foi formando o catalogo do Antigo testamento.
Historia do Catalogo do Antigo Testamento

As passagens Bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moises;cumpre ressaltar que a escrita era uma arte rara e cara nas Antiguidades.Moises foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel,no século XIII ªc. a essas tradições (leis,narrativas,peças liturgias) foram sendo acrescido,aos poucos, outros escritos no decorrer dos séculos, sem que os judeus se preocupassem com a catalogação dos mesmos.

Todavia,no século I da era cristã,deu-se um fato importante:começaram a aparecer os livros cristãos (cartas de São Paulo,Evangelho...),que se apresentavam como a continuação dos livros sagrados dos judeus.Estes,porem,não tendo aceitado os Cristãos,trataram de impedir que se fizesse a aglutinação dos livros judeus e livros cristãos.Por isso,reuniu-se a fim de estabelecer as exigências que deveriam caracterizar os livros sagrados ou inspirados por Deus

.Foram estipulados os seguintes critérios.

1)o livro sagrado não pode ter sido escrito fora da terra de Israel;

2)...não em línguas aramaica ou grega, mas somente em hebraico (línguas pátria do povo israelita)

3)...não depois de Esdras (458-428 ªc.);

4)...não em contradição com a tora ou lei de Moises.

Em conseqüência,os Judeus da palestina fecharam seu cânon sagrado sem reconhecimento livros e escritos que não obedeciam a tais critérios.Acontece,porem,que em Alexandria,no Egito,havia uma prospera colônia judaica que,vivendo em terra estrangeiro e falando língua estrangeira (o grego),não adotou o critério nacionalista estipulados pelos Judeus de Jâmnia.

Os judeus de Alexandria chegaram a traduzir os livros agrados hebraicos para o grego entre 250 e 100 ªc.,dando assim origem à versão grega dita “Alexandria” ou “dos Setenta Interpretes”.Essas edições bíblicas gregas encerram livros que os judeus de Jâmnia não aceitaram,mas que os de Alexandria liam como Palavras de Deus;assim são os livros de Tobias,Judite,Sabedoria,Baruque,Eclesiástico ou Sirácida,1ª e 2ª dos Macabeus,além de Éster 10,4-16,24 e Daniel 3,24-90;3s.

O Cânon restrito e o amplo

Podemos.pois,dizer que havia dois cânones entre os judeus no inicio de era cristã:o restrito,da Palestina,e o amplo,de Alexandria.

Ora,acontece que os apóstolos e evangelistas,ao escreverem o Novo Testamento em grego,citavam o Antigo Testamento,usando a tradução grega de Alexandria,mesmo quando esta diferia do texto hebraico-tenhamos em vista Mt 1,23 (cita Is 7,14); Hb 10,5 (cita Sl 40,7).Esta se tornou a forma comum entre os cristãos; em conseqüência,o cânon amplo,incluindo od sete livros já citados,passou para o uso dos cristãos.

Verdade é que do século II ao IV houve duvidas entre os escritores cristãos com referencia aos setes livros,sendo que alguns se valiam das autoridades dos judeus de Jerusalém para hesita.Finalmente,porem,prevaleceu na Igreja a consciência de que o cânon do Antigo Testamento deveria ser o de Alexandria,adotado pelos apóstolos.Em vista disso, os Concílios regionais de Hipona (393),Cartago III (397),Cartago IV (419) e trulos (692) definam sucessivamente o cânon amplo como sendo o da Igreja.Esta definição foi repetida pelos concílios de Florença (1442),Trento (1546) e Vaticano I (1870).

Durante a idade Média pode-se dizer houve unanimidade entre os cristãos a respeito do cânon.
No século XVI,porem,Martinho Lutero (1483-1546),querendo contestar a Igreja, resolvendo adotar o cânon dos judeus da Palestina,deixando de lado os sete livros deuterocanônicos que a igreja recebera do judeu de Alexandria.É esta razão pela qual a Bíblia dos protestantes não tem os sete livros e os fragmentos que a Bíblia dos católicos inclui para dirimir as duvidas,observemos que:

-Os critérios adotados pelos judeus de Jâmnia para não reconhecer certos livros sagrados,eram critérios nacionalistas,devidos ao fato de que,desde 587 .c., Judeus viviam sob jugo estrangeiro,o que lhes suscitava profunda aversão aos povos pagãos;

-é o Espírito Santo quem guia a Igreja de Cristo e fez com que,após o período de hesitação (século I-IV),os cristãos reconhecem como validos o cânon amplo.Aliás,para definir o cânon bíblico não se pode apelar para o estilo ou o conteúdo ou os frutos dos livros sagrados,pois tais critérios deixarão sempre margem para duvidas;

é unicamente a tradição oral (anterior a escrita),proferida autenticamente pela Igreja (a quem Cristo assiste),que pode definir o catalogo bíblico.Os protestantes,que dizem só reconhecer a Bíblia como fonte da Revelação Divina,não podem frutar-se a apelar para a tradição oral a fim de definir o seu catalogo bíblico.

Pode-se ainda observar que o próprio Lutero traduziu para o alemão os livros deuterocanônicos – o que bem mostra que eles eram usuários entre os cristãos.Não foi o concilio de Trento que os introduziu no cânon.

Para os católicos,os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento são tão valiosos quantos os protocanônicos;são a Palavras de Deus inerrante que.alias,os próprios judeus da Palestina estimavam e aliam como textos edificantes.

Somos imagem e semelhança de DEUS!

Por Paulo Pereira da Silva Neto

“O sagrado faz-se presente em cada pessoa, sem distinção, para que ele prevaleça
, basta cultivarmos”.O Senhor fez-nos imagem e semelhança Sua. Percebamos o grande peso de responsabilidade que temos de zelar a imagem de Deus impressa em nós.O nosso processo formativo é como de um barco: primeiro construímos o “bruto”, a base; depois vamos moldando e colocando enfeites, tornando assim o navio mais belo. Depois de todo pronto e arrumado, este navio é jogado ao mar.

Muitos desses alcançam mares calmos e bonitos, porém outros se encontram em oceanos tenebrosos e sombrios. E estes últimos só estão neste mar horrível por não saberem traçar uma rota a si próprios, ou, por deixarem-se guiar por outros que nada de bom nos oferece.

O lindo de tudo isso, é que mesmo os navios que passam por tempestades assombrosas, têm a certeza de que virá um lindo sol depois delas. E este sol é o que vai iluminar e aquecer cada barco, deixar que o brilho de sua carcaça resplandeça e que o seu interior se aqueça. No nosso caso, o Sol maravilhoso, lindo e perfeito, que nos incendeia, é JESUS CRISTO!Cristo Jesus faz-nos um convite à conversão, a renascer.

Mas o que quer dizer este renascer? Que dizer que devemos fazer uma auto-análise e encontrarmos em nós as nossas limitações, e depois de encontradas, tentarmos transformá-las em virtudes. Converter é você enxergar em Cristo uma nova forma de vida, é n’Ele você conseguir sentir firmeza e abandonar-se aos Seus braços.

O encanto pela vida deve partir do momento em que eu começo a ter gosto de ajudar o outro a viver e encontrar sentido para minha.

E vivendo o meu papel de cristão estarei honrando verdadeiramente aquilo que Deus nos permitiu ser: Sua imagem e semelhança.

“Quem ouve a voz do coração torna-se surdo à voz do mundo”.

Shemá Israel!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Primado Petrino

Um dos muitos pontos que diferencia a Santa Igreja Católica das outras demais denomiacões cristãs é a existência de uma hierarquia, cujo chefe é escolhido através da inspiracão do Espírito Santo. A existência de um líder é que garante a unidade da Igreja, já que ele é responsável por zelar pela conduta de todos os demais fiéis, evitando desvios e interpretacões pessoais.
Como primeiro Papa tivemos Pedro, escolhido diretamente por Nosso Senhor Jesus Cristo, na famosa passagem bíblica que diz "Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela" (Mt 16,18), bem como a passagem em que Cristo entrega direta e unicamente a Pedro as chaves do Reino dos Céus. É preciso muita imaginacão para discordar que nessas passagens Jesus escolheu Pedro como pastor de Sua Igreja, mas em todo caso, a Bíblia nos mostra várias outras passagem que ajudam a confirmar isso.

Mudanca do Nome: Em todo o Antigo e Novo Testamento, em apenas três ocasiões Deus mudou diretamente o nome de alguns personagens bíblicos. Os três são: Abrão (que tornou-se Abraão), Jacó (que tornou-se Israel) e Simão (que tornou-se Pedro). Com o mínimo conhecimento da história dos dois primeiros personagens, pode-se ver sua importância como líderes não apenas de uma aldeia, mas sim de todo o povo de Deus! Pedro foi escolhido, portanto, como o primeiro líder do Povo de Deus após a vinda de Cristo.

Evangelhos: Outro ponto que atesta o primado petrino são as narrativas do Evangelho. Caso Pedro não fosse reconhecidamente o líder dos apóstolos, jamais os evngelistas o poriam em destaque em suas narrativas, mostrando-o como o primeiro a tomar a palavra em várias ocasiões, como aquele a andar sobre as água, entre outros. Esse destaque concedido pelos próprios evangelistas mostram sua reverência ao primeiro Papa.
Lideranca: vê-se no Livro dos Atos dos Apóstolos e mesmo em algumas cartas que Pedro é aquele quem é procurado quando de discussões sérias a respeito da doutrina da Igreja nascente. Até mesmo Paulo, escolhido diretamente pelo Senhor, que possuía grande conhecimento das leis judaicas e era um pregador fervoroso da Palavra viajou até onde Pedro estava para resolver problemas doutrinários. Jamais alguém do calibre de Paulo se disporia a uma longa viagem se não fosse para discutir com o líder da Igreja.

Além de todos esses fatos bíblicos, temos também a Tradicão, que nos permite ver toda a linhagem dos Papas, de Bento XVI até Pedro, sem nenhuma interrupcão. Como disse Cristo, as portas do Inferno jamais prevalecerão contra a Igreja!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Catolicismo Bíblico

Mobilização Bíblica, Dez Passos

Dom Orlando Brandes

O Sínodo sobre a Palavra de Deus realizado em Roma é uma ótima chance para deslancharmos uma mobilização bíblica. Por sermos discípulos missionários, precisamos mais de Bíblia que de projetos pastorais. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, formação bíblica, vivência bíblica para que suscitemos um "catolicismo bíblico". Eis os passos dessa mobilização:

1. Ter a Bíblia. Para a maioria do povo, a Bíblia é cara. A paróquia e a diocese podem fazer campanhas para o povo ter acesso à Palavra de Deus. Há casas onde não há Bíblia, noutras ela é um enfeite, aliás, bastante caro. Ter a Bíblia nas mãos é uma boa propaganda da Palavra. Para o povo simples e pobre a Bíblia é muito cara. Vamos popularizar a Bíblia com preço acessível ao povo.

2. Saber abrir a Bíblia. O mundo da Bíblia é complexo. Como aprendemos a abrir a TV, o celular, o computador, cada paróquia, pastoral e movimento deve ensinar as pessoas a abrir o Livro Sagrado. Não ignoremos as Escrituras. Basta de analfabetos bíblicos.

3. Saber interpretar. A Bíblia não é um livro fácil. É perigoso cada um fazer sua interpretação pessoal. Não podemos nos fixar ao pé da letra. Isso se chama fundamentalismo. Daí a necessidade de escolas bíblicas. Ouvir e compreender, ler e compreender, eis o que produz fruto.

4. Rezar com a Bíblia. É a Leitura Orante da Bíblia. Ler, meditar, rezar, contemplar. Esta é a porta de entrada para um entusiasmo bíblico e a conseqüente transformação da vida e da realidade. A meditação da Palavra deve ser diária e não menos de meia hora.

5. Estudar as Escrituras. São as escolas bíblicas, cursos, leituras para que a Palavra seja entendida e nunca falsificada. É perigoso ler a Bíblia sem saber interpretar, ler fora do contexto e desligados da Igreja.

6. Formar grupos bíblicos. Conhecemos os grupos bíblicos de reflexão, os círculos bíblicos e outros grupos que se alimentam da Palavra. Nestes grupos acontece o ensino bíblico e a vivência da mensagem. Vamos proliferar grupos bíblicos para que o povo sacie a fome da Palavra.

7. Bons microfones, bons leitores, e bons anunciadores. A Palavra deve ser bem ouvida para produzir o efeito esperado. Precisamos ter todo cuidado com o som, a proclamação e o anúncio da Palavra. Ela não pode cair por terra. A Palavra deve atrair, comover, converter. Haja o ministério que prepara os leitores porque onde se lê a Palavra, ali Deus está falando.

8. Dar primado à Palavra. A Bíblia deve vir antes do catecismo e de outros livros. Nossa catequese deve ser dada com a Bíblia. A Palavra é alma da missão, da liturgia, da teologia. Nada antepor à Palavra de Deus que é Jesus. O primado da Palavra irá realizar a primavera da Igreja porque dará gosto à celebração dos sacramentos e vigor à ação evangelizadora.

9. Ter ministros da celebração da Palavra bem preparados. A celebração da Palavra deve enfocar a Palavra, a homilia, a partilha bíblica. Não transformá-la numa "quase missa". Os ministros da Palavra, os sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas devem estar nas rádios, jornais, esquinas de rua, casas e templos, divulgando as Sagradas Escrituras. Chegou a hora do "mutirão bíblico", de uma mobilização bíblica.

10. Transformar o catolicismo devocional e sacramentalizador em "catolicismo bíblico". A V Conferência propõe uma "pastoral bíblica" Precisamos ir além desta proposta e vislumbrar um horizonte ainda maior que o catolicismo bíblico, porque a Palavra é criadora, eficaz, regeneradora. É hora de formar nos católico um "coração bíblico", um apego e familiaridade com a Bíblia para que a Igreja renove suas forças missionárias.

A Palavra de Deus, mais precisamente a Bíblia, deve estar na mão de cada criança, de cada jovem, de cada casal, cada cristão. Não podemos ser analfabetos bíblicos, nem tornar rotineira a Palavra viva, fecunda e eficaz. Só podemos ser discípulos com a Bíblia na mão, no coração e pés na missão. A Igreja será atraente e convincente a partir de uma renovação bíblica, eis que chegou a hora da mobilização bíblica nacional.

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3115

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para você que é jovem

Por Arnaldo Siroma

Você é jovem e anda dizendo por ai que não conversa mais com seus pais, porque eles não sabem compreendê-lo.

Olhe, eu acho que é você que está construindo o muro da separação, é você que ergueu o arame farpado da incomunicação; e, agora, reclama, porque se sente ferido.

Você rompe todo diálogo com seus pais, porque sempre acha que “tem a razão”. É muita arrogância falar assim, porque imagino que seus pais, desde o ponto de vista deles, também tem “razões”.

Sabe, eu não vou falar, agora, em defesa de seus pais, porque é você, como filho, que deveria defendê-los. Você não pode lançar sua vida contra eles, sendo eles a origem de sua vida. Você gosta de viver, não gosta? Pois então meu amigo...

Acho você também muito exigente: quer tudo prontinho, na hora; quer a solução imediata de seus problemas, não sabe nem esperar um pouquinho, não tem a paciência de camponês que esperava o amadurecimento da colheita no tempo oportuno. Quando você quer uma coisa, tem que ser na mesma hora...

Você pede compreensão. Pois é; está bem. Mas, quantas vezes já teve a sensação de ser incompreendido por você mesmo? Quantas vezes tentou, sem conseguir, expressar e dizer tudo o que sente dentro de você? As vezes, é incapaz até de saber com certeza o que se passa no seu intimo... Então, com que direito exige que seus pais compreendam tudo o que lhe acontece?

Pensa que está sendo rejeitado, oprimido. Não é tanto assim, meu amigo. Será que você nunca fez a lista de todos os esforços e trabalhos que seus pais fizeram para você poder viver melhor? Você se lembra muito bem de algumas vezes que seus pais falaram”não”; mas, pelo que estou vendo, já se esqueceu de que eles falaram “sim”quase sempre.

Reclama, também, da falta de interesse pelos seus problemas. Está bem. Mas vamos com calma. Agora, me diga uma coisa: quando é que você se interessa, de verdade, pelos problemas de seus pais? Você já pensou que seus pais têm problemas?

Diz que não dedicam muito tempo; mas, quanto tempo você dedica para eles? Quantas vezes você sai de casa deixando com a mãe todo o serviço? Quanto tempo você passa ao lado deles? Tenho a dizer em favor deles: já dedicaram muitos anos de trabalho por sua causa, isso sem contar as muitas horas pacientes que lhe dedicaram, quando você era muito pequeno e não sabia andar, quando ficou doente, etc... Melhor não fazer contabilidade, porque eles fizeram tudo isso de graça, por amor. Você, no entanto, guarda todo o seu tempo, com avareza, para você e seus amigos.

Denuncia que os pais não sabem “compreender”, que são quadrados. Porém, eu desafio, e me pergunto: será isso verdade, ou você anda repetindo essa desculpa porque todos os jovens reclamam a mesma coisa, talvez para poder defender-se, jogando a responsabilidade sobre os pais? Eu acho que falam isso apenas porque seus pais não lhe concedem a razão. Isso não está certo. É covardia!...

Vou acusar você de mentir... sim, de mentir, de ocultar a verdade, de falar só as metades das coisas, só o que lhe convêm. Muitas vezes, não é sincero, não diz para eles onde esteve, o que fez; oculta quase tudo, vive independente demais. Chamo a isso de pouco respeito e atenção com eles. Não tente justificar-se, porque a falsidade não se justifica. É difícil reconhecer os próprios erros, não acha?

E tem mais... Eu não sei se o que estou pensando tem a ver com alguma coisa com você... porque, se assim for,... sinto pena de você. Penso, com tristeza, nos jovens como você, que amedrontam os pais e criam confusão, e fazem chantagem e até ameaçam. Acho o maior absurdo explorar o amor dos pais, que dariam tudo pelos filhos, mesmo que eles tenham muitos e graves defeitos. E ainda têm jovens que ridicularizam os pais, pelo fato de não terem cultura, ou por serem desempregados ou velhinhos. Quem faz isso, não é filho, é tudo menos filho!!!

Sabe, eu não reclamo da rebeldia da juventude, não. Eu sei que o jovem deve ser livre, e acho isso muito bom. É natural que ele tenha o direito de decidir, de julgar, de criticar. Acho bom ser um pouco rebelde, mas desde que seja contra a sociedade que nos oprime a todos; nunca com os próprios pais. Sabe por que? Olhe bem, porque eles também são vitimas dessa sociedade que nunca lhe deu oportunidades, nem cultura, nem um salário folgado, nem um tempo livre para desfrutar da vida como você gosta de desfrutar. Muito pelo contrario, eles sabem bastante de sofrimento, de luta, de cansaço... Mesmo assim, tiveram a coragem de dar a vida a você. Portanto, não reclame tanto deles, meu amigo, porque você também está dominado por essa sociedade. Você também está preso e não sabe como fugir.

Nunca ouviu dizer que, para entender bem uma pessoa, é preciso conhecê-la bem e colocar-se no lugar dela? Você conhece, realmente, seus pais, sua vida, preocupações atuais, seus sentimentos íntimos? Qual foi a ultima vez que olhou nos olhos de seus pais e disse que os amava? Você sabe realmente qual a cor dos olhos de seus pais? Será que você algum dia olhou dentro dos olhos de seus pais? Será que você conhece verdadeiramente o que eles querem de você?

Você entra e sai de casa com tanta pressa... que não tem tempo para parar um pouquinho, para dialogar. É tão importante, hoje em dia, saber dialogar na família. Mas você deixa de lado... Sempre tem muitas coisas “importantes” para fazer fora de casa. É uma pena, não tem tempo para a melhor coisa que você tem no mundo, para seus pais. E nessa história, eu suspeito que a maior parte da culpa é sua. Apesar de tudo, eu acredito na comunicação e também na família, desde que cada membro descubra o verdadeiro valor dos outros e coloque seu pequeno grão de areia para construir o que chamamos de “comunidade familiar”.

Para terminar, eu também quero pedir desculpas. Sabe, eu sei que, às vezes, sou um pouco agressivo. É verdade. Mas gosto de falar as coisas como penso e sinto, de encarar os problemas seriamente. Acho que, se você fosse também um pouco agressivo e exigente consigo mesmo, poderia superar muitas dificuldades, sem largar a culpa sobre os outros e sem criar tanto problema na família. E seria muito mais feliz. Disso eu tenho certeza.




Eu queria ser um lápis!

Por Arnaldo Siroma

Ao assistir a um filme sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, uma frase dela chamou-me muita atenção: "Sou apenas um lápis nas mãos de Deus, e é Ele quem escreve”.

Fiquei pensando: "Por que um lápis e não uma caneta?" Fiquei horas fazendo esta comparação.O lápis por si é mais simples do que a caneta, e uma característica dele é que quando a sua ponta quebra ou está acabando, podemos apontá-la novamente, e ao errarmos ao escrever, damos um jeito de apagar. Ao passo que a caneta, ao acabar a tinta, por mais bela que seja, geralmente, é jogada fora e também não conseguimos apagar a sua escrita e mesmo se usarmos um corretivo, percebemos nitidamente ainda o seu efeito.

Como seria a nossa história escrita à caneta? Ou sendo nós uma caneta? Deus vai nos "apontando" na escrita da vida. Quanto mais somos "apontados", tanto melhor fica a escrita. Não é fácil passarmos por este processo, mas a nobreza do lápis está em se deixar gastar para servir da melhor maneira possível, sem ficar pensando se vai acabar ou não. Aprendamos a ser nobre com este objeto, deixando-nos "apontar" por Deus, para que Ele faça em nós e através de nós, o que precisa ser feito, mesmo que custe a nossa vida.

O Senhor até poderia escrever a nossa história à caneta, só que, muitas vezes, nós a pegamos para escrever e "escrevemos errado", ou seja, quando não fazemos as escolhas certas, e isso traz sérias conseqüências para a nossa vida. Já pensou se fosse mesmo uma "caneta" que Ele utilizasse? Só que Deus, na sua imensa misericórdia e conhecendo a nossa limitação humana e inclinação ao erro, escolhe um simples "lápis" para escrever a nossa história, porque com este pode haver correção. Como? Você deve estar se questionando como eu o fiz. Não é que vamos voltar ao passado e apagar os acontecimentos da nossa história, os erros e pecados que cometemos. Mas há uma "borracha" e um "apontador" que se chamam misericórdia de Deus, manifestada no Sacramento da Confissão, quando nos arrependemos sinceramente das faltas cometidas.

Mesmo que os acontecimentos continuem em nossa lembrança, o Senhor nos perdoa e, pouco a pouco, vai curando nossas lembranças. E podemos nos alegrar porque o nosso nome permanece escrito no "livro da vida".

Por que orar a Maria?

Por Arnaldo Siroma

Eu nunca peço que MARIA faça um milagre por mim ou me conceda uma graça.

Peço apenas que ela interceda ao pai comigo em nome de JESUS ou a JESUS por mim, como ela fez nas bodas de cana.

MARIA pediu porque sabia que JESUS podia. E mandou pedir porque sabia que ele concederia.

É nisso que creio. JESUS concede, e a gente consegue.

MARIA também é assim. Só que sabe pedir melhor do que nós e certamente consegue mais do que nós. Ela ora mais. De JESUS ela entende mais do que todos nós juntos. Ninguém de nós o carregou no ventre. Nem toda a nossa teologia nos tornaria mais íntimos de JESUS que sua mãe, MARIA, que o seguiu do berço até a cruz e foi a primeira cristã, a que mais apostou no filho.

Se JESUS concede a mim ou a qualquer outro pedir, porque não faria a um pedido de sua mãe? Se posso orar pelos outros, por que MARIA não pode?

Que teologia é essa que diz que os seguidores de JESUS podem interceder e sua mãe não pode?

Que os da terra podem e os do céu não podem?

Que céu é este em que não se pode orar pelos outros?

O céu no qual eu acredito é um modo de ser em DEUS. Lá se ora! Maria Esta Lá! Se JESUS não salvou MARIA, vai salvar quem?

Então eu sei que, quando peço a MARIA que ore por mim e comigo, ela o faz, do mesmo jeito que meus amigos daqui o fazem. É minha fé. Eu amo MARIA, não acho que ela seja deusa, mas ela é bem maior do que nós, os outros seguidores de JESUS.

Ela sabe mais!!!!


O PIEDOSO USO DO VÉU

Por Arnaldo Siroma

O uso do véu é um costume piedoso muito adequado, e deve ser incentivado sempre, pois retrata a dignidade da Celebração Eucarística, o respeito e o amor das mulheres para com o Santíssimo Sacramento. De acordo com São Paulo, as mulheres usam o véu como sinal da Gloria de DEUS (não da nossa), deve ser o foco de Adoração, como sinal de submissão á autoridade. É o reconhecimento e um sinal de se ter Deus e o marido (ou pai, de acordo com cada caso) como cabeças, é um sinal de respeito á presença dos Santos Anjos e da Liturgia Divina. Usando o véu, se reflete a ordem invisível divina; e fazem as mesmas visíveis.



Cân. 1262 do CDC de 1917:"Que a mulher tem que cubrir suas cabeças--especialmente quando se aproximam da mesa sagrada' ".


Quando o Código de Direito Canônico de1983 foi produzido, a questão do véu simplesmente não foi mencionada De qualquer forma muitos gostam de utilizar os Cân 20-21 achando que a nova lei só abole a Velha Lei Canônica quando eles escreverem explicitamente isto, e que em caso de dúvidas, a Lei Antiga não deve ser revogada, pelo contrario, o código de direito canônico de 1917 foi revogado in totu. O antigo Código ficou abrogado pelo cânon 6 do novo Código.
E antes que invoquem o cânon 20 do novo Código, adianto que ele não se aplica, pois trata do conflito de normas extravagantes na vigência do próprio Código de 1983. É uma explicação de como se resolve esse conflito.


Invocar o cânon 20 é desconhecer os princípios básicos do Direito. O cânon 20 está se referindo a outra coisa, i.e., às leis extravagantes que, regra geral, quando novas revogam as antigas, exceto nos casos no próprio cânon disciplinados. Não tem nada a ver com a validade do Código de 1917. Tanto que o cânon 6 é claro que dizer que o de 1917 está revogado. Aliás, abrogado, que é a revogação de modo absoluto.

Creio que todos aqui sabem que a esposa de Cristo é a Igreja. Neste aspecto - e sem diminuir a dignidade de qualquer gênero - na Liturgia a mulher está para o homem, assim como a Igreja está para Cristo. Por isso, a mulher, simbolizando a submissão da Igreja a Cristo, cobre a cabeça com um véu; o homem, simbolizando o senhorio de Cristo, a deixa descoberta.
Infelizmente o novo Direito Canônico omitiu a prescrição de modéstia aos fiéis (prescrita anteriormente no Cânon 1262 do Código de 1917 como no parágrafo 2º do Decreto 223 do Concílio Plenário Brasileiro), sobretudo mulheres. Como quer que seja, a orientação de São Paulo é sempre válida.



“” Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. 2. Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas instruções, tais como eu vo-las transmiti. 3. Mas quero que saibais que senhor de todo homem é Cristo, senhor da mulher é o homem, senhor de Cristo é Deus. 4. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. 5. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. 6. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. 7. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem.”” (1 Coríntios 11,1-7)



Os católicos (não só as mulheres) por respeito e o amor ao Santíssimo Sacramento devem incentivar essa prática. Pois esse santo costume, deixou de ser incentivado, pois muitas ideologias mundanas querem secularizar tudo que é sagrado, não só o véu, mas muitas outras riquezas da nossa Santa Igreja. Podemos e devemos restaurar todos os tesouros da nossa Igreja que foram sendo esquecidos por falhas humanas e interpretações erradas que surgiram.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Carta aos agentes de música litúrgica do Brasil

Brasília-DF, 25 de setembro de 2008
ML – C – Nº 0845/08


A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja. Ela é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC 10). Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo (cf. DGAE nº 67).
Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor (cf. SCa 35). Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado.
Acompanhamos, com entusiasmo e alegria, o florescer de grupos de canto e música litúrgica, grupos instrumentais e vocais, que exercem o importante ministério de zelar pela beleza e profundidade da liturgia através do canto e da música. Sua animação e criatividade encantam muitos daqueles que participam das celebrações litúrgicas em nossas comunidades. Ao soar dos primeiros acordes e ao canto da primeira nota, sentimos mais profundamente a presença de Deus.
Lembramos alguns aspectos importantes que contribuem para a grandeza do mistério celebrado.


1. A importância da letra na música litúrgica - a letra tem a primazia, a música está a seu serviço. A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica e o canto deve integrar-se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual.

2. A participação da assembléia no canto
- o Concílio Vaticano II enfatiza a participação ativa, consciente, plena, frutuosa, externa e interna de todos os fiéis (cf. SC 14). O canto litúrgico não é propriedade particular de um cantor, animador, ou de um seleto grupo de cantores. A liturgia permite alguns momentos para solos (tanto vocais quanto instrumentais), porém a assembléia deve ter prioridade na execução dos cantos litúrgicos. O animador ou o cantor tem a importante missão, como elemento intrínseco ao serviço que presta à comunidade, de favorecer o canto da assembléia, ora sustentando, ora fazendo pequenos gestos de regência, contribuindo para a participação ativa de toda a comunidade celebrante.


3. Cuidado com o volume dos instrumentos e microfones - em muitas comunidades, o excessivo volume dos instrumentos, como também a grande quantidade de microfones para os cantores, às vezes, não contribuem para um mergulho no mistério celebrado, antes, provocam a agitação interior e a dispersão, além de inibir a participação da assembléia no canto. Pede-se cuidado com o volume do som, a fim de que as celebrações sejam mais orantes , pois tudo deve contribuir para a beleza do momento ritual.


4. Cultivar uma espiritualidade litúrgica - os cantores e instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (SC 29). A celebração não é um momento para fazer um show, para apresentação de qualidades e aptidões. Os cantores e instrumentistas devem, antes de tudo, mergulhar no mistério, ouvir e acolher com a devida atenção a Palavra de Deus e participar intensamente de todos os momentos da celebração. Música litúrgica e espiritualidade litúrgica devem andar juntas, são duas asas de um mesmo vôo, duas nascentes de uma mesma fonte.
Invocamos as luzes do Espírito Santo sobre todos os agentes de música litúrgica de nosso país. Reconhecemos o valoro do ministério exercido a serviço de celebrações reveladoras da beleza suprema do Deus criador e da atualização do Mistério Pascal de Jesus Cristo.


D. Joviano de Lima Júnior, SSS
Arcebispo de Ribeirão Preto ePresidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carta de Dom Bosco aos Jovens

''O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens." A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria''. A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-los conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram prender por esta mentira. Quem nos garante chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então... Mas a vida e a morte estão entre as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel-prazer. E mesmo se Deus lhes concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “o caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna. Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio a uma eternidade terrível. Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresente um método vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra de pátria de vocês, bom cidadãos da terra, em seguida felizes habitantes do céu... Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que o ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais a felicidade de vocês. Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade. Vivam contentes e que o Senhor esteja com vocês. Seu muito afeiçoado em Jesus Cristo''. Dom Bosco, presbítero

A Juventude brasileira

A juventude encontra-se no tempo. Tem seu passado na infância e seu futuro da idade adulta. Mas, mais ainda, ela se situa na História. Tem algo de permanente, que a caracteriza com etapa na vida e algo de território, enquanto acompanha as vicissitudes dos tempos. Em menos de cinco anos muda de paradigma. Portanto o que marcava 20 anos atrás já ficou, há tempo, no passado. Pergunta-se pois como vive e o que pensa e quer a juventude de hoje?
Mantemos firmes suas características permanentes, mas também estamos aberto às novidades dos tempos. Neste sentido é certo que a juventude de hoje, no plano mais profundo a mesma de cinqüenta ou cem anos atrás, mas não é menos certo de sua visão e seus critérios hoje são bem distintos daqueles que a moldavam no passado. Pergunta-se pois como vive, sente e pensa a juventude de hoje?
Mas especificamente contamos com muitas culturas e muitos povos diferentes. A juventude da África certamente não tem o mesmo sentido nem o mesmo pensamento da juventude européia ou asiática. A juventude católica adota critérios diferentes de uma juventude islâmica ou budista... Nós nos perguntamos especificamente sobre a juventude do Brasil. Conhecer os jovens, no dizer dos Bispos, em seu documento sobre a Evangelização da Juventude, é condição prévia para evangelizá-los. Conhecê-los nas suas características permanentes e acolhê-los nas suas contingências históricas atuais.
O Documento dos Bispos sobre a Evangelização da Juventude de hoje num contexto de pós-modernidade. Destaca três características:

1) A subjetividade, que concentra suas preocupações sobre a necessidade pessoa, seus sentimentos, seu corpo, sua auto-estima. O descrédito das ideologias a levou a viver intensamente no presente. Concentrando-se no momento atual, busca sensações fortes e emoções passageiras. O hoje parece bastar-lhe.

2) Aparecem novas expressões do sagrado, numa redescoberta da dimensão religiosa. Muitos se voltam para diversas manifestações místicas, que vão desde o ocultismo ao esoterismo, desde o fundamentalismo à supertição. Trata-se, contudo, de uma espiritualidade centrada na pessoa e não na instituição.

3) Cede-se a primazia às emoções. O elemento afetivo prevalece sobre o racional. A religião não se concentra mais tanto na relação com Deus mas se transforma prevalentemente em veículo de ascensão social ou em promessa de felicidade.

O futuro da humanidade

Corre o adágio que os jovens são o futuro da humanidade e o futuro da Igreja. Há nisto, sem dúvida, um grave equívoco, que a lógica classifica entre as falácias do senso composto e senso diviso. Na verdade os jovens serão o futuro da humanidade e da Igreja quando não forem mais jovens, ou seja, quando tiverem chegado à idade madura.
É preciso advertir que entre a idade juvenil e a idade adulta não medeia apenas um período cronológico de alguns anos. A mudança é de qualidade. Passa-se de uma idade para outra adotando atitudes novas, mais sábias e amadurecidas. O adulto não é apenas um jovem de mais idade. É também de mais juízo e mais responsabilidade, mais experiência e maior amadurecimento. Transpor simplesmente a idade da juventude, tal qual é, para a esfera da idade adulta, é anacronismo. Falseia a visão. Na passagem dá-se um salto de qualidade, que não pode ser desconsiderado.
É costume exigir certa idade cronológica para ocupar determinados cargos. Não se aceita que um jovem seja eleito para um posto de maior responsabilidade na sociedade. E esta idade continuamente sofre alterações para mais. Assim, só para dar um exemplo, para o sacerdócio o mínimo eram 24 anos de idade. O Código de Direito Canônico de 1983 o ampliou para 25. Para o episcopado o novo Código exige 35. Mas, na prática, o Papa não nomeia ninguém para este ministério abaixo dos 40 anos.
Estamos, com isso, diminuindo o valor da juventude? Muito pelo contrário! Não queremos e não podemos misturar as idades e, conseqüentemente, não reconhecer e acolher o que é específico de cada uma. O jovem seja jovem e não adulto antecipado, ao passo que o adulto seja verdadeiramente adulto e não um jovem retardado.
A juventude não é, pois o futuro da humanidade e da Igreja, mas é seu presente jovem. Se os jovens não viverem sua juventude - ou porque são infantilizados, ou porque são envelhecidos precocemente - a humanidade não ostentaria seu rosto jovem. Seria uma humanidade mutilada, faltar-lhe-ia uma dimensão essencial para lhe proporcionar ardor, inovação e beleza,
É certo que não só os adultos determinam o andamento da vida humana. Nem devem eles ditar normas definitivas, que devam ser seguidas por aqueles que virão depois. A liberdade propõe continuamente novos paradigmas. A História mostra as mudanças havidas ao longo dos tempos. Elas dependem das decisões dos adultos,bem como da formação que proporcionam aos jovens. Não se trata apenas de instrução. Cada ação humana tem conseqüências que, a longo andar e somar, são capazes de alterar o curso da História. Os jovens de hoje decidirão amanhã, quando forem adultos, sobre a condição de vida da humanidade.
Pergunta-se então sobre o que é ser adulto e, mais ainda, como se chega à idade adulta? Mas esta questão fica apenas no horizonte de nossa consideração sobre a juventude. O que queremos aqui é desvendar a situação da própria juventude. Queremos entendê-la e projetar alguma luz sobre esta idade, tão importante da vida humana. Queremos o jovem do presente, antes de vê-lo no futuro: um jovem, antes de ser adulto e depois de ter sido criança. Um jovem do nosso tempo!

A Virtude Teologal da Caridade

No luminoso esquema de São João da Cruz sobre a escalada do Monte Carmelo, o grande místico nos fala que, na vida natural, o homem vai além de si mesmo mediante o exercício de suas faculdades naturais, ou seja, através da inteligência, ele pensa; através da memória, ele recorda; através da vontade, ele quer. Pois bem, na escalada da vida sobrenatural, a alma ergue-se para Deus pelo impulso da graça santificante. Mas a graça santificante, por sua vez, age através de suas faculdades sobrenaturais, que são as virtudes teologais. Quer dizer, pela virtude teologal da fé o pensamento abre-se para o mistério de Deus; pela virtude teologal da esperança sua memória apóia-se em Deus; pela virtude teologal da caridade sua vontade se une com a vontade de Deus.Tanto fé como esperança são virtudes da terra, virtudes peregrinas, porquanto no céu, ao contemplarmos o mistério no qual agora acreditamos, e ao entrarmos na posse da bem-aventurança eterna, tanto a fé como a esperança já não tem mais objetivo. Firme e inabalável se eternizará a caridade, que é lei a do tempo e a delícia da eternidade.Enquanto virtudes do tempo, virtudes peregrinas, tanto e fé como a esperança orientam-se para a prática quotidiana da caridade, para a prática religiosa, oração e testemunho de vida. Daqui a tarefa diária do cristão fiel, tal como a formula São João da Cruz: “semear amor lá onde não há amor, a fim de colher amor”. Isto porque, como conclui o doutro místico: “Na tarde da vida, serás julgado no amor”. Quer dizer, serás julgado sobre o amor de Deus e aos irmãos, serás julgado pelo Amor e serás julgado com amor.

As duas asas da Caridade Teologal

Segundo a bela expressão de Paul Claudel, a Virtude Teologal da Caridade está dotada de “duas asas”, cujo bater ao uníssono assegura o movimento ascensional da vontade do cristão, no processo de sua união com a vontade de Deus.A primeira é a asa do “amor a Deus sobre todas as coisas”, a segunda é a asa do “amor ao próximo, por Deus”. Ambas constituem a tarefa fundamental do batizado em sua vida terrena, a caminho da glória celeste.
O duplo mandamento, que Cristo veio anunciar com a sua Palavra e assegurá-lo com o seu testemunho, sua Vida, sua Morte e Ressurreição, revela a amplidão do amor de Deus para conosco na pessoa de seu Divino Filho. Enquanto lei do tempo e delícia da eternidade, a Virtude Teologal da Caridade, à luz da palavra e do testemunho de Cristo, comporta três dimensões: primeira, o amor que “desce” de Deus até o homem; segunda, o amor que “sobe” do homem até Deus; terceira, o amor dos irmãos “entre si”.
Estas três dimensões do amor evangélico são inseparáveis, síntese do grande mandamento do sermão da montanha.

Meditação Cristã

São Paulo disse que não sabemos rezar, mas que o Espírito reza em nós (Rm 8,26). Esta é a chave para entendermos o sentido real da oração cristã. Sugere que aprendemos a rezar não treinando a rezar, mas sim desistindo de nosso treinamento ou abandonando-o. E, ao invés, aprendendo a "ser".
Isso abre a possibilidade de aprendermos a oração do coração em que encontramos o “amor de Deus inundando o íntimo do nosso coração pelo Espírito Santo , que nos foi dado” (Rm 5,5). Isso é experiência pura, que supera todo e qualquer pensamento, dogma e imaginação.
A pergunta importante consiste em saber de que modo podemos abrir-nos totalmente a esta experiência pura de amor no mais íntimo de nosso ser. Primeiro, observemos os três elementos essenciais da contemplação. Estes respondem à pergunta sobre “como” devemos rezar: oramos mantendo-nos silenciosos, quietos e simples.

Silêncio

Necessitamos de silêncio tanto para nossa saúde psicológica quanto para nosso crescimento espiritual. Com televisão, walkman e o barulho do transito das cidades modernas, o silêncio vai tornando-se cada vez mais difícil de ser experimentado.Contudo, o verdadeiro silêncio é interior. De fato, mesmo que estejamos num ambiente muito barulhento, podemos manter-nos silenciosos quando estamos concentrados, o que significa: unidos ao nosso próprio centro.
Aprendemos a ser silenciosos prestando atenção. A atenção conduz o centro de nosso ser à plena consciência. Ela nos transfere do passado e do futuro para o presente, que é suave e tranqüilizante.
Não há razão, pois, para que não possamos permanecer silenciosos em uma rua barulhenta, em um transito congestionado ou na fila de um supermercado. Aprender a conservar-nos silenciosos nos períodos de meditação ensina-nos a “rezar” em todos os momentos. Ensina-nos também a usar toda a espera, demora ou frustração na vida diária como oportunidade – na verdade, uma dádiva – para ir aprofundando-nos , para aprender a escutar, a esperar em nosso silêncio recém-encontrado.
O silêncio é fiel. É saudável. Pacifica nosso torvelinho interior. É a cura para a ira, a ansiedade e a amargura destrutivas. Em silêncio aprendemos a linguagem universal do Espírito. Deus fala a palavra criadora em meio a um silêncio ilimitado, que impregna tudo o que pensamos e fazemos.
O silêncio na oração, como o silêncio entre duas pessoas, é sinal de confiança e aceitação. Sem a capacidade de fazer silêncio ficamos incapazes de ouvir outra pessoa. Em essência o silêncio nada mais é do que adoração em espírito e verdade. Assim sendo, não se trata exatamente da ausência de barulho ou ruído. O silêncio é atitude global do ser, do relacionamento e abertura ao conhecimento mútuo a ao ser-em-reciprocidade, que é amor.

Quietude

Um dos salmos diz: “Tranqüilizai-vos e reconhecei: Eu sou Deus” (Sl 46,11). Quietude – ou tranqüilidade - não significa estado de inércia ou morte. Conhecer Deus é equivalente a estar plenamente vivo e atento.
A quietude é o equilíbrio de todas as inúmeras forças e energias que constituem uma pessoa: físicas, mentais e espirituais.
Como acontece com o silêncio, a quietude possui tanto a dimensão exterior quanto interior. Quietude nada tem a ver com parada, bloqueio ou repressão de movimento ou ação. Ela é a realização plena de todos os movimentos e ações.
Na oração precisamos chegar à quietude física. É o primeiro passo na caminhada interior rumo a Deus no centro de nosso ser. A quietude física ajuda-nos a compreender que nossos corpos são sagrados: “templos do Espírito Santo” (1 Cor 6, 19). Na realidade, o simples fato de aprendermos a sentar-nos constitui grande passo à frente em todo o caminho espiritual. Para muitos essa é a primeira lição para ir além do mero desejo: pode ser controle da vontade de coçar-nos ou mexer-nos, por exemplo. Nossa intranqüilidade física reflete não só cansaço excessivo e tensão, mas também ansiedade e distração mental. A quietude física possui efeito direto sobre o silêncio de nossa mente e, assim, ajuda-nos imensamente a estabelecer a harmonia entre o corpo, mente e espírito. No entanto, a próxima dimensão da quietude é interior. Chegar à quietude da mente representa o grande desafio da oração. Desejos, sonhos e grandes expectativas podem dividir e dominar a nossa mente.

Simplicidade

A oração cristã está despertando para a realidade de que desde agora nós nos achamos em casa dentro do Reino de Deus. Ser simples não é fácil. Estamos constantemente analizando-nos, analisando nossos sentimentos, nossas motivações – ou as de outras pessoas – e nossa permanente autoconsciência faz de nós pessoas muito complexas e confusas. Mas Deus é simples: o amor é simples. A meditação é simples. Ser simples significa sermos nós mesmos. Significa superar a autoconsciência, a auto-análise e a auto-rejeição. A meditação é prática espiritual universal que nos dirige para este estado de oração, para a oração de Cristo. Ela nos conduz ao silêncio, à quietude e a simplicidade utilizando um meio que, em si, é silencioso, quieto e simples.

O plural e o singular na Liturgia Eucarística

Ao participar todos os domingos da Liturgia Eucarística, abre-se para o católico fiel a oportunidade única - verdadeira graça do Senhor - de um encontro vivo e pessoal com Cristo, pão para a caminhada semanal para Deus que então tem início.
A Eucaristia é a oração universal da Igreja, cujos membros, pelo Batismo, tornam-se filhos de Deus, cidadãos do seu povo e herdeiros do seu Reino. Prolongação e atualização do Sacrifício da Cruz, a Eucaristia perpetua a obra salvadora do Filho de Deus. Sendo a oração universal da Igreja ela é feita em nome de todos os seus membros, mesmo daqueles que, legitimamente impedidos, não puderam comparecer. Na celebração da Eucaristia a expressão plural das preces corresponde ao sentido coletivo do "louvor, da ação de graças e da petição". Nela, portanto, a oração está formulada, obviamente no plural. No entanto reza-se o "Credo" no singular, aliás, na primeira pessoa do singular. A razão está no sentido íntimo e pessoal que a Igreja exige de seus fiéis. O "Credo" reafirma a fé dos apóstolos, dos primeiros cristãos e que hoje continua sendo a mesma.
Trata-se, portanto, de algo muito sério e decisivo.

O Nome de Deus na Liturgia

O “Nome de Deus” na Liturgia
Orientações sobre o uso do “Nome de Deus” na LiturgiaA Presidência da CNBB recebeu uma carta da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (29/06/08) com orientações sobre a “tradução e pronúncia, no âmbito litúrgico, do divino Nome significado no tetragrama sagrado - YHWH”. Apresentamos aqui um resumo desta carta:

I – Parte expositiva
a) Na Bíblia, o nome próprio do Deus de Israel, conhecido como tetragrama sagrado ou divino, está escrito com quatro letras consoantes do alfabeto hebraico na forma YHWH, traduzido sob diversas formas de escrita e pronúncia em nossas orações e cantos, como, por exemplo, “Yahweh”, Jahweh”, “Javé” etc. b) No Antigo Testamento, o santo nome de Deus revelado no tetragrama YHWH, era expressão da infinita grandeza e majestade de Deus, e, por isso, NÃO SE PODIA PRONUNCIÁ-LO, sendo, portanto, substituído, na leitura do texto sagrado, com uma denominação alternativa – ADONAY – que significa “Senhor”. c) A tradução grega do Antigo Testamento, chamado dos Setenta, usou regularmente o tetragrama hebraico com o vocábulo grego Kyrios, que significa “Senhor”. Uma vez que o texto dos Setenta constituiu a Bíblia das primeiras gerações cristãs de língua grega, em que também foram escritos todos os livros do Novo Testamento, os próprios cristãos das origens nunca pronunciaram o tetragrama divino. Na tradução para o latim, o termo foi traduzido pelo vocábulo “Dominus”, correspondente tanto ao hebraico Adonay como ao grego Kyrios. d) Na cristologia neo-testamentária, o termo Senhor é reservado a Cristo ressuscitado, proclamando assim a sua divindade (cf. Fl 2,9.11; Rm 10,9; 1 Cor 2,8; 12,3; Rm 16,2; 1 Cor 7, 22; 1 Ts 3,8 etc). e) O fato da Igreja ter deixado de pronunciar o tetragrama do nome de Deus, além de um motivo de ordem filológico, expressa também a fidelidade à tradição eclesial, uma vez que o tetragrama sagrado nunca foi pronunciado em âmbito cristão nem traduzido em nenhuma das línguas em que a Bíblia foi traduzida.

II – Parte dispositiva
1. “Nas celebrações litúrgicas, nos cantos e nas orações, não se use nem se pronuncie o nome de Deus na forma do tetragrama YHWH. 2. Nas traduções do texto bíblico para as línguas modernas, destinadas ao uso litúrgico da Igreja, empregue-se para o tetragrama divino o equivalente Adonay / Kyrios: “Senhor”. 3. Nas traduções, no âmbito litúrgico, de textos que tenham, um a seguir ao outro, o termo hebraico Adonay e o tetragrama YHWH, traduza-se Adonay com “Senhor” e use-se a forma “Deus” para o tetragrama YHWH”. Pedimos, portanto, que as equipes de liturgia, entre elas, os responsáveis pelos cantos litúrgicos, fiquem atentos a esta orientação da Congregação para o Culto Divino e façam as devidas adaptações. Na revisão dos Lecionários, do Missal Romano e do Hinário Litúrgico, a equipe de tradutores da CNBB seguirá esta orientação.

Brasília, 29 de outubro de 2008.
Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia - CNBB

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

E-book



Nesse espaço leitor, você encontrará livros genuinamente Católicos. Será sempre atualizado esse post. Boa leitura. Salve Maria!


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Vencer a limitação humana




Ana Maria



"Uns padecem maiores tentações no começo de sua conversão, outros, no fim; outros por quase toda a vida são molestados por elas. Alguns são tentados levemente, segundo a sabedoria da divina Providência, que pondera as circunstâncias e o merecimento dos homens, e tudo predispõe para a salvação de seus eleitos. Por isso não devemos desesperar, quando somos tentados; mas até, com maior fervor, pedir a Deus que se digne ajudar-nos em toda provação, pois que, no dizer de S. Paulo, nos dará graça suficiente na tentação para que a possamos vencer (1 Cor 10,13). Humilhemos, portanto, nossas almas, debaixo da mão de Deus, em qualquer tentação e tribulação porque ele há de salvar e engrandecer os que são humildes de coração. "(Tomás de Kempis. Imitação de Cristo. Livro I. Cap. XIII, 2.)



Nessa balburdia que se tornou a nossa sociedade, muitos valores foram perdidos e muitos outros não são mais ensinados desde o berço. Penso ser essa uma das causas de tantos jovens desequilibrados.

Hoje quem demosntra Fé em Deus torna-se alvo de olhares desconfiados; outros já acham que somos rochas e não temos problemas e nem fraquezas. Particularmente, não consigo demonstrar algo que não sinto.

Lidar com sentimentos e emoções nunca foi fácil, será sempre um desafio. A busca em vencer esse desafio, nos leva ao amadurecimento.

Complicado lidar com situações novas, coisas antes nunca vividas, mas a certeza da vitória está em sempre olhar a cruz de Cristo, e trilhar os seus caminhos, ainda que haja desvio desse caminho, somente poderemos vencer a limitação humana com a graça de Deus.




" Não entregues a tua alma a tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos.A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade..."(Eclesiástico 30 - 22, 23)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Discurso Pontifico- Debate Inter-religioso

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II
À ASSEMBLEIA PLENÁRIA
DO PONTIFÍCIO CONSELHO
PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

Sexta-feira, 30 de Outubro de 1998





Caríssimo Cardeal Arinze
Eminências
Caros Irmãos Bispos
Irmãos e Irmãs em Cristo!

1. É-me grato ter a oportunidade de vos saudar, Membros, Consultores e Pessoal do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, por ocasião da vossa Assembleia Plenária. Encontramo-nos hoje no contexto do aproximar-se do Grande Jubileu do Ano 2000, particular momento de graça e de alegria, no qual a Igreja inteira elevará uma grande oração de louvor e de acção de graças ao Pai, pelo dom inestimável da Redenção que Cristo nos obteve, através da Sua encarnação, morte e ressurreição.

Estamos prestes a entrar no terceiro e último ano de preparação imediata para este singular evento na história da salvação, que estará centrado na Pessoa de Deus Pai, por meio do Qual Jesus Cristo foi enviado e ao Qual retornou (cf. Jo 16, 28). Um dos objectivos particulares deste último ano de preparação, como ressaltei na Carta Apostólica Tertio millennio adveniente, é alargar os horizontes do crente, de maneira que toda a vida cristã possa ser vista como «peregrinação para a casa do Pai», uma viagem de fé que «parte do íntimo da pessoa, alargando-se depois à comunidade crente até alcançar a humanidade inteira» (n. 49).

2. Para alcançar correctamente a finalidade de «alargar os horizontes», é necessária uma conversão do coração, uma metanoia que foi justamente o objecto das vossas reflexões nestes dias. Com efeito, o coração humano é o ponto de partida desta peregrinação interior e tem um papel essencial em todo o diálogo religioso. As vossas reflexões visam, portanto, um objectivo importante. Ajudarão a Igreja a empenhar-se de modo cada vez mais pleno e eficaz no diálogo com os nossos irmãos e irmãs de diferentes tradições religiosas, em particular com os Muçulmanos e - tendo como base a recente Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Ásia - com os seguidores do Induísmo, do Budismo, do Xintoísmo e de todos aqueles modos de pensar e de viver, que já estavam radicados na Ásia, antes de ali chegar o Evangelho.

As vossas reflexões situam-se justamente no contexto geral de «O diálogo de espiritualidade e a espiritualidade do diálogo», prosseguimento e aprofundamento do tema da vossa última Assembleia Plenária. De facto, uma autêntica e duradoura conversão do coração não pode acontecer senão com espírito de oração. «A oração é o vínculo que mais eficazmente nos une: graças a ela, os crentes conseguem encontrar-se lá onde são superadas as desigualdades, incompreensões, rancores e hostilidades, isto é, diante de Deus, Senhor e Pai de todos » (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1992, n. 4). Por esta razão, podemos também apreciar a importância das comunidades cristãs de oração, em particular as contemplativas nas sociedades multirreligiosas. Ao darem testemunho da Boa Nova de Jesus Cristo, essas comunidades tornam-se pontes de fraternidade e de solidariedade e promovem um diálogo e uma cooperação fecundos entre cristãos e seguidores de outras religiões.

3. Encontramo-nos no limiar do novo milénio que se abre com o desafio dirigido à Igreja, de fazer maturar os copiosos frutos das sementes plantadas pelo Concílio Vaticano II. Com os Padres do Concílio exorto-vos, e a todos os filhos e filhas da Igreja, a reconhecer, conservar e fazer progredir os bens espirituais e morais que se encontram entre os não-cristãos, «com prudência e caridade, pelo diálogo e colaboração com os sequazes doutras religiões, dando testemunho da vida e fé cristãs» (Nostra aetate, 2).

Deste modo, a Igreja estará atenta à obra do Espírito nos corações de outros crentes. Poderemos assim edificar sobre objectivos alcançados, consolidar os esforços actuais e encorajar a futura cooperação entre todos os que buscam a verdade transcendente.

Ao invocar sobre vós a intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos, concedo-vos de coração a minha Bênção
Apostólica.

Vaticano Reafirma "Exclusivadade" da Igreja

Vaticano reafirma «exclusividade» da Igreja
Novo documento da Congregação para a Doutrina da Fé critica relativismos ou indiferentismos religiosos

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) publicou esta Sexta-feira um “Nota Doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização” onde reafirma a necessidade da pertença à Igreja Católica para a salvação e critica os relativismos ou indiferentismos que colocam no mesmo plano todas as religiões.

“O Reino de Deus não é, como alguns hoje sustentam, uma realidade genérica que domina todas as experiências ou as tradições religiosas”, pode ler-se, “mas é acima de tudo uma pessoa, que tem o rosto e o nome de Jesus de Nazaré”.


O documento, assinado pelos responsáveis máximos da CDF e aprovado por Bento XVI, aponta o dedo a quem defende que “basta ajudar os homens a serem mais homens ou mais fiéis à sua própria religião”, em vez de “favorecer uma conversão a Cristo e à fé católica”.


Este documento segue, em vários pontos, a linha da declaração "Dominus Iesus" do ano 2000, assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Ali se defendia a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja.


A CDF vem, agora, afastar as acusações de quem vê na “pretensão de ter recebido em dom a plenitude da Revelação de Deus” uma atitude “de intolerância e um perigo para a paz.


"Solicitar honestamente a inteligência e a liberdade de uma pessoa no encontro com Cristo e o seu Evangelho não é uma indevida intromissão em relação a ela, mas uma legítima oferta e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens", aponta.



Contra a “canonização do relativismo”, expressão tirada de um discurso de Bento XVI, a Congregação vaticana apresenta um conceito de liberdade que é “tensão para o bem” e não indiferença.


O Cardeal William Levada, actual presidente da Congregação, e o Arcebispo Angelo Amato, secretário do mesmo organismo, mostram-se críticos em relação aos que “defendem que não se deveria anunciar Cristo a quem não O conhece, nem favorecer a adesão à Igreja”, pois seria possível ser salvos “mesmo sem um conhecimento explícito de Cristo e sem uma incorporação formal à Igreja”.


O Vaticano defende-se de quem vê na evangelização um “atentado à liberdade dos outros” e de quem apresenta a “legítima pluralidade de posições” como se isso significasse que “todas as posições são equivalentes” em termos religiosos. Para a CDF, estamos na presença de formas de “agnosticismo e relativismo” no pensamento contemporâneo que levam à “desconfiança na verdade”.


A CDF apresenta a evangelização, ao longo deste documento, em paralelo com expressões como “diálogo”, “anúncio”, “aprendizagem”, “testemunho” ou “amizade”. Retoma-se, neste âmbito, a proibição de “obrigar” alguém a abraçar a fé com “processos indiscretos” ou qualquer tipo de pressão.


Segundo o Vaticano, é necessário responder à “crescente confusão” em torno da acção missionária da Igreja, baseada na convicção de que “a realização definitiva da vocação da pessoa humana está na revelação de Deus em Cristo, como anunciada pela Igreja”.


O anúncio das próprias convicções a outras pessoas é, aliás, apresentado como parte integrante do direito à liberdade religiosa, algo que “infelizmente em algumas partes do mundo, não é ainda legalmente reconhecido”.


Um último capítulo é dedicado às implicações ecuménicas destas posições, sendo referido que o diálogo com cristãos de outras confissões “não priva do direito nem exime da responsabilidade de anunciar em plenitude a fé católica”, eviatando “qualquer indevida pressão”. Esta é uma questão particularmente sensível nas relações com os ortodoxos russos.


"Se um cristão não católico, por razões de consciência e convicto da verdade católica, pede para entrar na plena comunhão da Igreja Católica, há que respeitar tal passo como obra do Espírito Santo e como expressão da liberdade de consciência e de religião”, afirma o texto.


O documento da CDF faz questão de rejeitar o proselitismo, entendido num sentido negativo de “publicidade para a própria religião com meios e motivos contrários ao espírito do Evangelho e que não salvaguardam a liberdade e a dignidade da pessoa”.


Em conclusão, é pedido aos católicos que não abdiquem do compromisso de anunciar a sua fé por causa dos “relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso”.


Internacional | Octávio Carmo| 14/12/2007 | 11:01 | 4214 Caracteres | 1261 | Bento XVI

Discurso Pontífico a RCC

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS RESPONSÁVEIS DO MOVIMENTO CARISMÁTICO CATÓLICO
30 de Outubro de 1998


Caríssimos Irmãos e Irmãs!
1. Ao saudar a Conferência Internacional para os Responsáveis do Movimento Carismático Católico, «dou graças ao meu Deus por meio de Jesus Cristo, a respeito de vós, pois a fama da vossa fé espalhou-se pelo mundo inteiro » (Rm 1, 8).


A Renovação Carismática Católica ajudou muitos cristãos a redescobrir a presença e a força do Espírito Santo na na sua vida, na vida da Igreja e no mundo. Esta redescoberta despertou neles uma fé em Cristo repleta de alegria, um grande amor pela Igreja e uma generosa dedicação à sua missão evangelizadora. Neste ano dedicado ao Espírito Santo, uno-me a vós ao louvar Deus pelos frutos preciosos que quis fazer maturar nas vossas comunidades e, através delas, nas Igrejas particulares.

2. Como responsáveis da Renovação Carismática Católica, uma das vossas tarefas consiste em tutelar a identidade católica das comunidades carismáticas difundidas em todo o mundo, estimulando-as sempre a manter um vínculo hierárquico e estreito com os Bispos e o Papa. Pertenceis a um movimento eclesial e a palavra «eclesial» obriga a uma preciosa tarefa de formação cristã, que requer uma profunda convergência entre fé e vida. A fé entusiasta que reaviva as vossas comunidades deve ser acompanhada por uma formação cristã adequada e fiel ao ensinamento eclesial. Com efeito, de uma sólida formação derivar á uma espiritualidade profundamente radicada nas fontes da vida cristã e capaz de responder aos interrogativos cruciais apresentados pela cultura de hoje.

Na minha recente Carta Encíclica
Fides et ratio adverti contra um fideísmo que não reconhece a importância da obra da razão, não só para uma compreensão da fé, mas também para o próprio acto de fé.

3. O tema da vossa Conferência, «Let the fire fall again!», recorda as palavras de Cristo: «Vim para lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que já estivesse aceso!» (Lc 12, 49). Olhando para o Grande Jubileu, estas palavras ecoam com todo o seu vigor. O Verbo de Deus fez-se homem e trouxe-nos o fogo de amor e a verdade que salva. No limiar do Terceiro Milénio da era cristã, é grande o desafio evangélico: «vai hoje trabalhar para a vinha» (Mt 21, 28)!
Acompanho a vossa Conferência com as minhas orações, convicto de que isto dará ricos frutos espirituais à Renovação Carismática Católica em todo o mundo. Maria, Esposa do Espírito e Mãe de Cristo, vigie sobre quanto fazeis em nome do seu Filho! Concedo de coração a minha Bênção apostólica a todos vós, às vossas comunidades e entes queridos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

NENHUM HOMEM É UMA ILHA




Ana Maria


Mudanças bruscas na humanidade sempre ocorreram, mas a modernidade, fez algo a mais, um possível isolamento.

Muito trabalho, stress, correria, falta tempo para tudo.Praticamente, temos tudo em casa, na net compra-se de tudo o que imaginar, paga-se contas, compra-se comida. Aah, modernidade, também nos tira o sono, leva as síndromes.

Uma cena, chamou-me a atenção: Noite fria , rua mal iluminada, uma moça anda apressadamente, atrás, vem um rapaz, e a chama: Ei, moça! Ela aumenta o passo, já quase corre, ele de um salto, pega-lhe o braço: Você deixou cair seu celular!

Interessante que na nossa existência, sempre tivemos ajuda, não podemos viver só.
Sem pai nem mãe, não estaríamos aqui. Sem professor, não teríamos cultura e, por ai vai a longa caminhada da humanidade.


Quando o mundo perplexo, tentava entender o porque daquele ataque nas torres gêmeas, alguns apressaram-se em acudir. Pega! Corre! Ali! Lá! Ajuda aqui! Vamos, vamos!Muitos que estavam lá, uniram-se num só objetivo, ajudar! Sozinho, ninguém faria nada!

E assim caminha a humanidade, chorando,sorrindo, nascendo, morrendo...mas com uma certeza, ainda que descubra nos momentos mais tristes, um abraço faz a diferença.

Quando Deus fez o homem, deu a cada um, um dom, porém não completo, precisamos uns dos outros, para sermos completos e felizes. Enfim, nem a ilha é só, lá tem pássaros, insetos, plantas...

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