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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

ARTIGO V — SE A DOUTRINA SAGRADA É MAIS DIGNA QUE AS OUTRAS CIÊNCIAS

Retirado do Site Sociedade Católica.

Por Carlos Eduardo Maculan

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"...as demais ciências são chamadas escravas desta [da Teologia], segundo a Escritura (Pr. 9, 3): Enviou as suas escravas a chamar à fortaleza". (S. Th. I, q. I, a. V, II)

Assim, para Santo Tomás os demais conhecimentos são escravos da Teologia e lhe prestam favores, continua:

"A dita ciência, [a Teologia] por ser especulativa a um respeito e a outro, prática, sobreleva a todas as demais, tanto especulativas como práticas. Pois, das ciências especulativas, uma é considerada mais digna que outra, quer pela certeza, quer pela nobreza do assunto; e, de ambos os pontos-de-vista excede esta ciência às outras especulativas. Quanto à certeza, porque as outras a têm pelo lume natural da razão humana, que pode errar, e a possui esta [a Teologia] pela luz da ciência divina, que se não pode enganar. Quanto à nobreza do assunto, porque esta [a Teologia] versa principalmente sobre matérias que, pela sua profundeza, ultrapassam a razão; considerando as outras só aquilo que se pode alcançar racionalmente. — Das ciências práticas, mais digna é aquela que não é subordinada a um fim ulterior; assim, a civil supera a militar, pois o bem do exército se subordina ao do Estado. Ora, o fim da doutrina sagrada, enquanto prática, é a eterna felicidade, para a qual se ordenam, como ao fim último, todos os outros fins das ciências práticas. Por onde, é manifesto que, a todas as luzes, é mais digna que as outras". (S. Th. I, q. I, a. V, II)

"Nada impede ser o mais certo, por natureza, menos certo, pelo que nos toca, por causa da fraqueza do nosso intelecto, que está para as coisas mais evidentes como os olhos da coruja para a luz do sol, como diz Aristóteles. Donde, a dúvida de certos sobre os artigos da fé não provém da incerteza do assunto, senão da fraqueza do intelecto humano; se bem o mínimo conhecimento que pudermos adquirir das coisas altíssimas é mais desejável que o conhecimento certíssimo de coisas mínimas, conforme o Filósofo. (ou seja, Aristóteles)

Esta ciência pode receber auxílio das filosóficas, não por lhe serem indispensáveis, mas para maior clareza dos assuntos de que trata. Porém, das outras ciências não recebe os seus princípios, senão de Deus, por imediata revelação. Nem, portanto, recebe das outras ciências como de superiores, senão que delas usa como inferiores e servas, como as arquitetônicas, das auxiliares e a civil, da militar. E esse mesmo usar delas não é por defeito ou insuficiência sua, e sim por imperfeição do nosso entendimento, que das coisas conhecidas pela razão natural donde procedem as outras ciências, mais facilmente é levado para aquelas que a sobrepujam e são o objeto desta ciência". (id.) [comentários meus]


O Magistério elevou Santo Tomás de Aquino ao nível de Mestre e Doutor dos Doutores da Igreja: "Entre todos os Doutores escolásticos, brilha, com um brilho sem igual, o seu príncipe e mestre de todos, Tomás de Aquino, que, como observa Caetano, "por haver profundamente venerado os Santos Doutores que o precederam, herdou de alguma sorte a inteligência de todos". Tomás reuniu as doutrinas deles como os membros dispersos de um corpo, reuniu-as, classificou-as numa ordem admirável, e enriqueceu-as de tal sorte que ele próprio é, com justa razão, considerado como o defensor especial e a honra da Igreja" (Sua Santidade Leão XIII - Aeterni Patris, nº 24)

"O Santo Doutor chegou ao duplo resultado de repelir por si só todos os erros dos tempos anteriores, e de fornecer armas invencíveis para dissipar os que não deixarão de surgir no futuro" (id. nº 25).

"Porém, a maior honra tributada a Santo Tomás, só a ele reservada, e que não compartilhou com nenhum dos Doutores Católicos, veio-lhe dos Padres do Concílio de Trento: quiseram eles que, no meio da santa assembléia, com o livro das divinas Escrituras e dos decretos dos Pontífices supremos, no próprio altar fosse depositada, aberta, a Summa de Tomás de Aquino, para que nela se pudessem haurir conselhos, razões e oráculos" (ibid, id. nº 29).

O sucessor de Leão XIII, o Papa São Pio X, dirigindo-se à Pontifícia Academia Romana de Santo Tomás de Aquino, asseverou: "explicare, tueri, propagare doctrinam, praesertim de philosophia Angelici Doctoris" - Ensinar, sustentar e propagar a doutrina, especialmente a filosofia do Doutor Angélico.

"Não pode haver nenhum tipo de dúvida a respeito da natureza da deliberação do Santo Pontífice: deve-se seguir Santo Tomás como mestre na filosofia e na teologia, porque afastar-se de Santo Tomás num só ponto, especialmente nas coisas da metafísica, não ocorreria sem grave dano" (Sua Santidade São Pio X - id.)

Fonte www.sociedadecatolica.com.br

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