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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ABC- do Espírito Santo

“O Espírito Santo”, este é o nome próprio daquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja o recebeu do Senhor e o professa no batismo de seus novos filhos. O termo espírito traduz o termo hebraico “Ruah”, o qual no seu sentido primeiro significa sopro ou vento. Jesus utiliza justamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a imagem transcendente daquele que é pessoalmente o sopro de Deus, o Espírito Divino (Jo 3, 5-8).

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Não o podemos ver, reter nem mostrar. Não podemos dispor dele, porque ele é Deus e age secretamente no mundo e nos corações. Mas podemos experimentar a sua existência e a sua ação: quando um homem ou uma mulher fala de Deus de tal maneira que os outros abraçam a fé. Quando alguém sofre ou dá a vida pelo Evangelho.

Quando alguém respira paz e alegria, quando promove a justiça ou se dedica ao serviço dos outros. Quando alguém agiu mal e repara as suas faltas. Quando uma pessoa, amargurada de ódio, começa a perdoar e a amar. Quando alguém, que só pensava em si, abre os olhos para o sofrimento dos outros. Quando uma pessoa se compromete a serviço dos outros, pedindo que se respire a flora e a fauna, a água e o ar – a vida posta em perigo pelo homem...

A Bíblia começa pelas origens. Naquele tempo – antes que Deus tivesse pronunciado a sua primeira palavra – tudo não era senão desolador e nada, águas impetuosas e trevas: a morte. Mas o Espírito de Deus pairou sobre as águas: a vida.

Com estas imagens, os sábios de Israel querem dizer que Deus está em tudo e acima de tudo o que vive, se desenvolve e cresce sobre a terra. O seu Espírito é o penhor de que a criação nunca está privada de Deus: não está abandonada ao acaso – a fortiori – a espíritos maléficos.

A Igreja ficou constituída em templo do Espírito Santo; Ele a santifica e faz com que os batizados se unam à Santíssima Trindade.
O Espírito vive no coração de cada fiel e integra cada um na Igreja, porque é também Ele quem guia a Igreja, desde o seu nascimento até o fim dos tempos.

Quando Jesus enviou o Espírito à sua Igreja?

Jesus enviou o Espírito Santo a sua Igreja no dia de Pentecostes em forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos e Maria Santíssima.

O que indicavam as línguas de fogo?

As línguas de fogo indicavam que o Espírito Santo vinha para nos santificar por meio da luz da verdade e do calor do amor.

Como o Espírito Santo nos santifica?
O Espírito Santo nos santifica por meio da graça, das virtudes e de seus dons.

1.Dons do Espírito Santo

Do inicio, é preciso propor a distinção que a Teologia costuma fazer entre dons e carismas (embora a palavra carisma em grego significa dom).
Por carismas entendem-se graças especiais pelas quais o Espírito Santo torna os cristãos aptos a tarefas e funções que contribuem para o bem ou o serviço da comunidade: assim seriam o dom de profecia, o das curas, o das línguas, o da interpretação das línguas... Os carismas têm por vezes (não sempre) índole extraordinária, como no caso de certas curas ou da glossolalia.

Por dons compreendem-se faculdades outorgadas ao cristão para seguir mais seguramente os impulsos do Espírito no caminho da perfeição espiritual. Os dons e seus efeitos são discretos, não chamando a atenção do público por façanhas portentosas.

Para que o cristão possa lutar, o Espírito Santo o presenteia com seus sete dons, que são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do Espírito. Estes dons são:

1.Dom da Ciência: é o Dom do Espírito Santo que nos permite aceder ao conhecimento. É a luz invocada pelo cristão para sustentar a fé do batismo.

2.Dom do Conselho: saber decidir com acerto, aconselhar aos outros facilmente e no momento necessário conforme a vontade de Deus.

3.Dom da Fortaleza: é o Dom que o Espírito Santo concede ao fiel, ajuda na perseverança, é uma força sobrenatural.

4.Dom da Inteligência: é o Dom do Espírito Santo que nos leva ao caminho da contemplação, caminho para aproximar-se de Deus.

5.Dom da Piedade: o coração do cristão não deve ser nem frio nem indiferente. O calor na fé e o cumprimento do bem é o Dom da piedade, que o Espírito Santo derrama nas almas.

6.Dom da Sabedoria: é concedido pelo Espírito Santo que nos permite apreciar o que vemos, o que pressentimos da obra divina.

7.Dom do Temor de Deus: é o Dom que nos salva do orgulho, sabendo que devemos tudo à misericórdia divina.

Por outro lado os frutos do Espírito Santo são:

1.Caridade.
2.Alegria.
3.Paz.
4.Paciência.
5.Longanimidade.
6.Bondade.
7.Benignidade.
8.Mansidão.
9.Fé.
10.Modéstia.
11.Continência.
12.Castidade.

2.O que é Pecado contra o Espírito Santo?
Este pecado não é como os demais: uma falta contra um dos mandamentos; é o endurecimento do coração que leva a pessoa a negar a ação de Deus. No parágrafo 1864 o Catecismo da Igreja explica este pecado, dizendo: “A misericórdia de Deus não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento, rejeita o perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo” (Dominum et Vivificantem, 46).
Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à perdição eterna.
Quando Jesus falou deste pecado (Mc 3, 29; Mt 12, 32; Lc 12,10) foi numa ocasião em que os fariseus disseram que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios. Ora, eles sabiam que isto não era verdade. Eles endureceram o coração e não puderam crer em Jesus, mesmo com a evidência de que Ele era Deus, mostrada pelos milagres que fazia. De propósito endureceram o coração para não aceitar Jesus; e nunca se arrependeram disto; é uma recusa à graça de Deus; isto é o pecado contra o Espírito Santo.
3.Com a palavra
Sereis minhas testemunhas até aos confins da terra
Pentecostes desencadeou o principal ato dos Atos dos Apóstolos: o anúncio da Boa-Nova, do Jesus Cristo Ressuscitado! E isto, feito na força do Espírito Santo, de um modo imediato, destemido, convincente e persistente! Esta foi a promessa do Pai, o Batismo no Espírito Santo (At 1,5), a qual foi reforçada por Jesus quando disse: "O Espírito Santo descerá sobre vós e d'Ele recebereis a força para serdes minhas testemunhas … até aos confins da terra" (At 1,8).

Será hoje é assim a nossa vivência como cristãos? Que importância damos ao testemunho?
E é o Pentecostes que marca a diferença nas comunidades. A vida cristã sob o Senhorio do Espírito Santo, embutida no Amor de Deus, distingue o cristão quente e entusiasta, do cristão frio ou morno, tíbio e cinzento. Pentecostes leva à prática do amor fraterno, à renúncia de si mesmo, pondo-nos ao serviço do Reino, pois é esse o verdadeiro Evangelho.

Pentecostes hoje?

Sim, pentecostes hoje! Pentecostes não foi só no passado, como Cristo o não é. Experiências fortes de Efusão do Espírito estão descritas em toda a Bíblia, com os Profetas, com Moisés ou o rei David, por exemplo. Jesus teve-as, os Padres, os santos também. O Espírito sopra onde e para onde quer, mas assiste a quem o pede com sinceridade de coração, numa caminhada de transformação ao serviço dos outros.

E estes pequenos pentecostes, toques ou efusões do Espírito, que vamos recebendo, são uma experiência continuada, não única ou isolada. Sabemos que hoje continua a acontecer pentecostes nas nossas comunidades. Que o Espírito vem e nos transforma. A força da oração, da adoração, a vontade de nos dispormos a testemunhá-lo, na nossa humilde condição pecadora, leva o Amor de Deus a dar frutos em nós, para que o nosso testemunho seja alegre e verdadeiro, forte e eficaz!
Pentecostes foi uma promessa de Cristo, mas não "caiu do céu de repente", nem "cai sobre as nossas cabeças" por acaso. Deus, porque nos ama, torna-se-nos sensível, faz-se presente, mas é gratuidade e respeita a nossa liberdade. Por isso, a oração no cenáculo durante cerca de 10 dias e que precedeu o Pentecostes, foi determinante para a vinda do Espírito Santo, porque Deus viu a sinceridade dos seus corações.
"Tudo o que pedirdes em meu nome, o Pai vo-lo concederá". Peçamos o maior tesouro, o Espírito Santo. Deus no-lo ofertará, e a Sua Alegria, será na medida do que fizermos com Ele.

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