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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ecumenismo ameaça a fidelidade à nossa Igreja?

A causa ecumênica tem um apelo forte nesse nosso mundo dividido, competitivo, violento. É sempre muito simpático falar de paz, reconciliação, encontro fraterno, parceria na construção dos valores do Reino. Apesar de toda a carga positiva da proposta, às vezes pairam nos corações e mentes alguns receios, hesitações, questionamentos. Há pessoas muito sinceras e bem intencionadas que se perguntam: Posso mesmo acolher a outra Igreja como parte da minha família de fé? Ao fazer isso não estarei diminuindo, relativizando a minha própria Igreja? Não corro o risco de misturar tudo e perder a identidade? Não ficarei menos católico ou menos presbiteriano, ortodoxo, anglicano, luterano, batista, metodista... se for capaz de dar valor a outras Igrejas e me aproximar delas?

Se ecumenismo fosse mistura, esses e outros receios teriam muita razão de ser. Se fizéssemos a mistura estaríamos criando mais um modo de ser Igreja em vez de caminhar para a unidade. Seria uma divisão a mais. Não é isso que se quer. Na verdade, a primeira condição para alguém ser de utilidade no trabalho ecumênico é a solidez do seu compromisso com a própria Igreja, a firmeza da sua identidade dentro da sua denominação. A pessoa entra no diálogo ecumênico como representante da sua Igreja. Espera-se que, através da fidelidade desse(a) irmão(ã), os outros possam ter um bom retrato daquela Igreja. Um luterano insatisfeito com sua Igreja, por exemplo, estaria mal qualificado para ajudar um católico, um anglicano a dar valor à Igreja luterana. O mesmo vale para qualquer outra denominação. É parte do objetivo do trabalho ecumênico tornar conhecido o que cada Igreja tem de melhor. Só mostra o melhor da Igreja quem se sente bem, feliz com ela. Esse "mostrar o melhor" não é o mesmo que fazer propaganda para convencer o outro. É simplesmente partilhar com alegria tudo de bom que a proposta cristã tem conseguido criar.

Não se espera que alguém participe de convívio ecumênico e volte para casa menos católico, menos batista, menos ortodoxo... O que se espera é que essa pessoa, firme na sua identidade religiosa, goste de ser um embaixador da paz e do diálogo. Um embaixador representa sempre o país que o enviou: contribui para que outros gostem da sua terra e volta para casa com condições de ajudar seus compatriotas a ver com simpatia o lugar onde foi bem acolhido.

Fonte

texto:http://www.conic.org.br/index.php?system=news&news_id=533&action=read

1 comentários:

  1. Até acho boa a iniciativa do blog, mas o correto é você citar o nome do artigo quando ele não for escrito por você, como este aqui. Caso não o faça, é plágio, pois você publica algo que com o teu nome mesmo não tenho sido escrito por você. Isso é crime. Achei este artigo no site http://www.conic.org.br/index.php?system=news&news_id=533&action=read

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