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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Conflitos Religiosos no Oriente Médio.

Religião e Sociedade.

Apostolado Shemá.

Por Nilson Pereira dos Santos Júnior


Para que se possa entender este complexo e amplo assunto, é preciso definir as várias vertentes que culminam nos conflitos religiosos no Oriente Médio.

O Islamismo:
Islamismo: Religião fundada por Maomé, que segundo o próprio, recebeu o anjo Gabriel que lhe disse para ir ao monte Sinai, onde subiu ao céu e voltou a terra, e escreveu o Alcorão, o Livro sagrado mulçumano. O Islamismo tem como principais características, o Fundamentalismo, o Radicalismo, a rígida moral mulçumana, e todas as leis do estado regido pelo Alcorão.

Matar por Alá:
Os mulçumanos são divididos em 2 grupos religiosos, os Sunitas e os Xiitas. Os Sunitas seguem uma versão moderada do Alcorão, já os Xiitas seguem o radicalismo descrito no mesmo. Os Xiitas são maioria em países como Irã, Síria, Afeganistão e Uzbequistão.
O Islamismo prega que aquele que morre por Alá, ganhará 70 virgens no céu. Em uma religião onde a Poligamia é instituída, o homem que possui muitas mulheres é considerado cada vez mais abençoado por Alá. Então quem morre por Alá aqui na terra, ganha 70 virgens no céu, e ainda é grandioso nele. Tendo em vista que a religião é dividida em Xiitas e Sunitas, os Xiitas fazem sempre este ato radical como prova de amor á Deus, por isso sempre vemos ataques como os “Homens-bomba.”

Origem do estado de Israel:
Sionismo: O Sionismo nasceu no período pós II Guerra Mundial. É por definição, um sentimento de união judaica, para se fortalecerem após os massacres da Alemanha Nazista.

Inglaterra:
A Inglaterra em 1959 cedeu um território para ONU, que por sua vez, o decretou território judeu denominado Israel. Este território era de colonização Inglesa, cujo povo colonizado era mulçumano. Conforme as emancipações oriundas do período pós-guerra o povo colonizado ficava com o território, fato que não aconteceu com o território que iria por direito aos mulçumanos, e não aos Judeus.

Colônias Judaicas:
Com o Sionismo, rapidamente o território foi povoado por judeus do mundo inteiro, e em apenas 1 década Israel recebeu mais de 5 Milhões de Judeus, com tal crescimento populacional o país adequou-se ao seguinte modo de povoamento: Com dinheiro vindo de judeus do mundo inteiro, principalmente dos judeus americanos que em Nova York chegam a ser 10% da população, Israel construiu sistemas agrários de produção, e também pequenas indústrias, que de um certo modo, fez de Israel um país promissor, que apesar de estar no Oriente Médio onde o solo é pobre e é escassa a quantidade de água, tinha as melhores condições de vida.

Agora sim podemos adentrar diretamente no assunto do texto e acompanhar o desenvolvimento histórico que se sucede.

A palestina tem seu território delimitado pela divisa com Israel, e os palestinos queriam guerrear com os judeus por se tratar de uma guerra por questões de princípios. Israel, por sua vez, estava com uma grande densidade demográfica e queria aumentar o seu território. Em 1956, os palestinos planejaram uma grande frente para iniciar a batalha com os Judeus, acontece que de uma maneira desconhecida até hoje, os judeus ficaram sabendo do plano e ao amanhecer atacam primeiramente os palestinos e assim, acabaram com todas as estratégias palestinas e desta forma aproveitaram para se apoderar de parte do território palestino. Essa guerra ficou conhecida como guerra dos seis dias, justamente porque esse foi o período da guerra. Vale lembrar que Israel tinha um poder bélico muito superior ao palestino na época, fato que não é diferente hoje, e também que o território tomado, foi usado para a formação dos “Kibutz”, uma espécie de campo de concentração, que tinha como intenção o uso dos palestinos ali instalados como mão de obra barata.

Essa realidade durou até o ano de 1973, quando os palestinos com ajuda de outros países mulçumanos (Xiitas), ousaram atacar os judeus no dia do Yonk Pur ( o dia do perdão) uma espécie de quarta-feira de Cinzas para os Cristãos, onde os judeus estavam totalmente desprevenidos e vulneráveis, com mísseis, ataques suicidas, rapidamente os palestinos avançaram seu território, e também dominaram os judeus em “Kibutz”.
Vale lembrar também que nesse tempo de guerra ocorreu uma das grandes crises do petróleo, pois com o Oriente Médio em guerra, ele que é detentor da maioria das nações que fazem parte da OPEP, onde o preço do barril passou de 2,7 Dólares, para mais de 27 Dólares. O fim desta guerra tinha também interesses políticos e econômicos.
Em 1977 houve o fim do conflito que teve como vencedor Israel, e com isso foi retomado o estado de controle do povo palestino, muitos palestinos por sua vez fugiram para países visinhos e fundaram a ALP, Aliança para a Libertação da Palestina, que tinha como líder, Yasser Arafat, que ganhou poder, graças a mídia ao expor a Intifada.

Como os paletisnos que viviam nos Kibutz não possuíam armas, uma forma de se rebelarem era atirando pedras, isso foi a Intifada, mesmo que não causassem danos físicos, causavam impactos grandiosos, pois a cena de um menino atacando pedras em um soldado israelense explicitava um massacre, a partir de então a ONU e países como o próprio EUA, começaram a agir para que Israel devolvesse o território palestino, e os dois assinassem um tratado de paz, que seria assinado por Yasser Arafat da ALP, e por Ariel Sharon de Israel, porém o grande empecilho de tudo isso não ficar somente no papel é que a Palestina possui a sua capital Jerusalém.
Jerusalém é uma cidade que é sagrada tanto para judeus, para mulçumanos e para cristãos. Muitos israelenses e mulçumanos não admitem “partilhar” Jerusalém, por isso a Cidade Santa, tem sido sede de grandes ataques, muitos deles por mulçumanos que ao desejarem morrer por Alá, fazem de sua fé fonte de homens-bomba e suicidas religiosos. Vale lembrar que a cidade santa diminuiu pela metade a sua população cristã católica em menos de 1 década.

A Palestina conseguiu sua emancipação e a ALP, se torna ANP (Autoridade Nacional Palestina), e Israel de modo vagaroso, devolveu parte do território para a Palestina, porém muitos palestinos permaneceram em Israel, do mesmo modo que Israelenses permaneceram reféns na Palestina, como pretexto de suborno. Nesse período grande parte da população mulçumana do Oriente Médio, se tornou Xiita, como no Irã, Síria, Líbano, Afeganistão, e com isso os problemas se agravaram. Quando Israel e a Palestina tendiam para um estado pacífico, estes países acima citados passaram a ser uma ameaça a Israel, a partir de então começaram a surgir grupos fundamentalistas islâmicos, como o Fatah, o Al-Qaueda, o Hamas, entre outros.
Israel, por sua vez usa como argumento para sustentar suas táticas ofensivas e bases militares, que é constantemente alvo destes grupos fundamentalistas islâmicos, e assim age na luta contra o terrorismo.

Recentemente em 2006 houve o conflito de Israel com um grupo terrorista islâmico que se situa no Líbano, que atiravam mísseis de fabricação Síria, com bases militares Iranianas. Por fim, o conceito religioso une e segrega o Oriente Médio. Uni todos os mulçumanos radicais, que ao cumprir o “desejo de Alá”, fazem de suas vidas, fonte de mortes numerosas, acabam com famílias, e isso cai em um círculo vicioso, onde a morte sempre gera mais mortes. A disputa por água, por Jerusalém, por terra, por qualquer coisa, acaba gerando mortes e mais mortes, e assim afastam a quase zero as chances de paz.

JÚNIOR, Nilson Pereira dos Santos, CONFLITOS RELIGIOSOS NO ORIENTE MÉDIO, 2009,Guarulhos, São Paulo,Brasil

Este artigo está livre para cópia e reprodução desde que seja cedida a fonte do autor.

5 comentários:

  1. Este é mais um presente que Deus está nos dando para podermos entender melhor sobre a palavra do Pai.....Obrigado Junior por você ter o dom de nos ensinar a amar a Deus sobre todas as coisas.
    Cláudia Maria Pereira Rodrigues....

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  2. Sem dúvida, Deus é o nosso MAIOR REI, independente de tudo, foi o UNICO que morreu por nós e nos perdoa de tudo e todos os erros que cometemos. Ele, sem duvida, é O unico fato que se não estiver presente, deixa a vida sem luz alguma!

    Paris Rangel

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  3. DEUS É O UNICO FORTE, A UNICA LUZ, MEU UNICO POSTO DE ENERGIA! ISSO MESMO CLAUDIA E JUNIOR, SOMENTE ELE SALVA!!!!!!! QUE COMO NÓS MTS PESSOAS POSSAM RECONHECER O NOSSO SALVADOOOR!

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  4. Junior seus topicos são muitos interessante,

    apesar de nao postar na comunidade, eu sempre

    leio ateh salvei no casa dele ser deletado, gosto

    muito de Historia, aprendi muitas coisas!

    Obrigado =)

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  5. Que Deus continui abençoando a sua inteligência!!!!!!!!

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Apostolado Shemá
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